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sábado, 19 de março de 2011

Lugares –1960 - 1970

1- Uberlândia
1-1- Liceu de Ubelândia

Prof. Milton de Magalhães Porto

Em 1959, com 12 anos, comecei a estudar no Liceu de Uberlândia, dirigido pelo Prof. Milton Porto, na 1ª série ginasial noturna. Em 1962 concluí a 4ª série ginasial com direito a certificado e Baile de Formatura. O Baile foi no Praia Clube com a presença de Moacir Franco, que dançou a valsa com sua irmã, concluinte do Curso de Contabilidade. Nosso paraninfo foi Sebastião Pais de Almeida, representando o ex presidente Juscelino Kubitschek. Em 1963, ainda no Liceu, iniciei o Curso de Técnico de Contabilidade, concluído em 1965.

1-2- Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Uberlândia

Em 1966 ingressei no Curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, instalada no Colégio Nossa Senhora. Foi um período de grande efervescência na política estudantil que ganhou corpo no combate à ditadura. Foram quatro anos de aquisição de conhecimentos, fortalecimento de amizades e vivência de experiências inesquecíveis. Quando terminamos o curso em 1969, a Faculdade de Filosofia com todos os seus cursos e as outras faculdades isoladas, ja estavam incorporadas à recém criada - Universidade de Uberlândia.

domingo, 6 de março de 2011

Lugares–1946-1960

2- Rio Verde

2- 1 – Cabeleira – Logo após meu nascimento em Uberlândia, meus pais voltaram para casa no Cabeleira – Go. Nossa casa era muito, muito modesta, de pau a pique, e foi lá que meu pai começou o seu primeiro negócio. Uma farmácia.  Alguns anos depois, comprou um bom lote e construiu nossa casa de alvenaria, grande, confortável com um extenso quintal com horta, galinheiro e muitas frutas.

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A casa tinha a farmácia na frente, o “laboratório” , 3 quartos, sala, uma imensa cozinha, com fogão a lenha e onde tudo acontecia, a área da cisterna, o banheiro e 2 cômodos para depósito. Ali passei minha infância.

2-2 – Escola Profissional Rural de Rio Verde

A minha primeira escola. Em 1954, com 7 anos completos fui para a escola que ficava a cerca de 12 km, em estrada de terra, da minha casa. Iamos e voltávamos na carroceria  de um caminhão que passava nas casas recolhendo os alunos. O caminhão não tinha  barra de proteção,  bancos,   lona e nenhum  adulto  para controlar a molecada. E nunca houve nenhum acidente, felizmente. A cabine do caminhão, era reservada às professoras. Havia um motorista, o Solon, que me concedia o privilégio de ir na cabine até as casas das professoras. Eu me sentia tão importante quanto a   Rainha da Inglaterra, mas acho que ele se preocupava porque eu era a mais nova, muito pequena. Quando chovia muito o caminhão não ia e perdíamos  aula, ou quando o governo suspendia a verba do transporte, ia um trator puxando uma carreta, onde os alunos se empoleiravam. Minha irmã começou a estudar dois anos antes de mim e foi alfabetizada com a Cartilha do Povo.

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A primeira lição era uma mão aberta e cada dedo apontando para uma vogal. Seguiam  lições de união das vogais, depois consoantes, até a formação de frases como “ Vovô viu a uva”. Assim que minha irmã foi promovida para o segundo ano e abandonou a cartilha, eu me apossei dela, fiz todas as lições e quando fui para a escola já sabia ler. Eu me lembro bem da cena. Primeiro dia de aula, fui apontar um lápis com uma lâmina Gillette e cortei o dedo. E como sangrou! A professora descobriu que eu já sabia ler. E o dedo sangrando… Ela pega um livro grosso, pesado e me manda ler um texto para verificar se eu sabia mesmo ler. O sangue do dedo sujando o livro. Aí veio o decreto. Você vai para a segunda série. Que pena! Queimei muitas etapas, e toda minha dificuldade com a matemática começou aí, tenho certeza disto.

Esta escola ficava numa pequena vila, onde moravam apenas funcionários públicos. As casas eram muito boas, divididas por extensos gramados e  recobertas por um cascalho grande e branquinho,  onde furei meu joelho direito num queda.  Depois, mudamos para outro local construído especialmente para funcionar a escola. Era uma escola rural e foi lá que tive a maioria das minhas experiências infantis felizes ou não. Tinhamos aulas de campo de agricultura, aulas de socialização(apresentações de teatro,  poesia, canto), educação física, puericultura, trabalhos manuais, além das disciplinas convencionais. Foi lá que eu vi, pela primeira vez, a exibição de um filme. Deve ter sido com um projetor Super 8, porque a imagem era sofrível e bem pequena.  Fiz até o 5º ano. ( Entrei direto no 2º ano, então fiz 3  anos de ensino primário e 1 ano de preparação para o ginásio) No ano de 1958 em que eu entraria para o ginásio, a escola paralisou as atividades e fiquei sem estudar.

