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sábado, 12 de março de 2011

Escola Global

 

GILBERTO DIMENSTEIN
A escola mais global do mundo

JÁ IMAGINOU passar todos os três anos do ensino médio viajando pelo mundo, que seria transformado numa sala de aula, e, para completar, receber um diploma aceito pelas melhores universidades?
Suponha que, em cada cidade, você seja recebido por professores capazes de converter o que seria dado em sala de aula numa experiência. Por exemplo, aprender noções de biologia numa praia da Austrália, questões indígenas numa tribo do Equador, diversidade cultural na China ou tecnologia da informação em Bangalore, na Índia.
É exatamente esse o projeto sem fins lucrativos que começa a ser implantado nos Estados Unidos. Chamado de Think Global School, é uma escola que não tem sede. O mundo é literalmente sua sala de aula.

A primeira turma é composta de 16 estudantes de 11 países, cujo roteiro acadêmico prevê a visita a lugares como Estocolmo, Sidney, Hong Kong, Berlim, Bangalore e Cuenca (no Equador). "Montamos o roteiro para revelar a diversidade", disse-me Brad Ovenell-Carter, diretor da escola e professor de literatura mundial. Neste momento, ele está na Austrália.

O currículo é dividido em oito matérias: artes, literatura mundial, antropologia, estudos globais (história e geografia), matemática e ciências, além de duas línguas. As aulas são ministradas em inglês, mas, ao final dos três anos, os alunos devem falar espanhol e mandarim.
As aulas expositivas são mescladas com palestras de personalidades locais e visitas a vários pontos do país. O currículo é subordinado a pesquisas e a experimentações realizadas pelos alunos, na maior parte das vezes, fora da sala de aula.

A preocupação central não é obter uma nota, mas desenvolver a capacidade de se entregar à aventura do conhecimento. "Vamos, porém, prepará-los para fazer os testes de ingresso nas melhores universidades", conta Brad. O que já dá para perceber, segundo ele, é o amadurecimento dos estudantes. "Embora tenham 15 anos, eles parecem ter 18 ou 19 anos."

"Quero muito saber em que vai dar", disse-me a diretora do Projeto Zero, da Faculdade de Educação de Harvard, cujo objetivo é pesquisar e desenvolver novos meios de ensinar. O Projeto Zero foi fundado pelo psicólogo Howard Gardner, criador da teoria das inteligências múltiplas, para quem os seres humanos têm várias modalidades de QI e os educadores deveriam saber lidar com essa complexidade.
Desse programa saiu o João Kulcsar, que hoje, no Senac, ensina cegos a serem fotógrafos, numa das experiências mais belas que eu já vi em educação.

Feitos para refletir e compartilhar os aprendizados, os blogs dos alunos e dos professores parecem diários de viagem escritos durante as férias. A felicidade dos filhos não custa barato para os pais.
A mensalidade fica pelo equivalente a R$ 12 mil, cerca de cinco vezes o que se paga numa escola de elite em cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo.
É mais que o dobro do que se paga aqui em Harvard. Pode ser muito dinheiro, mas a verdade é que não é caro. É até muito barato para o que a Think Global oferece.

Isso significa, entretanto, que essa ideia não é replicável nem no Alto de Pinheiros, em São Paulo, nem em Ipanema, no Rio de Janeiro, afinal, esse é o ensino médio mais caro de que se tem notícia.

Replicável seria usar não o mundo, mas a cidade como sala de aula. É simples, barato e eficiente.

PS- Fiz uma seleção das fotos dos alunos cegos que estudam no Senac (www.catracalivre.com.br). Coloquei também os blogs dos alunos da escola móvel e os links para o Projeto Zero. Aliás, está também o projeto da wikiuniversidade.
gdimen@uol.com.br

Fonte: São Paulo, domingo, 06 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

Lugares–1946-1960

2- Rio Verde

2- 1 – Cabeleira – Logo após meu nascimento em Uberlândia, meus pais voltaram para casa no Cabeleira – Go. Nossa casa era muito, muito modesta, de pau a pique, e foi lá que meu pai começou o seu primeiro negócio. Uma farmácia.  Alguns anos depois, comprou um bom lote e construiu nossa casa de alvenaria, grande, confortável com um extenso quintal com horta, galinheiro e muitas frutas.

