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sábado, 2 de abril de 2011

Paracetamol (Tylenol) reprovado

 

Assista neste vídeo, entrevista do Dr. Renan Marino ao programa Opinião Cidade do Canal 16 de São José do Rio Preto, onde o médico homeopata fala sobre o que poderia ser feito para evitar tantos casos fatais atribuidos ao vírus da dengue.

Sobre o Paracetamol

…..“É muito, muito provável a re-entrada em nosso país do vírus da dengue tipo 4, já que casos estão sendo registrados em Boa Vista (Roraima). Como este tipo viral não circula entre nós há décadas, praticamente quase toda população brasileira é susceptível, isto é, não tem imunidade contra ele.
Para completar, o vírus tipo 1, dos mais agressivos entre os vírus da dengue, que havia se recolhido desde a década de 90, quando causou grave epidemia no Rio de Janeiro, voltou a registrar os primeiros casos  em outubro 2010 . Assim, devemos estar preparados, porque tudo indica que teremos pela frente uma epidemia de grandes proporções.
Prevenção das mortes:
Além dos cuidados habituais - acúmulo de lixo e água parada - é preciso considerar seriamente as medidas necessárias para não tornar graves os casos de dengue:
1- Repouso por 1 semana.
2- Dieta leve.
3- Ingestão abundante de líquidos: água, sucos, chás..
4- NÃO TOMAR NENHUMA MEDICAÇÃO QUE SEJA LESIVA AO FÍGADO, QUE É O RESPONSÁVEL PELA PRODUÇÃO DOS FATORES DE COAGULAÇÃO.
As autoridades médicas e de Saúde Pública não podem mais continuar ignorando que a dengue na verdade, é uma hepatite causada pelo vírus da dengue!
Devido a tudo isto, devemos fazer uso apenas da Dipirona para combater a febre e as dores no corpo, evitando a todo custo o Paracetamol, por se tratar de uma droga muito perigosa nos casos em que o fígado encontra-se inflamado.
Porque hoje sabemos que os pacientes que tomam o Paracetamol na Dengue, são exatamente os que apresentam os quadros graves, hemorrágicos, que evoluem para morte.
E é revoltante que nada seja feito em relação a isto”.
(Dr. Renan Marino)

 

Fonte: Dengue

domingo, 20 de março de 2011

Paleodieta


Paleodieta

JULIANA VINES


“Coma apenas o que você poderia caçar, matar, colher ou tirar da terra, como um homem das cavernas.
Esse é o primeiro mandamento do regime proposto pelo economista americano Arthur De Vany no livro "The New Evolution Diet", lançado nos EUA. A obra chega ao Brasil em maio, editada pela Larousse, ainda sem título.
Há pelo menos duas décadas, De Vany, que leciona na Universidade da Califórnia, segue cardápio semelhante ao de 40 mil anos atrás: muita carne, frutas e vegetais.
Não é o único. A dieta paleolítica -uma referência ao período pré-histórico- é pouco conhecida no Brasil, mas não é novidade na Europa e nos EUA.
O argumento principal dos seus defensores é que o DNA humano não está adaptado para comer alimentos industrializados e cereais.
"Vivemos mais tempo que no Paleolítico, mas passamos a maior parte da vida doentes. Doenças crônicas, como diabetes e obesidade, podem ser evitadas com a dieta correta", disse De Vany à Folha.”

…………..

São Paulo, terça-feira, 15 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

Nova cirurgia a laser pode corrigir vista cansada

IARA BIDERMAN
MARIANA VERSOLATO


Nova técnica de cirurgia a laser promete corrigir a perda da capacidade de o olho focalizar de perto, ou "vista cansada", problema que atinge a todos depois dos 40.
A cirurgia, ainda experimental, é feita com um laser chamado Femtosegundo. A técnica não exige cortes na região externa da córnea.
Novas programações de tipos de laser já usados para outros problemas de visão têm mostrado resultados promissores na correção da presbiopia (vista cansada).
Outra técnica recente para o problema combina o Femtosegundo e o laser Excimer. Já foram feitas cerca de 2.000 cirurgias desse tipo no Brasil.
Hoje, a vista cansada só é tratada em cirurgias para outros problemas de visão, como miopia e hipermetropia. "Num míope com presbiopia, deixamos um pouco de grau da miopia num olho, pelo qual ele vê melhor de perto", explica Wallace Chamon, professor de oftalmologia da Unifesp.
As novas cirurgias fazem com que a parte central da córnea fique mais curva, aumentando o grau.
"Isso não "cura" presbiopia, mas melhora a focalização para imagens de perto", explica Paulo Schor, chefe de cirurgia refrativa da Unifesp.
"Esse laser é menos invasivo, entra no centro da córnea sem cortar a camada externa. A recuperação é mais rápida e há, teoricamente, menos risco de infecção. Mas o uso na presbiopia é um procedimento pouco testado", diz Wallace Chamon.
A cirurgia a laser para tratar vista cansada é feita em consultório. A recuperação leva duas semanas.
Segundo José Álvaro Pereira Gomes, a Unifesp começará a fazer cirurgias para presbiopia com os lasers Excimer e Femtosegundo nos próximos meses.
Segundo o oftalmologista Mauro Campos, os riscos são baixos. O mais comum, afirma, é a insastifação do paciente com o resultado, ainda mais em quem nunca teve problemas de visão. "A cirurgia não elimina a necessidade dos óculos", reforça.
Em 60% dos casos, é preciso usar óculos ainda no fim do dia, sob pouca luz, para ver letras muito pequenas e em leituras extensas.