Em 1959, nos mudamos para Uberlândia, frequentei um curso de férias, intitulado  Admissão ao Ginásio, ministrado pelo Liceu de Uberlândia e obrigatório para alunos oriundos de outras escolas e ingressei na 1ª série Ginasial do Liceu, onde estudei até 1965 quando concluí o Curso Técnico de Contabilidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Lugares–1946 - 1950

1-Uberlândia – Minas Gerais

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Foto de Sergio Fonseca – Dezembro 2010

Nasci em Uberlândia, em 1946, terra ´do meu pai e dos meus avós. Meus pais, nesta época, moravam numa localidade chamada Cabeleira, no município de Rio Verde- Go e lá é que fui gerada. Aproximando a data do meu nascimento, minha mãe veio para Uberlândia e nasci no dia 10 de novembro de 1946, na casa da minha avó materna, com auxílio de uma parteira. No momento do meu nascimento, passava um Grupo de Congado em louvor à N.Sra do Rosário e uma tia que estava presente sugeriu que me colocassem o nome de Maria do Rosário. Minha mãe já havia escolhido meu nome através de uma revista. Meus pais retornaram para Uberlândia em 1958 e esta passou a ser minha cidade de nascimento, morada e predileção.

2- Rio Verde – Goiás

Vista Aérea de Rio Verde. Fonte: http://www.rioverdegoias.com.br/

Logo após meu nascimento retornamos para o Cabeleira, município de Rio Verde-Go, onde meus pais residiam.Meu pai tinha uma farmácia na beira da estrada sul goiana. Alí passei minha infância e deste período só me lembro de dois lugares. Uberlândia e Rio Verde. Vinhamos pelo menos uma vez por ano a Uberlândia. De caminhão, já levamos 4 dias para percorrer cerca de 300 km. Um dos rios (acho que Rio dos Bois) só se atravessava por balsa e as filas eram intermináveis. Depois de construídas as pontes contávamos com “Jardineiras” que gastavam umas 15 horas para fazer o percurso em estrada de terra. Do Cabeleira até Rio Verde eram 54 km. Iamos nas eleições, para meus pais votarem e ocasionalmente para passeio.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Festa da Familia V - Angela

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Angela faz parte do quarteto que teve a infância invadida pelas minhas pretensões de torná-las mais felizes. Junto com Claudia, Laurister e Fernanda, foram meus “alvos” durante as férias e as festas da família. Foram minhas fiéis escudeiras também na função de babás dos meus filhos. A Angela acabou se tornando minha comadre sendo madrinha do Aurélio. Sem contar que ela é minha afilhada. E como tal, foi ela quem me deu a oportunidade de conhecer a doce tarefa de cuidar de uma garota de gênio forte. Quando ela foi para a pré-escola, me incumbiram de levá-la para casa, porque meu trabalho, na Av. Afonso Pena, ficava próximo à sua escola, na Rua Santos Dumont. A experiência durou um dia apenas. Ela “aprontou” comigo. Começou não deixando que eu pegasse na sua mão para atravessar a rua. Na Praça, ela se pôs a correr e eu correndo atrás. Quando descíamos a General Osório, rua estreita e de muitas travessas, ela se adiantava e escondia de mim, me deixando com o coraçao a sair pela boca. Encerrou no mesmo dia minha tarefa de levá-la para casa após o final da aula.

Sempre comento com ela que tenho uma profunda admiração pela sua luta e persistência na busca de um trabalho que lhe proporcionasse conforto e segurança. Passou uma fase difícil com os filhos pequenos, mas persistiu até encontrar uma atividade que lhe garante viver com mais independência e mais feliz.

A Angela retrata com fidelidade a mulher brasileira, mãe, profissional que foi à luta e venceu. Parabéns, Angela. Te amo muito.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Festa da Família II - Fernanda

Fernanda e a Árvore

Fernanda é minha sobrinha e sempre tive uma sintonia absurda com ela. Quando ela nasceu eu tinha 17 anos e apesar de já ser tia desde os 14, foi com a Fernanda que eu convivi mais. Foi a única sobrinha que ficou morando aqui em Uberlândia. E a partir dos seus 2 anos mais ou menos, ela mostrou uma capacidade de memorização impressionante. E aí…dá-lhe informações. Ela aprendia tudo. Ensinei histórias, parlendas, a declamar, cantar, e…a representar (se é que alguém ensina isto). Só não ensinei a dançar. E exatamente a dança foi o caminho que ela escolheu. Olha o tamanho da minha influência. Daí, mudou-se para Belo Horizonte e se juntou à turma dos sobrinhos ausentes. No final de ano, meus irmãos vinham com as famílias para as Festas. O Natal era na minha casa e enquanto minha mãe cuidava da ceia eu cuidava da apresentação das crianças . As sobrinhas Laurister, Angela, Fernanda e Claudia tinham a maior disponibilidade para os ensaios e participação. Eram os teatrinhos com temas natalinos, jogral, coral, etc.

Fernanda não pode comparecer à nossa Festa da Família deste ano, porque coincidiu com o dia da apresentação do Uai Q Dança, então ela gravou este vídeo para mim.