F1B2

A casa tinha a farmácia na frente, o “laboratório” , 3 quartos, sala, uma imensa cozinha, com fogão a lenha e onde tudo acontecia, a área da cisterna, o banheiro e 2 cômodos para depósito. Ali passei minha infância.

2-2 – Escola Profissional Rural de Rio Verde

A minha primeira escola. Em 1954, com 7 anos completos fui para a escola que ficava a cerca de 12 km, em estrada de terra, da minha casa. Iamos e voltávamos na carroceria  de um caminhão que passava nas casas recolhendo os alunos. O caminhão não tinha  barra de proteção,  bancos,   lona e nenhum  adulto  para controlar a molecada. E nunca houve nenhum acidente, felizmente. A cabine do caminhão, era reservada às professoras. Havia um motorista, o Solon, que me concedia o privilégio de ir na cabine até as casas das professoras. Eu me sentia tão importante quanto a   Rainha da Inglaterra, mas acho que ele se preocupava porque eu era a mais nova, muito pequena. Quando chovia muito o caminhão não ia e perdíamos  aula, ou quando o governo suspendia a verba do transporte, ia um trator puxando uma carreta, onde os alunos se empoleiravam. Minha irmã começou a estudar dois anos antes de mim e foi alfabetizada com a Cartilha do Povo.

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A primeira lição era uma mão aberta e cada dedo apontando para uma vogal. Seguiam  lições de união das vogais, depois consoantes, até a formação de frases como “ Vovô viu a uva”. Assim que minha irmã foi promovida para o segundo ano e abandonou a cartilha, eu me apossei dela, fiz todas as lições e quando fui para a escola já sabia ler. Eu me lembro bem da cena. Primeiro dia de aula, fui apontar um lápis com uma lâmina Gillette e cortei o dedo. E como sangrou! A professora descobriu que eu já sabia ler. E o dedo sangrando… Ela pega um livro grosso, pesado e me manda ler um texto para verificar se eu sabia mesmo ler. O sangue do dedo sujando o livro. Aí veio o decreto. Você vai para a segunda série. Que pena! Queimei muitas etapas, e toda minha dificuldade com a matemática começou aí, tenho certeza disto.

Esta escola ficava numa pequena vila, onde moravam apenas funcionários públicos. As casas eram muito boas, divididas por extensos gramados e  recobertas por um cascalho grande e branquinho,  onde furei meu joelho direito num queda.  Depois, mudamos para outro local construído especialmente para funcionar a escola. Era uma escola rural e foi lá que tive a maioria das minhas experiências infantis felizes ou não. Tinhamos aulas de campo de agricultura, aulas de socialização(apresentações de teatro,  poesia, canto), educação física, puericultura, trabalhos manuais, além das disciplinas convencionais. Foi lá que eu vi, pela primeira vez, a exibição de um filme. Deve ter sido com um projetor Super 8, porque a imagem era sofrível e bem pequena.  Fiz até o 5º ano. ( Entrei direto no 2º ano, então fiz 3  anos de ensino primário e 1 ano de preparação para o ginásio) No ano de 1958 em que eu entraria para o ginásio, a escola paralisou as atividades e fiquei sem estudar.

Em 1959, nos mudamos para Uberlândia, frequentei um curso de férias, intitulado  Admissão ao Ginásio, ministrado pelo Liceu de Uberlândia e obrigatório para alunos oriundos de outras escolas e ingressei na 1ª série Ginasial do Liceu, onde estudei até 1965 quando concluí o Curso Técnico de Contabilidade.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Crianças podem fazer escolhas?

ROSELY SAYÃO
A imposição das escolhas


“VOCÊ TEM filhos com menos de seis anos, leitor? Que tal garantir a eles a oportunidade de viver como crianças pequenas que de fato são? Um bom começo é deixar de dar tanta importância à preparação delas para um futuro exitoso.
Pois é: hoje, as crianças perdem esse período precioso da vida, e tão breve, porque decidimos que, quanto mais cedo elas forem introduzidas ao manuseio das ferramentas do mundo adulto, maiores serão suas chances quando tornarem-se adultas.