Folha – Saúde – 17/02/2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Manchas de Pele–Tratamento

MARIANA VERSOLATO
Dois novos tratamentos prometem clarear as manchas que costumam aparecer nos rostos das mulheres, principalmente no verão.
O melasma, causado pela produção excessiva de melanina (pigmento que colore a pele e os pelos), piora com a exposição solar.
Também pode ser desencadeado por alterações hormonais, pílula anticoncepcional, predisposição genética e estresse. É mais frequente em pele morena.
Os cremes foram apresentados no início deste mês no encontro da Academia Americana de Dermatologia, em Nova Orleans, EUA.
Recém-lançados no mercado americano, eles prometem ser uma alternativa aos tratamentos com hidroquinona e ácido retinóico, que podem causar alergia.
O produto mais inovador, segundo especialistas, é um creme à base de uma enzima que quebra a melanina. Como não atua nas células que produzem a melanina (como faz a hidroquinona), não é tóxico e pode ser usado por grávidas, que costumam sofrer com as manchas.
Mas, segundo a dermatologista Denise Steiner, esse tratamento é indicado para manchas mais estáveis, que não estão aumentando, e superficiais. "Pode ser associado a outros tratamentos, principalmente em pessoas alérgicas a hidroquinona."
Para a dermatologista Flavia Addor, coordenadora de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, esse creme (o nome comercial é Lumixyl) parece promissor, mas ainda é preciso avaliar melhor sua segurança.
"Temos que ver, na prática, se as manchas voltarão, e como o produto reagirá em cada tipo de pele."
Já o segundo tratamento, também apresentado no encontro de dermatologia, é um kit com três cremes: um limpa a pele, outro contém moléculas que inibem a enzima essencial na produção da melanina, e outro, com ácido glicólico, clareia a pele e melhora a penetração do creme.
Segundo Luis Antônio Torezan, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, só será possível ver seus efeitos a longo prazo.
"Os cremes parecem ser bons, mas não tão eficazes como os peelings químicos e a hidroquinona", afirma.
Segundo prega a publicidade do fabricante do Elure, um dos seus componentes se mostrou 17 vezes mais potente que a hidroquinona, em testes in vitro.

Fonte: Manchas

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Creme para aumentar os seios

Creme não aumenta os seios, diz Anvisa

Agência quer que fabricante do cosmético Ferodelle tire da publicidade promessas de que o produto "levanta" mamas.
Empresa que faz o creme afirma que testes confirmam efeito; para especialistas, estudos não têm rigor científico

Marisa Cauduro/Folhapress

Produtora de moda que usou creme francês para aumentar os seios


JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
“O creme Ferodelle, que promete aumentar os seios, não tem eficácia provada, diz a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O produto, criado pela Quadrifarma e produzido pela Lamy Química, é registrado desde outubro de 2010 e foi lançado no país recentemente.
Para a agência, os testes apresentados pela empresa só provam que o creme deixa a pele firme e hidratada.
Um dia depois do lançamento, a Vigilância notificou a Quadrifarma pedindo que retirasse da publicidade, do site e de outros materiais frases que falam em aumentar e levantar os seios.
"Há muitas promessas na internet de produtos que dizem aumentar as mamas. Só vendem ilusão", diz o dermatologista Davi de Lacerda.
O princípio ativo do Ferodelle é o extrato da planta asiática Commiphora mukul (commipheroline), usado em farmácias de manipulação.
A fabricante afirma que a substância aumenta o estoque de gordura nas células da camada mais interna da pele. Há testes em laboratório e estudos de observação com voluntárias -todos encomendados por empresas relacionadas ao ativo.
"Esses estudos não têm rigor científico. São feitos com poucas pessoas e não são independentes. Para ter validade, seria necessário repetir os testes", afirma a dermatologista Luciana Conrado, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
Como não há publicações sobre o princípio ativo e sua eficácia não é comprovada, não há certeza sobre a segurança do produto, diz a cosmiatra Meire Gonzaga, da Faculdade de Medicina do ABC.
"Estimular a produção de células é complexo. Será que isso não estimula a produção de células nocivas?"
Segundo a médica, há tumores benignos de gordura, chamados lipomas, que poderiam ser produzidos pelo corpo a longo prazo. "O uso deve ser contínuo, então ninguém sabe o que pode acontecer. Eu não arriscaria."

…………………..
A Talika, marca francesa fabricante do produto Bust Serum, vendido no Brasil desde o ano passado e que usa a mesma substância do creme nacional, diz que a eficiência do produto "foi comprovada por testes em laboratório com 37 voluntárias."

São Paulo, sábado, 29 de janeiro de 2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dormindo de costas, de bruços ou de lado.

 

ANTONIO PRATA
Não sei mais dormir


Fui feliz até a manhã da última quarta, quando, ao sair da cama, senti a fisgada na lombar

“SE O PRIMEIRO verbo do título fosse conseguir, em vez de saber, o leitor poderia achar que este pobre cronista sofre de insônia. Infelizmente, não é o caso.
Digo infelizmente porque para a insônia há mil remédios, da contagem de carneirinhos brancos às maravilhas da tarja preta, mas contra o mal que impede o descanso de minhas retinas tão fatigadas não encontro truque ou substância eficaz.
Meu problema, caro leitor, é a posição. Durante 33 anos, 2 meses e 11 dias, dormi de bruços. Um braço sob o travesseiro, o outro esticado para trás; perna direita reta, a esquerda meio dobrada, e oito horas mais tarde eu acordava, descansado e pronto para enfrentar as agruras da verticalidade, sob a inclemente gravidade de 9,8 m/s2.

 
Fui feliz até a manhã da última quarta, quando, ao sair da cama, senti a fisgada na lombar. Com o passar dos dias, a dor piorou, obrigando-me a consultar um ortopedista.
Após fazer algumas perguntas, o médico explicou-me, naquele tom sádico e pedagógico que os doutores usam para reprimir os hábitos do gentio inculto, que dormir de bruços era um comportamento execrável. Ao longo da noite você vai afundando no colchão, as costas envergam e as vértebras comprimem as cartilagens. Pelo que entendi, a posição em que dormia está para a coluna como o cigarro para o pulmão, o sol para a pele, o provolone à milanesa para as artérias; nos Estados Unidos, já deve até ser proibida.
A ciência aprova apenas duas maneiras de se deitar: de lado, com as pernas encolhidas, ou com a pança para cima. Não consigo acostumar-me. De costas, sinto-me como se estivesse num caixão, prestes a ser enterrado vivo.

De lado é ainda pior, pois os mortos, ao menos, sabem o que fazer com os braços, e os deixam paralelos ao corpo, ou cruzados sobre a barriga, mas, quando nos colocamos na lateral, eles sobram como duas incômodas excrescências, como mastros tombados de um navio.

