segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Altamiro Carrilho – Chorinho no Coreto

Sábado, dia 14 de agosto chegamos ao Sesc quase às 20 horas, quando começava o show de Altamiro Carrilho. O ginásio tem uma acústica inimaginável. Péssima. Altamiro desatou a falar, falar e nós não entendíamos uma palavra do que ele dizia. Levei minhas duas netas e elas cismaram de subir a arquibancada com degraus de quase meio metro de altura cada um e como não permiti, começaram a pedir para irmos embora e a mais velha ainda ficou emburrada. Duas músicas depois, resolvemos ir embora. Pedi para minha neta bater esta foto e saímos. Na rua, comecei um pequeno “sermão.” Disse que não gostara do comportamento delas, que elas deviam ter colaborarado conosco, porque queríamos assistir ao show, etc.,etc. A Ana Isa, 4 anos disse: Ah! Meu avô tem umas frescuras!!!! Pergunto, que frescuras? Trazer a gente num negócio esquisito desse. E não é que ela tinha razão? Nada contra Altamiro Carrilho, mas o Ginásio do Sesc não é apropriado para este tipo de Evento. É a segunda vez que eu pago esse mico. A primeira foi a peça Um Homem é um Homem com o Grupo Galpão. Uma tortura ficar sentada naquela arquibancada.

8-2010-Ago 2010-08-14 011

4 comentários:

Anônimo disse...

Adorei os comentários de Ana Isa e dou razão de Ana Lia emburrar, pois com o som ruim e ainda quem ia tocar ficou dando palestra... Com um bom som todos iam se deliciar. Acho que quem pagou o mico foi o convidado que foi lá pra tocar, né não? Beijos, Alcy

Delma disse...

As crianças são tão sábias, sinceras,maravilhosas....
Bjs

Nego disse...

Se for possivel, repassem o comentario.

É simples, diante tantos contratempos que nós da produção do projeto "Chorinho no Coreto" passamos para conseguir local para essa apresentação, e sem sucesso, por fim o único local que conseguimos foi o Sesc, pois devido a saúde do Altamiro, ele foi proibido por médico de se apresentar em locais aberto, ou seja, não poderia se apresentar na praça Clarimundo Carneiro, onde acontece o projeto CHorinho no Coreto.
A vinda do Altamiro para este show, não foi pra fazer um grande show, e sim para mostrar um exemplo de pessoa e músico que é, que no seus 85 anos de idade tem a vida ativa e ainda contribui muito a nossa música brasileira como sempre fez, enquanto um bom tanto de gente reclama de subir escadas, sendo que eu vi claramente cadeiras disponiveis, não era obrigado sentar em arquibancada.

Quanto o fato de ele falar muito, é uma forma de ele poder descansar de uma musica para a outra, e outra coisa, o proprio enfermeiro dele estava preocupado, por ele estar falando muito e se EMOCIONANDO no palco como aconteceu 4 vezes, coisa que não é de se acontecer, mas aconteceu por ele estar se sentindo em casa, a vontade com um público muito acolhedor.

Alguem dessas pessoas que postaram esses comentarios anterior, por acaso toca Flauta ou qualquer tipo de instrumento?
Pois se sim teria o minimo de respeito em falar de Altamiro Carrilho, pois eu aos meus 25 anos de idade não tenho a condição de tocar Flauta como ele toca em seus 85 anos de idade, devido a GRANDE exigÊncia física que a flauta necessita de seu executante, e imagine com o calor que está fazendo nesses ultimos dias, e se não toca , não fale bobagem, por favor.

Qual pessoa ou orgão da cidade a não ser a Dicult, teve a iniciativa de trazer um artista a nivel de Altamiro Carrilho, e estou falando de MÚsico de verdade, não oq temos ai na midia que da até arrepio de ouvir, quem?

Acho que para Uberlândia é um previlêngio ter um show com um Artista desse gabarito, um dos músicos que mais divulgou e divulga nossa música pelo mundo em seus 79 ANOS DE CARREIRA.

De fato, admito que o som não estava bom mesmo, mas a pedido do proprio Altamiro que gostaria que fizesse o show lá, pois a 7 anos atras ele fez um show no mesmo local e ficou muito bom o som e tudo mais.

Reflita sobre isso.

Delma disse...

Nego
Em nenhum momento, tanto na postagem, como no comentário, a competência e a genialidade de Altamiro Carrilho foram colocadas em dúvida. A crítica foi ao espaço escolhido. Eu não me sentei na arquibancada para a apresentação de Carrilho, isto aconteceu na apresentação do Grupo Galpão e acho que ficou claro na postagem. Reitero a crítica às arquibancadas que possuem degraus com altura inadequada e poderiam ser corrigidos. Entendo a sua indignação porque sei que produzir cultura em Uberlândia ainda é muito difícil, exatamente pela falta de espaços adequados. Parabenizo a Dicult, todos do Projeto Chorinho no Coreto pela iniciativa e que possíveis críticas sirvam para aperfeiçoar o Projeto e exigir dos nossos orgãos públicos mais espaços para apresentações de alto nível como a de Altamiro Carrilho. Veja http://dilurdis.blogspot.com/2010/07/chorinho-no-coreto-uberlandia-mg.html sobre a apresentação de Rodrigo Y Castro.
Um abraço