Essa postura, cheia de boas intenções, é um componente importante no processo em curso que promove o desaparecimento da infância no mundo contemporâneo. E você sabe, leitor, o que significa ser criança sem ter a chance de viver a infância? Não. Ninguém sabe ao certo como é a vida das crianças neste mundo. Entretanto, temos algumas pistas a esse respeito. Ansiedade, insônia, depressão, inquietação constante, medo, hipertensão, obesidade, doenças do aparelho digestivo etc., males que antes eram exclusividade do mundo adulto, hoje são frequentes na infância, inclusive na primeira parte dela.
Pressa, pressão, compromissos, deveres. Nada disso combina com os primeiros anos de vida. O que combina? Tempo, material e oportunidade para brincar, por exemplo. Ou para nada fazer: só olhar, observar, participar da vida de um modo muito particular.

Crianças dessa idade podem aprender informática, línguas, esportes, letras e números? Podem. Precisam disso? Não precisam. Pelo menos não do modo como temos feito. Criança com até seis anos aprende brincando. Mas ela não deve brincar para aprender determinado conteúdo e sim aprender algo, por acaso, brincando apenas. Simples assim.
Outro caminho para deixar a criança viver a infância a que tem o direito é não passar a ela as responsabilidades que são nossas. Não se espante, leitor: fazemos isso diariamente. Escolher a roupa que vai vestir, o brinquedo que quer ganhar, o calçado que quer usar, o horário em que vai se recolher para descansar, qual escola vai frequentar, se vai atender a imposição familiar ou se vai desobedecer... Quantas escolhas permitimos que elas façam e que deveriam ser só nossas! Vamos convir: escolher algo é um processo complexo até para um adulto, não é verdade? Quem não pena para escolher se muda de emprego ou não, se casa ou permanece solteiro, se rompe um relacionamento amoroso desgastado ou deixa a coisa rolar, se usa esta ou aquela roupa em uma ocasião especial, entre outras situações? Pois essas escolhas, que são tão importantes na vida de um adulto, porque interferem no eixo vital deles, são similares às escolhas que obrigamos as crianças pequenas a fazer. Sim: obrigamos.
Elas querem, elas pedem por tudo isso e atendemos -é assim que preferimos pensar.
Elas até podem querer, mas nós é que devemos saber o que faz bem a elas ou o que fará com que padeçam. Por não suportarmos o sofrimento que a criança experimenta quando é desagradada, temos feito com que sofram muito mais. Se você conseguir poupar seus filhos menores de seis anos do processo de fazer escolhas complexas e permitir que eles passem esses primeiros anos de vida apenas brincando sem qualquer outro objetivo que não o de se divertir, dará a eles uma vida presente muito rica. E essa é a melhor maneira de preparar um futuro melhor. “

São Paulo, terça-feira, 25 de janeiro de 2011

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Catavento–São Paulo

As instalações do Catavento estão divididas em 4 seções.  Uma sobre o  Universo, do espaço sideral à Terra.  A segunda, a Vida, do primeiro ser vivo até o homem.  Segue-se o Engenho, as criações do homem dentro da ciência.  E  a Sociedade, que mostra os problemas da convivência organizada do homem.

São Paulo 2010-11-20 112

FECHADO SEGUNDA-FEIRA
ABERTO: 9h às 17h     -    ENTRADA ATÉ 16h
ENTRADA: R$ 6

O Catavento está situado no Palácio das Indústrias, antiga sede da Prefeitura, no Parque D. Pedro II, no centro da cidade de São Paulo, entre a Av. do Estado e a Av. Mercúrio, em frente à Casa das Retortas e próximo ao Mercado Municipal.