 
Faz uma semana que pergunto a conhecidos e desconhecidos como passam suas noites. Pelo que apurei, tirando os radicais, que continuam dormindo de bruços -e fumando, comendo provoleta e promovendo sacrifícios de criancinhas-, a maioria se acomoda mesmo de lado, resolvendo a questão dos braços agarrando-se a travesseiros. Confesso que tentei, mas fui incapaz de dormir assim, como uma mocinha de novela, a sofrer seus desamores.
Já estava quase me desesperando, anteontem, quando tive a alegria mesquinha de descobrir que meu querido amigo, o poeta Fabrício Corsaletti, era também viúvo recente do sono de bruços.
"E aí?! -empolguei-me, achando que ele iria me iluminar com sua contumaz sabedoria- Como você faz?!" Fabrício bocejou e disse que também estava perdido, e a única solução que lhe ocorria era desatarraxar os braços e guardá-los debaixo da cama, toda noite. Considerei a hipótese, mas a possibilidade de ter que ir ao banheiro, de madrugada, obrigou-me a descartá-la.
Pelo visto, terei de aceitar meu infortúnio. Afinal, a vida é assim mesmo, um acúmulo crescente de incômodos: primeiro te tiram do útero, depois te viram na cama e, no fim, ainda te colocam num caixão, de pança pra cima, até o fim dos tempos. Aliás, é essa a posição que adotarei, de hoje em diante. Não que seja boa para dormir, mas pelo menos já vou me acostumando.”
antonioprata@uol.com.br
@antonioprata
Blog "Crônicas e Outras Milongas" antonioprata.folha.blog.uol.com.br

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Idade: Aceitar ou não?



Brasileiras e europeias encontram seu caminho entre as tentativas de rejuvenescer e a aceitação das marcas que o tempo traz.

A antropóloga Mirian Goldenberg, 52, acha que é mais fácil envelhecer na Europa do que no Brasil, onde a cultura obriga as mulheres a parecerem mais jovens.

"As brasileiras envelhecem antes que as europeias, cultural e subjetivamente, apesar de, na aparência, serem jovens por mais tempo."

Para a terapeuta familiar Tai Castilho, 67, a mulher mais velha no Brasil é vista como carta fora do baralho.

"Na Europa, além de haver mais respeito, as mais velhas são consideradas belas."

Segundo Goldenberg, nossa cultura valoriza menos a maturidade do que a jovialidade e a carne dura.

"Muitas mulheres percebem a aparência como veículo de ascensão social e como capital no mercado de trabalho, de casamento e de sexo".

Assim, é difícil a passagem do tempo não ser entendida como perda de capital.

Faça como as francesas.

1-Quanto menos maquiagem melhor. A base pesada enfatiza rugas e poros. Basta um pouco de blush, rímel e batom.

2-Para o rosto, troque o sabonete por loções de limpeza, tonificantes, protetor solar,esfoliantes, hidradantes, bálsamos, etc.

3-Use água fria para lavar o rosto, o cabelo e o corpo também.

4-Livre-se dos pelos, e valorize os cabelos. Um bom corte de cabelo e uma coloração mais natural.

5_Mantenha o peso. Coma porções pequenas, não importa o alimento.

6-Como exercício, faça opção pela caminhada.

7-Adote um dermatologista.

8-Faça cirurgia plástica, mas que ninguém perceba. O objetivo é manter a beleza e não parecer 20 anos mais nova.

9-Elegância é tudo, sem negligenciar nenhum detalhe.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Desintoxicação do organismo

 

Tratamento indiano promete desintoxicar corpo e mente

DE SÃO PAULO

"É como levar o carro pra revisão", explica dr. Ruguê, médico ayurvédico e uma das principais autoridades do Brasil na medicina tradicional indiana, condutor do Panchakarma. O nome, em sânscrito, é de uma série de tratamentos da medicina indiana que prometem desintoxicar o corpo e a mente.

O processo dura uma semana e é descrito por Teté Ribeiro, em reportagem publicada na Serafina deste domingo.(  6 DIAS ENTE CÉU E INFERNO por TETÉ RIBEIRO )

Teté Ribeiro fez o Panchakarma no retiro construído por dr. Ruguê em Uberlândia (MG). O local é uma espécie de ashram, mas em vez de meditação, há massagens, mapa astral, sauna e conversas em volta da fogueira. A ideia é pensar só em você, sem distrações.

O objetivo é ainda se livrar das toxinas que ficam no corpo. Para isso, quem faz o Panchakarma se submete a uma dieta restrita e consome o ghi --uma espécie de manteiga-- diversas vezes ao dia.

A limpeza tem direito a várias idas ao banheiro. Parece desagradável, mas ao final, a repórter descreve o resultado: "A impressão é de que não há nada impossível, nenhum desafio ousado demais, nenhuma tarefa que eu não possa realizar."

(Alexandre Schneider)

Dr. Ruguê, médico ayurvédico condutor do Panchakarma, uma série de tratamentos da medicina indiana que prometem desintoxicar o corpo e a mente.

Dr. Ruguê, médico ayurvédico condutor do Panchakarma, uma série de tratamentos da medicina indiana que prometem desintoxicar o corpo e a mente.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Caralluma - Dieta ou Fraude?



"A caralluma revelada". Os anúncios estão estampados em redes sociais, links patrocinados e pop-ups. Sem falar em sites falsos, com depoimentos idem. A febre é tanta que, nos últimos 12 meses, houve um aumento de 800% nas buscas do termo "dieta caralluma" no Google.
"Dieta milagrosa ou fraude?", questiona uma das páginas. Entre os resultados prometidos, fim da compulsão alimentar e 11 quilos a menos em um mês.
Até a cantora Ivete Sangalo teria se beneficiado com as propriedades milagrosas do produto. Segundo sua assessoria de imprensa, não passa de propaganda enganosa.
Há muitos mitos e poucas verdades por trás da Caralluma fimbriata, planta asiática parecida com um cacto.