Veja o vídeo e eu conto a história da Árvore.


Eu não me lembro dessa história de jeito nenhum, mas segundo elas eu as preparei para declamarem uma poesia. A Fernanda diria o título, o autor e a primeira estrofe. Na sequência, Laurister, Angela e Cláudia declamariam suas respectivas estrofes. Na hora da apresentação, a Fernanda, pomposamente, ( ela era bem dramática e metida) disse o Título, o Autor e esqueceu sua primeira estrofe. As primas e o público que assistiam (família e agregados) ficaram esperando. Ao invés de confessar que esquecera sua parte, ela ficava repetindo indefinidamente o Título e o nome do Autor. Procurei na Net se tem uma poesia chamada “Árvore” de Olavo Bilac, e encontrei “Velhas Árvores”. Será que foi esta? Sendo esta ou não, peço a Fernanda que repita 100 vezes esta estrofe …

“Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas... “

Só assim ela ficará curada deste trauma de infância que felizmente não impediu que ela se tornasse a grande estrela que é. Temos o maior orgulho da sua trajetória artística e cultural na nossa cidade. 20 anos promovendo Arte e Cultura é coisa linda de ver e sentir.

Parabéns, Fernanda e Obrigada. Te amo muito. Sua homenagem foi linda!

domingo, 19 de dezembro de 2010

G11–Natal 2010

Natal G11 2010-12-08 029
Afinal de contas quem é, ou o que é G11?
G11 significa Grupo das 11. Sua origem remonta à Faculdade de Filosofia – UFU – Turma 1966-1969. Após o término do Curso, o grupo se espalhou pelo Brasil afora. O casamento levou a maioria delas a fixar residência fora de Uberlândia, acompanhando os maridos. Como suas respectivas famílias ficaram em Uberlândia, geralmente nos reuníamos quando vinham visitar familiares (fim de ano, por exemplo). Aos poucos, muitas delas foram retornando e fixando residência em Uberlãndia. O nascimento dos filhos, os aniversários, o clube, foram fortalecendo estes encontros até que completamos 25 anos de formatura em 1994 e organizamos um grande Encontro. A partir daí o G11 começou a se estruturar. 7 do Curso de Pedagogia: Vanda, Vera, Sandra, Raquel, Marly, Maria do Carmo, e eu; a Professora Solange; Cristina, do Curso de História e duas “convidadas”: a Alcyone pela Vera e a Ana Maria pela Maria do Carmo. Vieram os Aniversários, as  formaturas, os casamentos dos filhos, nascimento dos netos  e o grupo se mantendo sempre presente, participante e solidário Veja alguns desses momentos, clicando aqui G11 . Maria do Carmo mudou-se para Vitória, depois Belo Horizonte, mas sempre que pode está conosco.  Além dos aniversários de cada uma, encontramo-nos no último sábado de cada mês para um almoço e na comemoração do Natal. Alcyone sempre oferece sua casa para este evento. Prepara com carinho cada detalhe. Veja a foto:
Natal G11 2010-12-08
Pessoas diferentes, convivendo tantos anos e conseguindo manter uma “união estável” é coisa rara e digna de admiração de todos que nos conhecem. O que manteve este Grupo coeso e unido foi sempre o Respeito. Agora, que temos mais idade, nossa capacidade de crítica se tornou mais ácida, nossa tolerância e autocensura está diminuindo, portanto cada dia mais, temos que exercitar a humildade, a benevolência e a temperança.
"Nossa amizade pode ter vírgulas, mas nunca terá um ponto.” Frase da Web de autoria desconhecida.

domingo, 12 de dezembro de 2010

As plantas do Meu Quintal

Amaryllis

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A Amayilis é também conhecida como açucena ou flor-da-imperatriz.

Uva

Originária do árido Cáucaso, na Ásia, a uva é uma das frutas mais antigas utilizadas na alimentação humana e a sua produção se espalha por todo o mundo. Sua origem vem de 6.000 AC.

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Era hábito da minha família possuir “parreiras” no quintal. Para não fugir à tradição, mantenho duas em casa. Estão “carregadinhas”. No Natal, teremos a mesa farta de uvas bem maduras, doces e deliciosas.

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  • É uma fruta rica em sais minerais, tais como: cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio e potássio.

  • Possui também, em quantidade razoável, vitaminas (complexo B e vitamina C).

  • Não é muito calórica, pois 100 gramas de uva possui, aproximadamente, 50 calorias.

Romã

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A importância da romã é milenar, aparece nos textos bíblicos, está associada às paixões e à fecundidade. Os gregos a consideravam como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois se acreditava em seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo quando sempre acreditam que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora.

