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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As Estrelas na Festa do Oscar

A premiação aconteceu sem surpresas. Já estava previsto e foi justa, exceto para “Lixo Extraordinário” que ficou de fora.

Oscar 2011 - 34 (Grosby Group)

Os vencedores do Oscar Christian Bale, Natalie Portman, Melissa Leo e Colin Firth

Oscar 2011 - 20 (Reprodução Just Jared)

Gwyneth Paltrow. O vestido mais bonito da noite, criação de um brasileiro, estilista da Calvin Klein. A chapinha no cabelo destoou.

Oscar 2011 - 18 (Grosby Group)

Scarlett Johansson é um escândalo de tão linda.

Oscar 2011 - 19 (Grosby Group)

Cate Blanchet. Vestido polêmico. Alguns amaram, outros detestaram.

Oscar 2011 - 23 (Grosby Group)

Penelope Cruz  e seu marido, Javier Bardem. Fora do peso.

Oscar 2011 - 26 (Grosby Group)

Camila Alves, brasileira casada com o ator Mathew McConaughey. Eles moram em um trailer. Uau!

Oscar 2011 - 6 (Grosby Group)

Anne Hathaway apresentou o Oscar 2011 ao lado de James Franco e trocou de roupa várias vezes. Um show.

Fonte: OscarAnne

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Cisne Negro–Crítica 3

JOÃO PEREIRA COUTINHO

A arte da masturbação

 


SEJAMOS HONESTOS: o filme "Cisne Negro" promete ser revolucionário. Não na história do cinema. Mas no ensino da dança. A partir de agora, os cursos de dança terão de reformular os seus currículos. Sim, "Improvisação", "Estudos de Movimento" ou "Estudos de Repertório" continuarão a ser importantes.
Mas, na douta filosofia de Darren Aronofsky, diretor do filme, é preciso incluir novas classes. Como "Técnicas de Masturbação", por exemplo. Ou, então, "Dildos e Opiáceos", provavelmente para que os finalistas possam entrar na vida profissional em estado de transe.
Esse, pelo menos, é o entendimento de Thomas (Vincent Cassel), o coreógrafo da companhia de bailado onde Nina (Natalie Portman) vai estrelar uma nova produção do "Lago dos Cisnes".
Mas Nina tem um gravíssimo problema: nunca transou. Tecnicamente, é perfeita; mas o fato de ainda ter o hímen intacto a impede de protagonizar o "cisne negro" com a intensidade perversa que o papel exige.
Felizmente, Thomas tem uma ideia. Não, como seria de esperar, ele mesmo ser voluntário para aliviar Nina da sua trágica deficiência, uma proposta perfeitamente compreensível: quem, em juízo perfeito, nunca teve pensamentos impuros com Natalie Portman, a encarnação terrena mais próxima de um anjo? Não atiro a primeira pedra.
Mas Thomas não tem pensamentos desses; o seu amor à arte suplanta o amor a Nina. E a arte merece que Nina vá para casa e experimente tocar-se no conforto dos lençóis (cor-de-rosa). Em cinema, já assisti a tudo. Até aos filmes de Manoel de Oliveira. Mas a sequência em que Nina se masturba é tão esteticamente grotesca que seria aconselhável distribuir sacos de enjoo nas salas.
Como é evidente, Nina não acaba bem: sexualmente reprimida e com a sanidade se desfazendo, ela não aguentará a competição direta de uma rival, Lily (Mila Kunis). Lily dança bem. Mas, ao contrário de Nina, oferece o serviço completo.
Quando saímos da sala, choramos pelo destino de Nina. E pensamos: "Coitada. Se ela ao menos tivesse transado...".
Eis, em resumo, o filme de Aronofsky, um diretor que, antes de "Cisne Negro", tinha assinado um filme estimável sobre luta livre. Um tema que estava mais ao nível da sua mentalidade.
Acontece que os seres humanos raramente aceitam suas limitações e desejam voar mais alto. Aronofsky tenta. Nunca chega a decolar.
Porque Aronofsky acredita que a "loucura da arte", na feliz sentença de Henry James, pode ser resumida ao clichê expressão/repressão, que domina grande parte das discussões analfabetas do nosso tempo.
Herdeiros de uma sensibilidade romântica abastardada, acreditamos que a arte deve ser "autêntica", e que a "autenticidade" consiste em abrir as comportas da alma, despejar os nossos "sentimentos" e "emoções" na via pública e, por via dessa catarse, nos libertarmos das nossas neuroses pessoais.
Segundo essa doutrina, a arte não é arte, é terapia. Um romance não é um romance, é uma sessão de psicanálise por escrito. E o artista não é um artista, é como um doente mental que vive no asilo psiquiátrico e que pinta, ou escreve, por motivos estritamente terapêuticos, antes da medicação noturna. Visitar grande parte dos nossos museus, dos nossos palcos ou das nossas estantes é tropeçar continuamente nessas alegres pornopopeias.
Tragicamente, Aronofsky e companhia ignoram que a arte não é questão de expressão ou repressão, mas de disciplina e sublimação.
Para retomar as palavras de T.S. Eliot, a criação artística é um exercício de autossacrifício em que, para expressar uma personalidade, é necessário primeiro extinguir a personalidade. E encarar o processo criativo como o momento sacramental em que elevamos o que somos, o que não somos e o que gostaríamos de ter sido a um patamar sublime.
Se a sensibilidade de Aronofsky não estivesse tão próxima de um neandertal, ele teria percebido que, no caso de Nina, era precisamente a sua complexidade feita de repressão e temor, mas também de graciosidade e sede de perfeição, que faria dela uma incomparável artista.
Ao confundir a natureza da arte com a arte da masturbação, tudo que resta de "Cisne Negro" é um ecrã viscoso e sujo. Como um lençol de adolescente.