ORIGEM DESCONHECIDA

Marília Pacheco dos Reis, 58, secretária, pagou US$ 61 por 30 cápsulas na internet.
Na embalagem, além do nome "Caralluma Actives", havia endereço de um site em inglês e um folheto explicativo: tomar uma cápsula 30 minutos antes das refeições.
"É como se eu estivesse bebendo água. Não senti diferença." E não se livrou de nenhum grama dos cinco quilos que quer perder.
O responsável pelo site da Caralluma Actives no Brasil é o empresário Thales Prado. A marca não tem registro na Anvisa e é anunciada na rede com fotos de celebridades que teriam usado a fórmula. Sobre isso, ele diz: "Os depoimentos podem até ser falsos, mas os resultados, não."
De acordo com Prado, os fabricantes estão nos Estados Unidos. "Como o produto já vem com as informações de uso, qualquer um pode tomar sem acompanhamento", ele diz.
Não há nenhum medicamento fitoterápico registrado na Anvisa com Caralluma fimbriata. A agência não tem informações sobre a planta.
"O grande problema da caralluma são as propagandas enganosas e os produtos de origem desconhecida, vendidos pela internet", diz a nutróloga Marcella Garcez Duarte, diretora da Abran (associação de nutrologia).
A matéria-prima do fitoterápico manipulado no Brasil é importada. A empresa Pharma Nostra é uma das importadoras e vende para cerca de 7.000 farmácias de manipulação. Segundo a empresa, o produto vem de "fornecedores credenciados e qualificados, de países que produzem o ativo vegetal".

NÃO É MILAGRE
De acordo com Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia, é difícil falar em emagrecimento só com caralluma. "Perder peso depende muito mais da qualidade do alimento que a pessoa ingere do que da quantidade."
Fonte: 14/12/2010 - Equilíbrio - Folha de São Paulo

sábado, 15 de janeiro de 2011

Reyleigh - 11 anos depois


As gêmeas Bethany e Megan, 11, e a bebê Ryleigh foram concebidas no mesmo dia. A mais nova nasceu 11 anos depois.

Não há registro médico de casos assim: irmãos gerados no mesmo ciclo de fertilização "in vitro" nascidos em intervalo de tempo tão grande.

Quando os embriões das gêmeas foram implantados na gerente de vendas inglesa Lisa Shepherd, 37, o de Ryleigh foi congelado, diz o jornal inglês "Daily Mail".

O ciclo de fertilização foi realizado na clínica britânica Midland Fertility em 1998. Lisa, que se casara quatro anos antes, tinha endometriose e ovário policístico. Ela e marido, o engenheiro Ryan Shepherd, 45, foram avisados de que a chance de terem filhos naturalmente era pequena.

Quando decidiu procurar a clínica de fertilização, teve 24 óvulos coletados e 14 foram fertilizados com o esperma do marido. Dois embriões foram implantados em Lisa e os outros 12, congelados.

Congelar os embriões é uma prática comum. Se a primeira tentativa de implantação não der certo, outras podem ser feitas com os que ficaram guardados.

No caso de Lisa, isso não foi necessário. Já na primeira tentativa, a implantação foi um sucesso.

Quando as filhas Bethany e Megan estavam com nove anos, os pais quiseram ter outro filho. Em dezembro de 2009, procuraram a clínica onde estavam seus embriões.

De novo, deu certo. Ryleigh nasceu saudável em novembro de 2010. Como esperado, ela é o retrato perfeito das irmãs quando bebês.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Remédio contra Obesidade - ZGN-433


por New Scientist
Quem prometeu emagrecer como resolução de ano novo pode ter uma grande novidade ainda em 2011. A Zagfen, uma empresa farmacêutica americana de Cambridge, anunciou o sucesso dos primeiros testes em humanos de um medicamento que fez com que 24 mulheres obesas perdessem, em média, um quilo por semana durante um mês sem efeitos colaterais .

Segundo a empresa, os testes não puderam ser feitos por mais tempo porque após um mês de dosagem é necessário avaliar como a medicação agiu no corpo das pessoas antes de continuar o tratamento.

O resultado do uso do remédio, com nome provisório de ZGN-433, mostra uma impressionante taxa de perda de peso, principalmente porque as mulheres testadas comeram normalmente e não fizeram exercícios físicos. Um quilo por semana é quase a quantidade máxima de peso que pode ser perdida com segurança, e quase tão eficaz quanto a cirurgia para reduzir o tamanho do estômago.

Muitas empresas estão à procura de medicamentos para combater a epidemia de obesidade no mundo desenvolvido, especialmente nos Estados Unidos, mas os pesquisadores dizem que nenhuma outra droga testada até o momento funcionou tão bem quanto a ZGN-433.

Segundo os cientistas, parece que a droga aumenta a quebra de gordura, embora o mecanismo completo ainda não seja conhecido cinetificamente.Eles explicam que este é apenas o primeiro teste desse medicamento, mas certamente os resultados até agora são extremamente positivos.

Mas aqueles que vivem brigando com a balança vão ter que esperar pelo medicamento ainda por algum tempo. Os resultados serão apresentados na próxima semana, numa conferência sobre obesidade na cidade de Keystone, Colorado, nos Estados Unidos. Só depois então ele será submetido ao FDA, órgão que regula medicamentos nos EUA , para ser liberado ao consumo público.

Pois é, quem sofre de aumento de peso não aguenta mais essas fórmulas que prometem milagres, mas que no final das contas não adiantam nada. As pessoas engordam tudo de novo! Tomara que dessa vez, tenham encontrado mesmo o elixir do emagrecimento saudável e sem riscos, não é mesmo?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Leide Moreira e Renato–Lições de Vida