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Segundo uma antiga crença popular, se você levar na carteira três sementes de romã, "dinheiro nunca há de lhe faltar". Romã

domingo, 24 de outubro de 2010

As Pérolas do Meu Pai – Michael Kepp

MICHAEL KEPP - mkepp@terra.com.br

As pérolas do meu pai

MEU PAI era uma figura cujo charme cômico transformava qualquer reunião em um coro de gargalhadas. Seu lado paterno igualmente cativante destilava o que aprendeu na vida em sábios conselhos -óbvios, na maioria. Mas ele tornava tudo memorável com seu fraseado. O riso, meu ou de qualquer plateia, fazia com que se sentisse amado.
Nos meus 20 anos, eu tinha uma namorada que vivia na fossa. Ele pediu que eu fosse mais seletivo: "Nunca se envolva com uma mulher mais deprimida do que você!".
Quando fiz 30, pedi a ele que, ao menos uma vez, me desse um presente que não fosse dinheiro. À noite, ao chegar, dei de cara com uma velha cadeira de barbeiro na minha sala. Depois, papai veio com um sorriso travesso: "Espero que aprenda a não me pedir mais presente".
Também me deu dinheiro, e me disse para eu não menosprezar, afinal, era mais duro de conseguir do que a cadeira. "Dinheiro é só outra forma de energia", disse. E, como não guardava, morreu com pouco no banco.
Depois que fiz 40 anos, meu pai me visitou no Rio.
Em uma festa, cativou amigos cariocas bilíngues, contando histórias reais de suas desventuras sexuais.
Numa delas, estava na cama com a namorada quando uma tempestade causou um pico de energia que passou pelo vibrador (ligado à tomada), dando nela um tremendo choque. No dia seguinte, comprou um vibrador a pilha para reconquistar a namorada ainda traumatizada.
Então descreveu uma perua desconhecida, sentada ao seu lado num banquete, que avançou o sinal, subindo o pé pela perna dele. Para evitar que ela chegasse ao alvo, disse: "Devo avisar que uma disfunção sexual me obrigou a implantar uma prótese, e você está quase apertando o botão de inflar".
As duas histórias deixaram meus amigos gargalhando e me fizeram corar. Meu pai disse: "Não tenha vergonha do que eu faço ou digo.
Tenho muito a ver com quem você é, mas você não tem nada a ver com quem eu sou".
Precisava desse conselho 30 anos antes. Estava num acampamento, e três dos 1.500 escoteiros se afogaram.
Meu pai ouviu pelo radio a notícia das mortes não identificadas. Dirigiu quatro horas até a tenda principal e mais meia hora pela trilha escura até a clareira onde minha tropa acampara. Saiu do carro, veio até a fogueira, piscou para mim e trocou umas palavras com o chefe da tropa. Depois, falou sobre o que um filho significa para um pai.
Enquanto todos os olhos se viravam para mim, eu queria me enfiar debaixo da pedra em que me sentara. Depois do desabafo, papai me abraçou e foi para casa. "Por que meu pai tinha de vir aqui?", choraminguei a um amigo.
Ele respondeu: "Essa é a questão, seu pai foi o único a vir". Ali a ficha caiu. Papai, sem conselho ou comédia, tinha tomado o caminho mais curto até o meu coração.



MICHAEL KEPP , jornalista norte-americano radicado há 27 anos no Brasil, é autor do livro de crônicas "Sonhando com Sotaque - Confissões e Desabafos de um Gringo Brasileiro" (ed. Record)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1210201001.htm

Esta crônica, emocionante, só prova como as lições que recebemos dos nossos pais somente são reconhecidas muito tempo depois.

Quando completei 15 anos (1961), meu pai que não tinha o hábito de presentear, chegou em casa com um Long-Play do Anísio Silva. Detestei. Devo até ter escondido o presente. Não custava nada ter lhe dado um abraço e um beijo. Mas guardo o Long Play até hoje.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Aniversário da Marly – 2010

Ana Lia e Ana Isa 2009-09-26 002

Em 1969, terminando o Curso de Pedagogia, Marly e eu “cismamos” de fazer um Mestrado.

“Era um ano difícil pontuado por grandes acontecimentos: Caetano Veloso e Gilberto Gil, ambos com 26 anos, partem para seu exílio na Inglaterra; Neil Armstrong e Edwin Aldrin Jr. pisam na Lua; a atriz Sharon Tate, grávida de oito meses, mulher do cineasta Roman Polanski, é encontrada assassinada em sua casa em Beverly Hills por um grupo de fanáticos liderado por Charles Manson; acontece o Festival de Música e Artes de Woodstock, na cidade de Bethel, em Nova York, com apresentações de Jimi Hendrix e Janis Joplin, reunindo 300.000 hippies; o general Emílio Garrastazu Médici toma posse, em Brasília, na Presidência do Brasil em substituição à Junta Militar, que assumiu após o marechal Arthur da Costa e Silva ter se afastado por motivo de doença; morre Cacilda Becker; Mario Covas é cassado; surge no Rio o semanário O Pasquim; Vera Fischer é escolhida Miss Brasil; a Globo transmite o primeiro Jornal Nacional; Macunaíma, com Grande Otelo, Paulo José e Dina Sfat, trazem novo fôlego ao cinema nacional; Carlos Marighela é assassinado nas ruas de São Paulo por um comando militar; acontece o massacre de My Lai no Vietnam; Richard Nixon assume a presidência dos Estados Unidos; a censura ataca fortemente a imprensa brasileira e acontece a grande manifestação pacífica em Washington, exigindo o fim da guerra no Vietnã.”