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Engenhocas

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Quente e frio                                       Bolha de Sabão

São Paulo 2010-11-20 120

Saíndo do Catavento

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Os bichos invadiram o português




Descubra como os animais foram parar em expressões como "dar zebra" e "lágrimas de crocodilo"

FÁBIO FREITAS

"Você já pagou um mico? Conhece alguém mão-de-vaca? Ficou igual a uma barata tonta? Calma, isso não é conversa para boi dormir! Os bichos estão à solta na língua portuguesa.
Quando uma pessoa diz que está "com um galo", todos entendem que uma parte da cabeça está inchada.
Essas expressões são chamadas de idiomáticas. São difíceis de traduzir para outras línguas e variam em cada época e região. Não dá para saber exatamente como ou quando a maioria delas surgiu, mas há várias explicações.
Ficou com a pulga atrás da orelha? A Folhinha revela os significados e as (possíveis) origens dessas expressões.

GATO POR LEBRE
Se você resolve comprar um brinquedo legal mas lhe vendem um pior do que o esperado, você levou gato por lebre. Isto é, foi enganado. A expressão veio de Portugal, onde a carne da lebre era considerada nobre, e a do gato, péssima. O poeta Luís Vaz de Camões, que viveu no século 16, usa a expressão na peça teatral "Auto dos Enfatriões".

OLHA O PASSARINHO!
Sorria para a foto! Quando a fotografia foi inventada, as pessoas ficavam um tempão na frente da câmera até que a imagem fosse fixada. Para a garotada parar quieta, os fotógrafos colocavam uma gaiola com um passarinho perto da câmera.

TIRAR O CAVALINHO DA CHUVA
Se queremos que uma pessoa desista de algo, dizemos para ela tirar o cavalinho da chuva. No interior, o cavalo era o principal meio de transporte. Quando alguém visitava um amigo, deixava o cavalo amarrado em frente à casa. Se a conversa fosse demorar, o amigo dizia "pode tirar seu cavalo da chuva".

CONVERSA PARA BOI DORMIR
Para aguentar um papo chato ou mentiroso, só sendo paciente como um boi. Ele passa a maior parte do tempo comendo. De barriga cheia, fica com sono e se deita para fazer a digestão. Esse processo no boi é diferente do nosso: dura horas. A comida chega ao estômago e volta para a boca, para ser mastigada novamente. Haja paciência!

LÁGRIMAS DE CROCODILO
É o choro de uma pessoa falsa. Há três explicações. O historiador romano Plínio dizia que os crocodilos do rio Nilo, no Egito, choravam para atrair viajantes e comê-los. Uma lenda medieval dizia que esses animais choravam depois de comer alguém. E a explicação científica: a mastigação do bicho comprime suas glândulas lacrimais e o faz chorar.

PAGAR MICO
No jogo de baralho Mico Preto, o objetivo é formar pares entre os animais. O mico é o único que não tem par. No final, quem fica com a carta perde o jogo e tem que fazer uma tarefa que te faz passar vergonha, ou seja, pagar um micão.

MONTE O SEU BICHO!
Em www.folha.com.br/folhinha, você encontra todos os bichos desta edição para imprimir, recortar, dobrar e brincar.



Teste seus conhecimentos
O ---- expiatório da seleção brasileira foi o Felipe Melo.
Maria e Rafael vivem como ---- e ----.
O João caiu igual a m ------- na brincadeira.
O menino disse aos colegas para fazer boca de ----.

Folhinha - São Paulo, sábado, 6 de novembro de 2010

Novas disciplinas nos Currículos Escolares


Em Uberlândia, Curso de educação no trânsito capacita professores para que assunto seja inserido em disciplinas escolares. Cerca de 150 educadores, professores e técnicos ligados ao Sistema Nacional de Trânsito participaram no dia 9 de novembro do seminário “Minas educando para um trânsito mais seguro”, promovido pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

O Congresso Nacional discute mais de 250 projetos de novas disciplinas no currículo escolar. Entre as novas disciplinas obrigatórias, estão: educação no trânsito, males da dependência química, gravidez na adolescência, educação financeira e direito do consumidor.

Um curso sobre primeiros socorros deveria ser implementado no Ensino Médio. Muitas vidas são salvas pela ação de alguém que não pertence a área da Saúde, mas conhece procedimentos de primeiros socorros.