“O cantor Ney Matogrosso encontrou-se no domingo, assim que terminou o show "Beijo Bandido", com a fã Leide Moreira, 62. Ela não lhe disse uma palavra. Apenas olhou para o ídolo. Não mexeu um músculo. Ele perguntou se ela compreendia o que estava acontecendo. Sim. E acabou-se o encontro da fã com o cantor. Nem beijo teve.
Mas Leide, advogada e poeta, estava feliz como há muito tempo não acontecia. Imobilizada desde 2005 em uma cama, por causa da doença conhecida como esclerose lateral amiotrófica, caracterizada pela paralisia progressiva de cada músculo do corpo, Leide escolheu ir ao show de Ney Matogrosso.
Ela não fala, não anda, não come. Nem respira. Todas essas funções são realizadas por aparelhos, oxigenadores e sondas espetadas pelo corpo.
Também não pisca. O abrir e fechar de olhos, necessário para a lubrificação do globo ocular, quem faz são cuidadoras e enfermeiras, manuseando com delicadeza e paciência as pálpebras sem força nem para um piscar. (Até o verbo ficou estranho: "Pisca a Leide, por favor", pede uma cuidadora à outra de tempos em tempos.)
Mas a mulher ouve e entende o que se passa em volta. Por exemplo, gosta de Ney Matogrosso, que canta de Vinícius de Moraes "Quantos naufrágios/ Nos olhos teus.../ Ó minha amada/ Que olhos os teus".
Foi com os olhos -a única coisa que ainda consegue mover por conta própria- que Leide falou de seu desejo de ir ao show. A mulher se comunica como o protagonista do filme "O Escafandro e a Borboleta" (França, 2008).
Uma tabela com letras e palavras-chave é-lhe apresentada. Coluna 1? Olhos virados para a direita significam "sim", para a esquerda, "não". As cuidadoras Ivania Soares e Eliane de Almeida perguntam pacientemente: Coluna 1? 2? 3?, até que venha o "sim". Segue-se a pesquisa da linha. 1? 2? 3? Até o "sim". Na intersecção de linha e coluna, surge a letra desejada. E outra e outra. Até formar a palavra: Ney.
Leide não saía de casa desde o aniversário de São Paulo (25.jan). É difícil. A família tem de alugar ambulância com médico, técnico de enfermagem e enfermeiro, além do motorista socorrista.
Como equipamentos de apoio, leva um concentrador de oxigênio, um respirador, cilindro de oxigênio, sonda para urina, dieta para ser ministrada diretamente no estômago. E vão ainda as duas cuidadoras e a técnica de enfermagem Cristiane Santos Antão da Silva. Mais a filha, chamada Leide, como a mãe.
Ivania e Eliane aprenderam a gostar de Ney Matogrosso com Leide. Os olhos pedem os CDs. As duas decoraram todas as músicas. No show, enquanto uma mão "pisca" Leide, a outra mão dança ao ritmo de "Fascinação": "E, no teu olhar, tonto de emoção, com sofreguidão, mil venturas previ." Leide

O casamento de Renato e Daniela aconteceu no dia 28 de outubro. Juntos há seis anos, o casal morava em Santa Cruz do Capibaribe. Renato, que sofria de câncer renal, estava internado há dois meses na enfermaria de oncologia do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip). A cerimônia foi realizada num altar improvisado dentro da enfermaria , cercado pelos pais e amigos próximos. Logo após o casamento, Renato teve uma melhora psicológica visível. Renato não quis ser sedado. Concordou ser medicado apenas com analgésicos para aliviar as fortes dores. E Daniela sempre ao seu lado. Renato morreu na tarde ddo dia 11 de novembro. Ele apertou a mão da mulher, sorriu e fechou os olhos. Numa serenidade que comoveu a todos presente. Mas antes de fechar os olhos, perguntou ao médico se poderia doar algum dos seus órgãos. E, assim, autorizou a doação das suas córneas.

A alegria e vontade de viver do motorista chamou a atenção dos profissionais que cuidaram dele nesses dois meses. Um dia após a cerimônia de casamento de Renato na enfermaria da oncologia, a coordenadora do setor, Jurema Telles, decidiu criar uma caixinha de desejos para que cada um dos pacientes em estado terminal - tratados sob os cuidados da chamada medicina paliativa - também pudessem realizar os seus sonhos. Renato

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Radiação dos Telefones Celulares


Passivo de radiação


Ruy Castro

"RIO DE JANEIRO - O avião pousa em Congonhas, 99% dos passageiros sacam o celular e anunciam para alguém: "Cheguei". Eu, o 1%. As pessoas que me esperam para uma reunião sabem a hora do meu voo e podem passar sem essa informação. Desço a rampa rumo aos táxis, a tempo para o compromisso e saboreando o encontro com alguém querido ou o jantar que virá depois. Enquanto isso, sujeitos passam por mim afobados, rebocando a mala e bufando ao celular, discutindo medidas que não podem esperar nem um minuto ou para quando tiverem acabado de chegar.
Para mim, o estresse provocado por essa comunicação fácil e onipresente já seria asfixiante, motivo pelo qual mantenho distância de celulares -não quero ficar "on" o dia todo. Pois, agora, as graves denúncias da cientista americana Devra Davis, 64 anos, autoridade mundial em saúde pública e ambiental, completam minha apreensão. Seu livro "Disconnect", lançado em NY em setembro e ainda sem editor no Brasil, tem o subtítulo "A Verdade sobre a Radiação dos Telefones Celulares".
Segundo ela, a radiação que se desprende de um celular à orelha reduz as defesas do cérebro, induz à perda de memória, aumenta o risco de Alzheimer, interfere no DNA e é um agente cancerígeno. E a indústria sabe disso, mas ninguém interfere num negócio de trilhões de dólares se não for obrigado.
É cruel. As crianças são loucas pelo celular, e seu cérebro, ainda em formação, absorve até mais radiação que o dos adultos. A radiação de um celular usado num elevador rebate nas paredes e afeta quem está por perto, como acontece com o fumo. E é possível que só agora, anos depois, os verdadeiros efeitos nocivos dos celulares estejam se fazendo sentir.
A primeira pessoa que conheci com celular, em 1993, morreu este ano, de câncer no cérebro. Era um famoso jornalista esportivo." (Folha S.Paulo- Opinião - quarta-feira, 10 de novembro de 2010)



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

FARMÁCIA NOSSA SENHORA DAS DORES

Farmácia Nossa Senhora das Dores

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Farmacia Nossa S. das Dores atende carentes da cidade.

Aquisição dos medicamentos:
Através de doações feitas pelos fiéis e por meio de parcerias com médicos que ofertam as amostras grátis.

Repasse aos carentes:
As doações são feitas para pessoas que não têm condições financeiras de comprar os medicamentos, mediante a apresentação da receita médica.

Atendimento:
Funciona às terças e quintas-feiras, das 13h30 às 16h, ao lado da Igreja Nossa Senhora das Dores.
Rua Dom Barreto, 84
Bairro Fundinho.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Nina Horta - O melhor remédio

Esta "mania" de fazer dieta que ataca 9 em cada 10 pessoas que nós conhecemos, tem feito com que as pessoas percam o prazer de comer e passem a se alimentar de coisas pouco saborosas com resultados nem sempre satisfatórios. Nina Horta escreveu um texto delicioso sobre este assunto. Vou reproduzir alguns de seus melhores parágrafos.

São Paulo, quinta-feira, 08 de julho de 2010 (Folha S.Paulo - Ilustrada)

NINA HORTA - O melhor remédio

Se os cozinheiros não reagirem vão ter de fazer estágio em pronto-socorro e pós-graduação no Hospital das Clínicas!