Nossa primeira providência foi procurar um Curso de Inglês. Matriculamo-nos no Curso da Prof. Julia Marquez. Eu não aprendi nem o “Good Morning”. Marly deve falar fluentemente, porque sempre foi persistente e, como todo brasileiro, “não desiste nunca”. Nossa segunda providência foi ir para São Paulo e tentar viabilizar o projeto do Mestrado. Pegamos aqui um ônibus e o endereço da sobrinha do marido da minha tia que alugava quartos para estudantes. Chegando em São Paulo, fomos ao referido endereço, que ficava num prédio da região central de São Paulo e tinha daqueles elevadores antigões. Abrimos a porta do elevador, colocamos nossas malas e….antes de entrarmos a porta se fechou e as malas se foram. E nós duas, as mineiras caipiras, ficamos olhando uma prá outra e o único recurso foi “cair na gargalhada". Depois do passeio, nosso elevador fujão voltou e conseguimos chegar ao apartamento da sobrinha do marido da minha tia com as malas. Mas os quartos para aluguel ficavam em outro prédio próximo dali. Pegamos a chave e fomos para a nossa hospedaria que não ficava na mesma rua. Dobramos esquina caminhamos um pouco e chegamos. Devidamente instaladas, fomos para o Ibirapuera visitar a FENIT, a atual Fashion Week, onde assistimos a desfiles e o show-desfile Stravaganza com Raul Cortez e que tinha como cenário um circo e a apresentação de Gal Costa.

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“A Rhodia comemorava 50 anos no Brasil, e apresentou seu maior show-desfile, Stravaganza, na FENIT. Eram anos de Fenit no Ibirapuera, de cílios postiços, de traços grossos de lápis nas pálpebras, de sombras azuis carregadas sobre os olhos. A Rhodia, importante empresa têxtil da época, ajudou a escrever a história da moda no Brasil. Foi a XII edição da Fenit realizada pela última vez no Parque Ibirapuera com 180 stands e a presença de Valentino e Ted Lapidus. Eles não podiam vender seus vestidos. Eram todos etiquetados na alfândega brasileira e conferidos na saída. Ganhavam passagem, estadia e prestígio. Clodovil e Denner também apresentaram seus desfiles e revolucionaram com as transparências. Clodovil abriu seu desfile com uma noiva de vestido transparente.”

No show Stravaganza, um trapezista caiu, a rede de proteção rompeu e ele se estatelou no chão. Felizmente não aconteceu nada muito grave. Foi a primeira vez que vi Gal Costa ao vivo. Ela interpretou Baby (Gal –Baby), Divino Maravilhoso (Divino Gal) etc . Foi impactante.

”O nome de Gal Costa era citado como ícone feminino de uma reviravolta estética para os padrões brasileiros. Mulher que não combinava bolsa com sapato, mulher que ouvia rock, mulher de figurinos avançados, mulher do futuro. A cantora surgiu nos palcos vestindo roupas de hippie, cabelos black power e a ousar a soltar os agudos em gritos de protestos. Gal Costa mantinha o frescor da nascente Tropicália: canções de temáticas urbanas, doces reflexões anarquistas, constatações, citações, provocações, balanço, objetos não-identificados, diversificação de ritmos e arranjos inacreditáveis. Com o exílio de Caetano e Gil, ela começa a destilar sua raiva por meio de uma postura assumidamente agressiva. Ela havia se tornado, não por escolha própria, a porta-bandeira do que restara do Tropicalismo. E, em vez de trilhar os caminhos do canto fácil e dos hits vendáveis, opta por experiências rascantes junto ao músico e então aliado Jards Macalé. É a musa dos descabelados, dos abandonados, dos revoltados, dos utópicos. Gritos, mixagens sujas, ruídos, sustos, tiros e gargalhada geral: ela não queria mais as tardes mornas, esquecia a contenção cristalina da bossa nova e assustava os caretas. Gal Costa, decide viajar para a Inglaterra para visitar os amigos, mas o Tropicalismo já estava consolidado no Brasil.” (Gal Costa)

Cemitério de Automóveis – Stenio Garcia

Vida e Morte Severina

Além da Fenit, fomos ao Teatro ver Cemitério de Automóveis, Morte e Vida Severina , ao cinema assistir “Romeu e Julieta” (1968) - Franco Zeffirelli, que me levou a escolher a trilha sonora do filme para o meu casamento em 1971.

Esta foto é apenas ilustrativa (C Q Sabe)

Visitamos uma grande amiga da Marly que nos levou a uma típica Cantina Italiana bem animada.