Sabemos que é impossível fazer caber numa grade curricular tantas disciplinas, mas o conteúdo poderia ser inserido nas disciplinas existentes, priorizando o que pode ser realmente transformador para o aluno e o meio em que vive.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Presidente ou A Presidenta? -Pasquale Cipro Neto

A presidente, a presidenta

PASQUALE CIPRO NETO

"UFA! ACABOU! Não vou dizer que tivemos a pior campanha da história porque sou velho o bastante para ter vivido outras maravilhas (a de 1989 e as do tempo da mais do que hilariante Lei Falcão, por exemplo). Discurso sobre o nada, chavões, frases feitas e cacoetes linguísticos nunca faltaram na nossa história eleitoral.
Pois bem. A eleição se foi, mas a conversa sobre a terminação da palavra que designa o cargo que Dilma Rousseff ocupará a partir de 1º de janeiro de 2011, não. Perdi a conta das entrevistas que dei a respeito do assunto. Mesmo antes do segundo turno, tive de responder qual seria a forma "correta" para designar a função que Dilma ocupará: ela seria (será) presidente ou presidenta?
O leitor habitual deste espaço sabe bem que me nego terminantemente a reduzir a conversa a algo como "esta sim, aquela não", "está certo, está errado" etc. Posto isso, vamos ao começo da história. Que têm em comum palavras como "pedinte", "agente", "fluente", "gerente", "caminhante", "dirigente" etc.? Não é difícil, é? O ponto em comum é a terminação "-nte", de origem latina. Essa terminação ocorre no particípio presente de verbos portugueses, italianos, espanhóis...
Termos como "presidente", "dirigente", "gerente", entre inúmeros outros, são iguaizinhos nas três línguas, que, é sempre bom lembrar, nasceram do mesmo ventre. E que noção indica a terminação "-nte"? A de "agente": gerente é quem gere, presidente é quem preside, dirigente é quem dirige e assim por diante.
Normalmente essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino; o que muda é o artigo (o/a gerente, o/a dirigente, o/a pagante, o/a pedinte). Em alguns (raros) casos, o uso fixa como alternativas as formas exclusivamente femininas, em que o "e" final dá lugar a um "a". Um desses casos é o de "parenta", forma exclusivamente feminina e não obrigatória (pode-se dizer "minha parente" ou "minha parenta", por exemplo). Outro desses casos é justamente o de "presidenta": pode-se dizer "a presidente" ou "a presidenta".
A esta altura alguém talvez já esteja dizendo que, por ser a primeira presidente/a do Brasil, Dilma Rousseff tem o direito de escolher. Sem dúvida nenhuma, ela tem esse e outros direitos (e que não vá além dos direitos que de fato tem, por amor de Deus). Se ela disser que quer ser chamada de "presidenta", que seja feita a sua vontade -por que não?
"Resolvido" esse impasse, peço licença ao caro leitor para aproveitar o mote e trocar dois dedos de prosa sobre casos análogos. Vamos a um deles: o que significa "infante", palavra da mesma família de "infância"? Vamos lá: "infante" é simplesmente "aquele que não fala" (porque ainda não aprendeu a falar). Essa palavra, por sinal, é outra que é igualzinha nos três idiomas neolatinos que já mencionei (italiano, espanhol e português).
Outro caso interessante: o da palavra "fluente". Por que se diz que fulano tem inglês "fluente"? Porque "fluente" (em que também existe a terminação "-nte") é simplesmente "o que flui", ou seja, o que corre como um líquido. Assim como os líquidos fluem, a língua flui da boca de quem se expressa com facilidade.
Mais um? Vamos lá: já vimos que gerente é aquele que gere, certo? E de que verbo é a forma "gere"? Trata-se da terceira pessoa do singular do presente do indicativo de "gerir", sinônimo de "administrar", "gerenciar". Como é mesmo que se conjuga o presente do indicativo de "gerir"? Ei-lo: "eu giro, tu geres, ele/a gere..."; o presente do subjuntivo é "que eu gira, que tu giras, que ele/a gira...". E que ela gira. É isso.´" ( quinta-feira, 04 de novembro de 2010 -Folha S.Paulo -Cotidiano)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Professor

AUTO_juniao

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro e segue aí um texto que, de forma bem humorada, resume a situação deste profissional tão importante e necessário.