As comidas nas embalagens dos mercados não são mais gostosas, são naturais! Saudáveis! Nutritivas! E diet e light e macrô! E a comida tem indicação e contraindicação! Não é que adoçante era para diabético e se comprava na farmácia?

Que onda é esta? Quem lê o menu e escolhe o porquinho pururuca do restaurante e diz a cada garfada que vai voltar para casa a pé! Ou sai dali direto para comprar ração na feira! Ração, sim senhor!

Não é uma onda, é um tsunami, e poucos se salvarão, só os gordos boiando sobre as palmeiras e as sacolas "eco-friendly"!

Para não envelhecermos fizemos tudo o que seu mestre mandou! Nhac nos brócolis, chô pras batatas, chá verde amargo, complementos alimentares. Quem continuou jovem e belo? Ninguém! Feios de doer e com bafo de alho!



Como é que Eva ia ao banheiro sem fibra de linhaça? E ainda por cima depois de comer a maçã que segura o intestino? E como Adão se aguentou sem azeite de oliva virgem na salada? E sem gergelim? E broto de alfafa? Arroz integral? Como?

Cuidado, tem gente querendo nos dar comida na boca! O nutri-personal. Fingindo que é um amigo (para os outros), está ali para você não se entupir de macarrão ou de bolo de cenoura! Sendo que o bolo de cenoura já foi inventado para que você não comesse o de fubá!

E existem brinquedos tipo Lego para criança aprender a contar calorias! Melhor seria um fogão a lenha no pátio da escola para aulas de cozinha!

Estamos todos obesos! Só pode ser de tanto comer alface! No tempo em que se andava de bicicleta à toa e não para engordar a panturrilha, se ia à praia para tomar sol, se dava volta no quarteirão em vez de caminhar, todo mundo era médio!

Somos bobos demais. A nossa síndrome mais recente! Tratar fumante como leproso! E ontem mesmo vi um grupo de não fumantes fazendo "jogging" na Faria Lima atrás de um furgão envenenado.

E o que mais que eu vi? A nova água que compraram lá em casa! É leve, mineral, fluoretada, fracamente radioativa na fonte e dá direito a uma massagem!

Se a turma da comida não reagir, vai acabar esta coluna, o restaurante a quilo, a mãe no fogão! E o moleque vai levar lanche da Bayer! Com direito a se pesar três vezes ao dia!

ninahorta@uol.com.br

Ainda na Folha de São Paulo -Saúde de 08/07/2010 publica que:

Nova pesquisa comprova que o perímetro cervical é bem mais preciso que o popular IMC para detectar obesidade e suas complicações.

Portanto, meça o seu pescoço.


-Acima de 35 cm para mulheres e 39 cm para homens pode haver maior presença de gordura visceral, hipertensão e apnéia do sono.

sábado, 8 de maio de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Evocações Fortuitas

Evocações fortuitas

Ferreira Gullar lembra a morte de amigos na crônica de 05/04/2010- Folha São Paulo e diz:
"São coisas doídas, mas as lembro com doçura; em mim, os amigos que se foram continuam vivos"...


Acabei de ler e lembrei também com doçura de duas queridas amigas que se foram: Derluci e Clesilda.




Derluci foi minha amiga de infância. Seu pai tinha fazenda na região em que eu morava em Goiás. Ela tinha muitas irmãs e um irmão que foram colegas de escola dos meus irmãos. Quando eu entrei para a escola, eles já haviam se mudado para Rio Verde. Mas nunca perdemos contato. Quando iamos a Rio Verde, eu me encantava com ela. Criança ainda, rica, trabalhava como entregadora de marmitas. Ia com ela ao Restaurante pegar as marmitas e saíamos entregando. Ela tinha uma desenvoltura com as pessoas que me impressionava. Ela sabia e decidia tudo. Se iamos à sorveteria ou ao cinema. Na sorveteria era ela quem escolhia os sabores e o tamanho do sorvete. Cinema só se ela não tivesse assistido o filme. Quando eu voltava pra casa, levava um monte de gibis que ela me fazia comprar, para ela ler, é claro. Nas férias, ela ia para nossa casa. Meu Deus! Como era divertido! Ela sabia todas as brincadeiras: parlendas, cantigas de roda, e tudo que a sua criatividade inventasse. Viemos para Uberlândia e pouco tempo depois, após a morte do seu pai, ela e a mãe vieram de Goiás para morarem em Uberaba, onde a mãe estava constantemente fazendo tratamentos de saúde. Ela vinha muito para cá e acho que eu nunca ria tanto como quando ela estava aqui. Ela era super engraçada. Tinha uma presença de espírito incrível e era ótima contadora de histórias. Muitas histórias acontecidas com ela ou inventadas (vai saber) mas hilárias. Ela tinha um jeito peculiar de contá-las que nos matava de rir. Era desbocada e sem censura. Aos domingos, iamos a 1ª sessão no Cine Uberlândia e se era abordada por algum garoto que lhe perguntava o nome, ela dizia: Sumaia. Pronto. Começava a sessão riso. Dentro do cinema os garotos ficavam passeando pelos corredores e só se sentavam depois que a luz apagava. Uma vez, um deles pediu se podia sentar com ela. Ela disse: Não, minha mãe está sentada logo atrás e apontou para a primeira senhora que ela viu sentada atrás de nós. Como segurar o riso? Muito despachada, chegamos do cinema e ela foi pra cozinha fazer um "mexido". O cheiro gostoso foi se espalhando e já me peparava para comer quando ela disse: Tá pronto, traga 2 copos d'agua. Quando dei a primeira garfada...Era pura pimenta. A danadinha errou e ao invés de avisar, pediu pra levar a água. Combinamos que depois que completassemos 18 anos iriamos para um convento. Imagine! Fui várias vezes passar finais de semana na casa dela. Fomos a zilhões de festas em Uberaba. Ela, muito comunicativa, vaidosa, sempre maquiada e de cabelo arrumado, conhecia Deus e o mundo, dançava como ninguém e adorava festas. Quando se casou fui sua madrinha, e na hora de vir embora, cortou um enorme pedaço do bolo, colocou numa caixa de sapato e me deu para trazer. Comemos bolo quase uma semana e nunca mais comi outro tão gostoso. Meu pai se deliciava com ela. Ele ria de chorar. Ela me escrevia umas cartas (pena que eu não guardei) que faziam a alegria dele. Existiam dois tipos de festas: com ela e sem ela. Ela vinha a todos os eventos da nossa família e divertia todo mundo. Foi minha madrinha de casamento. No meu aniversário, ela telefonava na véspera e dizia. Estou ligando hoje porque quero ser a primeira a lhe cumprimentar. Um dia me ligou e disse: Você está sentada? Então, sente. Ganhei um presente. Qual? Um Câncer de mama. Foi operada. Tirou um quadrante do seio, colocou prótese. Esteve aqui logo depois, numa festa da´nossa família. Alegre, feliz e se dizendo curada. Pouco tempo depois - recidiva. Numa de minhas visitas, o marido dela nos disse que o Câncer havia se generalizado. Na última vez que fui vê-la, levei uma caixa cheia de doces do Vila Verde que ela adorava. Não sei se conseguiu comê-los. Já estava mal. Tinha separado fotos que guardou para mim. Estava se preparando para nos deixar. Até que recebi o telefonema que não queria receber. Ela se fora. Não teve filhos e a sobrinha que esteve com ela nos seus últimos dias disse que ela pediu: Quero morrer de pé. Não me deixe entregar. Se eu não conseguir passar meu batom, passe para mim. Mas não me deixe sem batom.