E fomos buscar o que queríamos saber – o Mestrado. Marly, já escolhera a área de Educação e partiu para a PUC, onde já possuía alguns contatos e foi ao SESC verificar a possibilidade de transferir do seu emprego em Uberlândia para São Paulo. Eu fui para a USP, procurando pela área de Ciências Sociais. Porém, durante o Regime Militar, mais uma vez a USP (assim como todas as Universidades públicas brasileiras) foi foco de atenção, sob suspeita de ser o "berço subversivo" da oposição ao Regime. A Universidade sempre havia sido palco de manifestações contra o governo e, a partir de 1964, vários professores foram aposentados compulsoriamente, sem direito à qualquer indenização, devido à sua posição política (como o sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o economista Paul Singer e o arquiteto Vilanova Artigas). Esta área se esvaziara e tive que voltar sem conseguir realizar este sonho e como o outro sonho de todas nós era ser a Twiggy, eu trouxe na mala uma mini-saia de veludo cotelê, comprada na Rua Augusta, que naquela época era a “Meca da moda, arte, design e cultura da elite paulistana.”

De volta a Uberlândia, e após a Colação de Grau, Marly foi convidada para ministrar aulas na recém criada Universidade de Uberlândia. A PUC perdeu uma aluna brilhante e a UFU ganhou uma professora de primeira grandeza. Fez uma carreira invejável. Foi Diretora do CEHAR e obteve o reconhecimento e admiração de todos que conviveram com ela na sua competente carreira acadêmica.

Marly mereceu destaque na Revista Veja pela sua coleção encadernada de todas as edições, desde que se tornou assinante da Revista.

Veja na estante

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“Marly Bernardes de Araujo, professora da Universidade Federal de Uberlândia (MG), transformou VEJA em enciclopédia. Há trinta anos vem encadernando todas as edições que recebe. "Encontrei em VEJA o referencial necessário para o acompanhamento dos principais acontecimentos no Brasil e no mundo", diz ela. A estante reservada às encadernações não pára de aumentar. Assim como as consultas de amigos e familiares na casa da professora Marly.”

Tenho o privilégio de fazer parte de um pequeno GRANDE grupo de amigas, do qual a Marly faz parte. Pela sua coerência, integridade, organização e objetivos definidos nós a consagramos como nossa Grande Chefe. Como deve ser todo Chefe, Marly é direta, verdadeira, franca e tem um humor afiado. Tem umas “tiradas” geniais quando trata de se defender. E é brava.

É mais uma das minhas amadas “irmãs”.

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Estivemos reunidas no Vitorio’s Point na noite de 21/10/2010, comemorando o aniversário da Marly. O camarão reinou absoluto no cardápio e a alegria e descontração foi a tônica do nosso encontro.

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PARABÉNS MARLY!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aniversário da Raquel- 2010

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Raquel em hebreu: Rachael רחל. O seu nome tem origem hebráica cujo significado é “mansa como uma ovelha.” É filha de Maria e Waldemar e mãe de Leonardo Taciana e Luciana. É avó de Yuri, Gabriel e Caio. Em segundo matrimônio passou a ser a esposa favorita de Pedro que lhe legou mais dois filhos, Flávio e Camila.

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Raquel pertencia a uma família rica, de comerciantes, totalmente dedicados ao trabalho. A riqueza de sua família vinha através do único propósito "trabalhar e prosperar". Essa é uma das admirações que Deus tinha sobre essa família . Raquel levou, no seu enxoval, a mais rica coleção de camisolas, que só noivas pertencentes à nobreza poderiam ter igual.

Aniversário Raquel 2009-10-15

Raquel também herdou a beleza da linhagem dos Andrade e Fonseca, seus parentes. Alguns escribas descreveram Raquel como "linda" sinônimo de máxima beleza já vista, no texto do original hebraico (בראשית –Bereshit) Ela é descrita amorosamente como "bonita de forma e bonita de aparência" (em hebraico: וְרָחֵל הָֽיְתָה יְפַת־תֹּאַר וִיפַת מַרְאֶה). Nos dias de hoje, Raquel na verdade quer dizer "Rosa Amorosa", originalmente dos significados hebreus.

Vale registrar que sou prima da Raquel por 2 linhagens diferentes: Minha bisavó paterna, Maria Cezaria, era irmã do Bisavô paterno da Raquel, Antônio Pacheco dos Santos. Eles eram irmãos também de Marciano Saturnino de Ávila. Gente importantíssima na cidade. Veja aqui Meus bisavós paternos . Na outra linhagem, meu Bisavô paterno Manoel da Fonseca e Silva era irmão do tataravô (? ) também Fonseca e Silva e muito importante, da Raquel. Veja: Meus bisavós

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Como costume de seu povo, Raquel sempre trabalhou muito, mostrando suas inúmeras vocações e habilidades: decoração, cinema, turismo, importação.

Enquanto deu à luz três filhos em sucessão rápida, Raquel viveu fora de Uberlândia. Raquel, então retornou à Uberlândia, reencontrando familiares e amigos que sempre estiveram a seu lado nos grandes e transformadores momentos que vem acontecendo na sua vida iluminada.

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Raquel é a esposa de Pedro, e ele a ama muito e lhe dedica a maior parte de seu tempo livre, dividindo –a, raramente, com as amigas que negociaram a companhia dela para um único almoço por mês.

Raquel fez aniversário no dia 30 de setembro, 273º dia do ano no calendário gregoriano( 274º em anos bissextos). Século XXI, III Milênio.