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO

Autor Descohecido


Se for jovem, não tem experiência.
Se é velho, está superado.
Se não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Se fala em voz alta, vive gritando.
Se fala em tom normal, ninguém escuta.
Se não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Se precisa faltar, é um 'turista'.
Se conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Se não conversa, é um desligado.
Se dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Se brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se não brinca com a turma, é um chato.
Se chama a atenção, é um grosso.
Se não chama a atenção, não sabe se impor.
Se a prova é longa, não dá tempo.
Se a prova é curta, tira as chances do aluno.
Se escreve muito, não explica.
Se explica muito, o caderno não tem nada.
Se fala corretamente, ninguém entende.
Se fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Se exige, é rude.
Se elogia, é debochado.
Se o aluno é reprovado, é perseguição.
Se o aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele!

Esse texto também não escapou do “falsificador digital”. Acrescentou a frase abaixo, atribuída a Jô Soares e já o colocou na rede como se o Jô fosse o autor. Mas não é. Autor Desconhecido não existe, mas na falta de um nome, somos obrigados a usar este recurso que é o correto e não acrescentar o nome de um famoso, irresponsavelmente.

"O material escolar mais barato que existe na praça é o professor."
(Jô Soares, em 1994)
http://culturadigital.br/foureaux/2010/08/05/seria-cmico-se-no-fosse-trgico/

domingo, 11 de julho de 2010

ESEBA - 1º lugar em Uberlândia


Saber que a Eseba é a melhor escola de Uberlândia não é novidade para mim. Meus filhos estudaram lá.


Eseba é uma das 30 melhores escolas do país

Renata Tavares - Repórter

Jornal Correio de Uberlândia - 11/07/2010

"A Escola de Educação Básica (Eseba) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), está entre as 30 melhores escolas do país nas séries finais do ensino fundamental - 6º ao 9º ano -, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado na segunda-feira (5). Entre todas as instituições públicas brasileiras, a escola de Uberlândia registrou média de aprovação de 89,5% nas últimas três avaliações (2005, 2007 e 2009), nas referidas séries.

Na cidade, a instituição foi a primeira colocada do 6º ao 9º ano, no Ideb deste ano, entre as escolas públicas, com pontuação de 6,4, enquanto a média no município foi de 4,7. No Estado, comparada com a escola federal de Belo Horizonte, a Educação Básica e Profissional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que teve pontuação de 5,8, a Eseba também ficou à frente. "

segunda-feira, 1 de março de 2010

Colégio Federal - Curso de Conhecimentos e Atualidades


Curso de Conhecimentos e Atualidades

Às terças feiras - Horário das 14h às 17h30min

"Curso criado especificamente para o público feminino, com a finalidade de promover o estudo das várias situações do cotidiano, nos aspectos sociais, filosóficos e políticos do país e do mundo.

Uma equipe multidisciplinar constituída por vários especialistas ,e também por professores de filosofia, sociologia, história e geopolítica, fornecem às nossas alunas as ferramentas básicas para conhecer com maior profundidade o ambiente e a sociedade em que vivem.

Nossa missão:

Oferecer a atualização das situações do cotidiano, e poder discutir com clareza e riqueza de detalhes os conteúdos nas várias áreas do conhecimento."