Clesilda, eu conheci na Faculdade. Fomos colegas no Curso de Pedagogia e do mesmo grupo de trabalho. Quando nos graduamos, fomos dar aulas em Centralina. Trabalhavamos aqui durante a semana, iamos de taxi na sexta feira a tarde,ela e outras professoras voltavam após as aulas e eu ficava para dar aulas no sábado de manhã e voltava de ônibus. Ela era uma pessoa simples na sua Essência. Indignava-se com as injustiças sociais, com as mediocridades e tinha toda a coragem do mundo para assumir e defender suas idéias. Sua casa era a casa dos amigos e de muitas festinhas no tempo da Faculdade. Ela fez meu Chá de Cozinha e foi minha Madrinha de Casamento. Depois que se casou mudou daqui, mas todas as vezes que vinha a Uberlândia passavamos, pelo menos, uma tarde juntas. Retornou para Uberlândia e, nem o passar do tempo conseguiu fazê-la perder a indignação e aquela chama revolucionária que alimentou nossa vida universitária durante a Ditadura. Nossos filhos iam crescendo, estudando na mesma escola, e nossa amizade continuava se fortalecendo. De repente, ela começou a se queixar de um incômodo no abdomen e no primeiro exame, uma laparoscopia, veio o cruel diagnóstico. Câncer. Foi uma luta incansável da família e dos amigos buscando tratamento. Muito hospital, muito remédio, muito sofrimento. Até que, numa tarde na sua casa, ela me disse: Mandaram buscar um remédio (de alguma cidade do Nordeste, não me lembro qual), mas eu não quero mais usar. Eu só uso porque vejo o esforço das pessoas tentando me ajudar. Para que prolongar uma vida sem qualidade como a que estou tendo? Ela cansara de lutar. Estava se entregando. Saí da casa dela quando já estava escurecendo e foi a última vez que a vi.

Olhar Sitiado - Leide Moreira


No dia 28/02/2010 fiz uma postagem sobre o filme " O Escafandro e a Borboleta" e hoje, leio em reportagem da Folha de São Paulo que a advogada e escritora Leide Moreira se comunica e escreve poesias usando os olhos, como fazia o jornalista francês Jean-Dominique Bauby (personagem do filme e autor do livro homônimo) e como faz também Stephen Hawking, físico britânico.

Na foto Leide Moreira e as atrizes Chris Couto e Fernanda D'Umbra, de xadrez - que fizeram leitura de trechos da sua obra - e os filhos Leide Moreira Jacob (37), produtora cultural, e Cesar Sandoval Moreira Jr. (39), psicólogo.(Revista Caras - Edição 787 - Ano 15 - Número 49)

OLHAR SITIADO
Julliane Silveira - Folha de São Paulo - 04/04/2010 - Saúde


"Ao lado dela, há alguém para mexer suas pálpebras para cima e para baixo o tempo todo. A cada 15 minutos, é preciso pingar um colírio para hidratar os olhos de Leide Moreira.
A maior preocupação dos que rodeiam essa advogada e escritora de 62 anos é manter sua vista intacta: seus olhos são seu meio de comunicação, desde que desenvolveu esclerose lateral amiotrófica, há cinco anos.
A doença degenera os neurônios responsáveis pelos movimentos dos músculos, levando-os à paralisia. Hoje, permanecem só os deslocamentos bilaterais dos globos oculares.
Leide leva o olhar para um sinal positivo ou negativo do polegar de seu interlocutor e, assim, expõe sua opinião, orienta funcionárias, escreve poesias. Sua consciência está perfeita.
O primeiro sintoma da doença foi a perda da força da mão direita. Um dia, em novembro de 2004, ela passou a achar mais difícil lavar os cabelos, dar partida no carro, pegar o garfo e abrir a porta de casa. Até então, a rotina era intensa: coordenava o setor jurídico da empresa de marketing cultural da família e corria diariamente.
Três meses depois, havia perdido a mobilidade de todo o braço direito. Um ortopedista indicou um protetor de pescoço, acreditando que poderia ser algum problema de coluna.
Em agosto de 2005, Leide já estava na cadeira de rodas. Amigos indicaram um especialista em doenças neuromusculares e foi feita uma série de investigações. Parentes enviaram o histórico da doença dela a pesquisadores no exterior, em busca de um diagnóstico .
"Foi um desespero total quando soube do que se tratava. Eu sempre cuidei da saúde, ia ao cardiologista, ginecologista todos os anos", diz.
A filha de Leide, que herdou o mesmo nome da mãe, conta que a família entrou na fase do "vale tudo". "Era chazinho, benzedeira, centro espírita... Esse primeiro momento foi muito violento, tivemos de lidar com perdas quase diárias."
Quando a dificuldade para engolir aumentou, Leide passou por uma gastrostomia (comunicação direta do estômago com o exterior). Depois, passou a respirar com a ajuda de aparelhos. Em novembro, teve de se submeter a uma traqueostomia (criação de um orifício artificial na traqueia para facilitar a respiração).
Nessa época, a fala também foi ficando mais difícil. A voz ficou rouca e desapareceu.