Outros famosos nascidos no dia 30 de setembro:

  • 1921 - Deborah Kerr, atriz britânica
  • 1924 - Truman Capote, escritor e jornalista norte-americano
  • 1935 - Johnny Mathis, cantor e compositor norte-americano.
  • 1937 - Daniel Filho, ator, diretor e produtor brasileiro.
  • 1957 - Durval Lima (Xororó), cantor brasileiro de música sertaneja.
  • 1976 - Evaristo Costa, jornalista brasileiro.

    Dia 30 é também:

    • Dia do Churrasqueiro
    • Dia do Diário Oficial
    • Dia da Navegação
    • Dia do Jornaleiro
    • Dia da Bíblia
    • Dia do Metroviário
    • Feriado Municipal na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte devido ao auto da liberdade cuja foi a primeira cidade do Rio Grande do Norte a libertar os escravos cinco anos antes da Lei Áurea
    • Dia da Secretária
    • Aniversário da Cidade de São Gotardo Minas Gerais que completou em 2010, 95 anos.
  • E é o Dia da Raquel!

    Conheci a Raquel na Faculdade de Filosofia – Curso de Pedagogia. Talvez por pertencer a grupos de trabalho diferentes, a Raquel era invisível para mim e eu para ela. Não conhecia nada dela e acho que ela também não conhecia nada de mim. Apesar de estudarmos na mesma turma, não convivíamos. Numa daquelas Semanas Pedagógicas, veio um psicanalista, Dr. Gabriel Antônio Simão, dar um Curso de Extensão em Psicopatologia com foco em stress, comportamento, etc. E parte do Curso era ministrado aos sábados à tarde. Ele usava umas caixinhas que ia empilhando, para dar a idéia do acúmulo do stress na vida do indivíduo. Nós, jovens que erámos, começamos a criar “idéias” sobre as caixinhas. E, grupinho formado por pessoas que, até aquele momento não interagiam, foi uma “válvula de escape” para fugir naquela tarde de sábado para fazer coisas mais interessantes do que assistir empilhamento de caixinhas. E a única colega que tinha carro e dirigia era a Raquel. Seu carro era uma Kombi, perfeita para aquele grupo que estava a fim de “cabular” aulas. E saímos dando voltas pela cidade com a única intenção de “avistar” os meninos da Engenharia. A partir daí, “do empilhamento de caixinhas”, passei a usufruir cada vez mais da amizade da Raquel, que tem me enriquecido, acrescentado coisas boas, ensinamentos e a grande lição que a Raquel passa para todas as pessoas com quem ela convive é: A sua Fé!

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    Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Raquel

    domingo, 22 de agosto de 2010

    Rua de Pedra

    No dia 19-08-2010, Danislau publicou em sua Coluna do Jornal Correio de Uberlândia, a crônica “As ruas de pedra de Araguari”. Ele escreve sobre as belezas, a funcionalidade e os benefícios para o trânsito de uma rua de pedra. Diz ainda que, o que ele acha mais bonito nas nossas cidades históricas são as ruas de pedra. Vale a pena ler

    http://www.correiodeuberlandia.com.br/?tp=coluna&post=20627&uid=62.

    E aí eu me dei conta que eu tenho o privilégio de morar em meia rua de pedra.

    Rua de pedra 2010-08-21 001 (2)

    Minha rua já foi um beco de pedra. Um dia, derrubaram o muro que fechava a rua e ao invés de pedra, asfaltaram. E ficou assim: metade pedra, metade asfalto. Como o Danislau, eu prefiro a pedra: é mais bonita, absorve a água da chuva, e segura o trânsito. Só um pouquinho, porque é só uma metade de rua de pedra.

    Não vamos deixar ninguém jogar asfalto em cima das pedras da minha rua.

    sexta-feira, 13 de agosto de 2010

    Encontros...

    Encontros 2010-06-19 005

    Querles e Olívio, nossos afilhados de casamento e amigos queridos. Enquanto Olívio empresta sua voz às rádios dos Poderes Legislativo e Judiciário em Brasília, Querles tem enfrentado e vencido várias batalhas no seu tratamento de saúde. O casal comemora o recém conquistado Doutorado da filha Luciana.

    É sempre uma alegria encontrar e desfrutar da companhia deles.

    Encontros 2010-07-08 002

    Miriam e José Afonso são nossos amigos desde 1972. Eu estava grávida do Aurélio quando os conhecemos e, desde então, tiveram suas duas filhas na mesma época que tivemos os nossos. Todos estudaram na mesma Escola (Eseba). Juliana foi colega de sala do Sergio e do Marcelo. São os orgulhosos avós da Elisa e agora dividem os corações entre São Paulo e Porto Alegre, residência das filhas.

    Alfredo e Carmen. Não vou precisar há quanto tempo nos conhecemos, mas mostrei para Carmen uma foto de 1965 em que ela está presente, na fazenda dos seus pais, por ocasião de um passeio da nossa turma do Curso de Contabilidade do Liceu. Eu era colega de sala da Marlene sua irmã.