Para maiores informações: (34) 3210-9613 http://www.colegiofederal.com.br/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

I Fórum Mineiro de Debates sobre a Educação

Este Fórum contará com a presença de Marília Regis Dourado, presidente da REDSolare no Brasil. O tema será "centrado nos princípios estéticos, éticos e políticos para atender crianças na 1ª infância."
O Fórum será no dia 4 de março de 2010 às 19:30 no Centro de Convenções da Fundação Maçônica. As vagas são limitadas. As inscrições estão abertas até 03/03/2010, na Escola Navegantes - Rua Carajás, 422. Não será cobrada taxa de inscrição, mas pede-se que o participante faça a doação de um brinquedo que será encaminhado a instituições não governamentais de assistência à infância. Informações 3210-6080.

domingo, 13 de dezembro de 2009

13/12/2009 - Escola Navegantes

Vá conhecer a Escola Navegantes - Rua Carajás, 422- Lídice.
Pode ser a melhor opção para seu filho, neto, sobrinho, etc




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

15/10/2009 - Dia do Professor

As notícias de jornal relatando casos de violência contra o Professor são constantes. Terça feira, dia 13, Ruy Castro definiu bem esta situação na Folha de São Paulo.

Ao mestre, com desprezo
Ruy Castro

"Em março, um professor de história, filho de um amigo meu, foi desacatado em sala por três alunos num colégio em Moema, zona sul de São Paulo. O mestre deu queixa na diretoria. Esta apoiou os desordeiros. O professor pediu demissão e foi para casa, onde teve uma crise nervosa. Passa agora por uma síndrome do pânico. A orientadora da escola, única pessoa a apoiá-lo, foi demitida. Este é um colégio de classe média, em que os alunos se sentem com privilégios pelo fato de pagar altas mensalidades. Mas, nas escolas públicas, a realidade é ainda pior. Mais de cem casos de alunos que desrespeitam professores são relatados diariamente à Secretaria Estadual da Educação de São Paulo por um sistema de registro de ocorrências do gênero. A maioria dos casos vem da região metropolitana de São Paulo. São alunos que desprezam a liturgia da escola, saem da sala sem autorização do professor e o ofendem verbalmente quando ele ousa protestar contra a zorra. Usam toda espécie de aparelho eletrônico durante a aula, de celular a IPod, e, certos da impunidade, destroem equipamentos ou instalações da escola na frente dos colegas e funcionários. Uma das principais diversões é pôr fogo nas lixeiras. É o terror. As escolas cogitam instalar câmeras em suas dependências, para ter provas documentais contra os vândalos e padronizar as informações, o que permitirá estabelecer estratégias de combate à violência. Mas nada impede que os cafajestes -difícil chamá-los de alunos- roubem também as câmeras e riam das estratégias. Os jovens valentões que agrediram o professor em Moema (aliás, com o apoio da classe) foram expulsos do colégio meses depois. Mas não por indisciplina. Deixaram-se apanhar traficando drogas dentro das instalações."


No ano de 1970 dei aula em Centralina -Mg e um aluno da 8ª série do curso noturno do Ensino Fundamental escreveu:

A Despedida

"Delma, o fim do ano está chegando
Vamos de ti separar
A Deus farei uma prece
Pra Ele te ajudar.
Guardarei sua lembrança
Até o fim do mundo
Não esquecerei de você
Nem mesmo um só segundo
Neste fim de ano
Vamos bacharelar
Com uma dor no coração
Vamos de ti separar
..............
A vida é assim mesmo
Temos que conformar
Quando estiveres bem longe
De nós sei que vai lembrar
...................
Termino os meus versinhos
Com a metade do coração
A outra metade ofereço
Para sua recordação" (W.A.G. 01/12/1970)


Na E.E.Bueno Brandão, onde trabalhei até me aposentar, recebi esta cartinha fofa.

Uberlândia, 14/10/83
Para D.Delma

A gente se encontra só uma vez por semana e por isso não podemos ficar mais tempo com uma professora tão legal como a senhora.
Suas aulas são como um doce, quanto mais come mais quer.
Neste dia 15 e em todos os outros eu queria que a senhora fosse muito feliz.
D.Delma, se todas as professoras fossem como a senhora, só não estudaria quem não quisesse. Desejo lhe muita felicidade para todo o sempre.
Da aluna que a adora (I.T.G - 5ª série B)

Cartões, bilhetes, recados com demonstrações de afeto e respeito dos alunos por mim foi a maior recompensa pelos meus 22 anos de magistério. Estão guardados na caixa e no coração.

Parabéns, Professor!