Tabela
A comunicação passou a ser feita pelo olhar. Nos primeiros meses, as respostas de Leide se limitavam a sim ou não, indicados pela direção das íris. Após pesquisas, os filhos descobriram a tabela desenvolvida para portadores da doença, formada por seis colunas, em que as letras do alfabeto e as palavras mais usadas em seu dia a dia (como dormir, silêncio e frio) são dispostas em 13 linhas.
Letra por letra, Leide forma palavras e frases. A confirmação vem de perguntas de quem porta a tabela. "Na primeira coluna?" "Quarta linha?" Dois olhares para o polegar que faz sinal de positivo indicam que a palavra começa com s.
"Quando rolou a primeira palavra, foi ótimo. Imagina ficar no sim ou não até acertar a pergunta do que ela está querendo?", diz a filha.
Os cuidados mais minuciosos com a visão só foram estabelecidos no final de 2007, quando Leide sofreu uma úlcera em um dos olhos, ressecados por ficarem abertos muito tempo. "Depois disso, a visão se tornou prioridade", conta.
Com a tabela, Leide passou a escrever poesias. Sessenta delas foram compiladas no livro "Poesias Para me Sentir Viva", publicado em 2008 em edição bilíngue, feita com patrocínios. "Aceitei a doença, mas sofro todos os dias. Hoje sou completamente dependente e aprendi a ter paciência. Não tenho privacidade", analisa.
As responsáveis por transcrever os textos são quatro cuidadoras contratadas, que se revezam 24 horas. Também leem para ela o jornal diário e livros. A primeira poesia, no entanto, foi transcrita pela filha:

"Minha vida vai se esvaindo
não sei se vou chorando ou sorrindo
sorrindo pondo fim a uma agonia que não aguento mais
chorando por deixar para trás pessoas que amo demais."

As funcionárias também "ouvem" broncas quando o trabalho não é feito corretamente. "Tem dia em que a tabela ferve", brinca a filha. Leide não gosta de conversas fúteis entre as cuidadoras.
São elas que também dão o apoio necessário para Leide sair de casa, o que ocorreu quatro vezes desde que surgiu a doença. A primeira foi para lançar o livro, três outras para assistir a shows de Ney Matogrosso e Maria Bethânia.
A operação é complexa, claro: ela vai de ambulância, precisa de autorização médica e de espaço extra para acomodar os aparelhos de respiração.
Entre os novos projetos de Leide, está outro livro de poesias e um documentário sobre sua vida, com lançamento previsto até o final desde ano, produzido pelos filhos.
Todo dia, faz exercícios com fisioterapeuta e fonoaudiólogo. Às 17h, circula pelo apartamento na cadeira de rodas. No resto do tempo, fica na cama. Essa rotina virou poema:

"Num quarto de apartamento
sitiada por fora e por dentro
meu mundo é um vai e vem
das coisas que o quarto contém".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

18/12/2009 - Fonte da Juventude não existe!

No último dia 3 Leila Lopes (atriz) foi encontrada morta. Ela dizia ter pouco mais de 40 anos, e após sua morte foi divulgado que ela tinha 50 anos. Veja um trecho da carta que ela deixou, e depois leia o texto de Wilson Jacob Filho publicado hoje no "Equilíbrio" Folha de São Paulo.
"Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não agüento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui.” (Leila Lopes) http://www.vcfaz.net/viewtopic.php?p=922418



Isenção

Wilson Jacob Filho

QUEM UTILIZA OU PRECONIZA TRATAMENTOS ANTIENVELHECIMENTO ESTÁ MAL INFORMADO OU MAL-INTENCIONADO



A cada dia surgem maiores e melhores oportunidades para incluir as questões relacionadas à saúde no avançar da vida na pauta de discussões.
O tema tem se tornado progressivamente cada vez mais abrangente e interessante.
De uma sessão em que se avalia uma tese de pós-graduação a um papo informal com amigos, sempre há espaço para a discussão sobre os fatores que propiciam o envelhecimento saudável ou, visto por outro ponto de vista, aqueles que podem prejudicá-lo, tornando essa fase da vida erroneamente temida ou indesejada.
Não vou me repetir denunciando, uma vez mais, a inexistência da fonte da juventude, mesmo nas suas atuais tentativas eufemísticas de apresentação. Ressalto, porém, um conceito que expressei neste espaço tempos atrás e que repito com frequência: quem utiliza ou preconiza tratamentos antienvelhecimento está mal informado ou mal-intencionado.
A importância desse assunto requer plena responsabilidade de quem emite suas opiniões e de quem tem o poder de divulgá-las amplamente. Para tal, é fundamental que o conhecimento explicitado esteja sempre baseado em evidências científicas e que os responsáveis pela divulgação sejam isentos de interesse nesses temas.
Curiosamente, não são os idosos quem mais se interessa por tratamentos miraculosos.
Em geral, quem manifesta maior desejo por conhecer e experimentar essas poções são adultos na quinta ou na sexta década de vida, em pleno vigor físico e mental, que temem perder essa condição caso algo mirabolante não seja feito.
Isso fica ainda mais explícito quando assistimos a entrevistas recheadas de dados sem fundamentação científica e conduzidas por quem está mais interessado em resolver questões pessoais do que em criticar a veracidade das informações.
O que vemos, numa situação como essa, é que a esperada imparcialidade de quem questiona vai sendo substituída pela vulnerabilidade de um cliente, ávido pela solução para um problema particular: como evitar o envelhecimento?
Sinceramente, não me preocupo especificamente com essas pessoas, pois têm saúde e condição financeira para, caso desejem, submeter-se a tratamentos onerosos e empíricos, mas sim com todos aqueles que lhes conferem notoriedade e, por isso, as identificam como referência de comportamento.
Esses, a partir deste aval, passam a acreditar de forma passional naquilo que deveria ter como único norteador critérios da mais explícita racionalidade.
Alerto, pois, a todos aqueles que são elos poderosos da cadeia de geração ou divulgação de informações e conceitos relacionados ao envelhecimento saudável, de que é absolutamente necessário que sejam isentos de interesses pessoais ou comerciais, para que chegue ao público de forma clara e objetiva, permitindo que cada um tome as suas decisões de forma responsável, baseado nos conhecimentos científicos atuais e livre dos possíveis interesses que possam desvirtuá-los.




WILSON JACOB FILHO é professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas (SP)
wiljac@usp.br