    Carmen e Miriam conceituadas e conhecidas artistas plásticas de primeira grandeza.

    Que noite agradável e divertida onde não faltou piada e até poesia de cervejeiro!

    Nivaldo e Linésia 2010-07-21 002

    Linésia e Nivaldo. São bem mais jovens que nós, mas não menos amigos. Em 1994 me apareceram umas microcalcificações na mama. Procurei o Dr. Nivaldo, mastologista, que cuidou de mim. Como o resultado foi benigno, convidamos o casal para irem a nossa casa e comemorarmos o resultado. Eles aceitaram o convite e ganhamos dois presentes. O resultado satisfatório dos exames e a amizade deles. E passamos a fazer parte da vida deles e eles da nossa. Sempre presentes nos momentos importantes das nossas vidas. Eles formam uma linda família. Nivaldo e os dois filhos são praticantes do Motocross. Linésia os acompanha e estimula.

    Niver da Alcy 008

    Conheci a Regina no Curso de Atualidades do Federal. Em 2003 ou 2004? Meiga, bonita, discreta, educada era companheira na volta para casa à pé. Ela ia comigo pela Av. João Pinheiro até o prédio onde mora e eu continuava sòzinha até minha casa. Não temos como explicar a empatia. Ela acontece. Com a Regina foi assim. Ela deixou de frequentar o Curso, mas não perdemos o laço de afeto que começou lá. Foi um grande prazer recebê-la na minha casa. Mas a conversa estava tão animada,tão agradável, que esqueci de bater foto do nosso Lanche-encontro. Esta foto é de um aniversário da nossa amiga Alcy. Está faltando a foto da Silvinha que também estava presente.

    Silvinha é outra querida amiga de infância. Quando me mudei de Goiás para Uberlândia fui morar na Rua dos Pereiras, em frente a casa da Silvinha. Era o ano de 1959. Somos amigas há 51 anos. Que doce amizade. Silvinha disse que havia colocado uma blusa branca, aí pensou: Vou querer tirar uma foto sentada naquele banco da varanda onde tem uma árvore com as casinhas de passarinho. Colocou uma blusa escura, a máquina na bolsa e veio. Conversa vai, conversa vem, assunto interminável, escureceu e fomos levá-la em casa. Ninguém lembrou de foto. Quando entro no meu quarto, a máquina preparada em cima da cômoda. Só fazendo outro lanche para nos fotografarmos. É incrível, mas não tenho foto digital da Silvinha. Estou esperando que ela me envie. Dou um desconto porque ela está ocupada com o neto que nasceu prematuro e ainda está na UTI neonatal se fortalecendo e com as filhas, a mãe do bebê, e as duas que vieram de longe (Peru e Brasilia) conhecer o sobrinho. Quando ela me mandar a foto coloco aqui.

    Chá de Berço - Enzo

    Ninguém duvida que a vida é feita de momentos e que a felicidade se encontra nas pequenas coisas que acontecem nesses vários momentos vividos. Vamos juntando acontecimentos aqui, ali, acolá e construindo uma história nossa, mas que faz parte das histórias de muitas outras pessoas. O Chá de Berço do Enzo, que aconteceu sábado, dia 7 de agosto, foi mais um destes momentos. Conheci a avó do Enzo, a Vera, na década de 60, porque eu era colega de escola da Vanda, sua prima e, depois do Maurício, seu namorado. Em 1966 ingressamos no Curso de Pedagogia e nos tornamos colegas de fato. Fui ao seu casamento, acompanhei o nascimento das suas duas fihas, fui aos seus aniversários e as meninas foram para a mesma escola (Eseba) que meus meninos. Daniella e Aurélio foram colegas de sala, desde o infantil até o Ensino Médio e entraram juntos para o Curso de Administração da UFU. Estivemos presentes nas Formaturas e nos Casamentos dos filhos, e agora, estamos participando do Chá de Berço do Enzo. Por tudo isso nos sentimos avós do Enzo também. Que o Enzo chegue saudável e traga muita alegria para todos.

    Para Daniella, a mãe do Enzo, está tudo azul. Tranquila, feliz e bonita.

    Chá de be..[1]

    Os docinhos foram mimos confeccionados pela orgulhosa vovó do Enzo que resgatou a antiga tradição de fazer os docinhos das festas de aniversário dos filhos. Deliciosos, Vera conseguiu o ponto ideal para o Brigadeiro, que fica consistente por fora, mas bem cremoso por dentro. O ponto do fondant, que cobria a uva, deu um pouco de trabalho para chegar ao ideal, mas ficou perfeito. O docinho de nozes dispensa comentários. Perfeito. Esqueci de pegar uma lembrancinha, então, “prefiro não comentar” porque não provei do conteúdo.

    Chá de bebê 030

    O presente do G11 foi o Kit Mamãe Bebê da Natura

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    Aliado ao prazer de participar deste momento feliz da família ainda pudemos encontrar e prosear com amigas queridas.

    Chá de bebê 009

    Que venham outros Chás de Bebê, Batizados, Aniversários, Formaturas, Casamentos…

    “Quem viver, verá.”