Folha de S. Paulo – Ilustrada 22/02/2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei

Com chances de levar a Estatueta em alguma categoria, este filme conta uma história bem contemporânea. 

É a história do rei George VI, pai da atual rainha da Inglaterra, Elizabeth II. Após ver seu irmão Edward (Guy Pearce) abdicar o trono inglês, o jovem George (Colin Firth) se vê obrigado a assumir a coroa. Dono de uma gagueira que lhe deixa em maus bocados com os súditos, o rei busca a ajuda do “terapeuta da fala” Lionel Logue (Geoffrey Rush). Em meio a tudo isso, precisa juntar forças para comandar o país na Segunda Guerra Mundial.

O ator Colin Firth faz representação respeitosa e verdadeira da delicada gagueira do George VI. Igualmente, mas sem tanta responsabilidade ante a realeza, temos uma grande interpretação do especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush).

O ponto alto do filme é realmente é o discurso final com o Alegretto da 7º (sétima) Sinfonia de Beethoven como musica de fundo.

Fonte:Discurso do Rei

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Morte do Cisne

Em tempos de Oscar e a possibilidade de Cisne Negro levar alguns prêmios, veja este vídeo.



O novo sucesso do YouTube se chama John Lennon da Silva, tem 20 anos e mora no Jardim Vila Carrão, zona leste de São Paulo. Bailarino autodidata, é louco por música clássica e street dance.
Ele juntou as duas coisas e se deu bem. Em um vídeo feito em janeiro, que já tem mais de 30 mil exibições e vem sendo replicado pelas redes sociais, Lennon mostra sua releitura street dance do solo clássico "A Morte do Cisne", no programa de calouros "Se Ela Dança Eu Danço" (SBT). Sua performance fez chorar um dos jurados, o diretor de dança João Wlamir.
"Ele conseguiu uma coisa que tem gente que talvez passe uma vida perseguindo: uma linguagem própria, com qualidade técnica e artística", define outro jurado, Jarbas Homem de Mello, bailarino e coreógrafo.
Lennon, batizado em homenagem ao ídolo da mãe, sempre mostrou apetite por arte. Desde criança gostava de desenhar, ouvir música e escrever poesias.
A dança só ganhou lugar na sua concorrida lista de hobbies há quatro anos, quando passou a se reunir com amigos na rua para ensaiar hip-hop. Aprendeu vendo vídeos de gente como o dançarino francês Salah Benlemqawanssa. "A gente pegava as bases, alguns passos e mudava, criando nossas próprias coreografias."
Há um ano, Lennon formou o grupo Amazing Break com outros quatro colegas.
Ingressaram em um projeto de dança do CEU São Rafael. Foi lá que conheceu o coreógrafo e bailarino Luiz Ferron E foi Ferron quem o apresentou à música que iria torná-lo conhecido.
"Ele me deu um vídeo da Anna Pavlova [bailarina russa] dançando "A Morte do Cisne" e falou: "Pira na trilha, não pira na mulher". Vi aqueles movimentos, comecei a treinar e deu certo." Lennon criou sozinho a coreografia. Agora, o garoto que estudou até o ensino médio se divide entre o trabalho de cravar pedras em joias e os ensaios, aos finais de semana.
Devido ao sucesso, sua próxima apresentação no "Se Ela Dança Eu Danço" deve ocorrer apenas em abril, quando pretende surpreender os jurados com uma releitura street dance de tango.
Seu objetivo? Vencer o programa, embolsar R$ 200 mil para ajudar a família e realizar o sonho de seguir dançando.
FOLHA.com

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cisne Negro–Filme

Sempre digo que gosto de filme “mela, mela” leve, romântico, para divertir. Apesar de reconhecer a genialidade do desempenho da atriz, da trama bem amarrrada, não gostei do filme Cisne Negro. Conversei com pessoas que adoraram, e com algumas que não gostaram. A Raquel me enviou esta crítica que achei interessante publicar. Veja aí e dê sua opinião.

Um encontro com a própria sombra

(Clarissa De Franco)

ImageProxy

“Cisne Negro é uma das obras sensíveis, delicadas e irretocáveis, que aparecem de vez em quando para nos lembrar de quão mágico o cinema pode ser em sua magnitude mais perfeita. Perfeição, aliás, é um dos temas centrais nos quais estão mergulhados a complexa protagonista Nina (Natalie Portman), sua dúbia mãe (Barbara Hershey), o ávido diretor de espetáculo Thomas (Vicent Cassel), a interessante antagonista Lily (Mila Kunis) e a ácida e amarga Beth (Winona Ryder).

A busca por perfeição no corpo, no balé, na sexualidade, no reconhecimento de seu trabalho e de sua marca faz com que Nina aprisione-se em um mundo doente, de sofrimento, onde sintomas psicóticos envolvendo indícios de transtorno alimentar, autoflagelação, e alucinações a atormentam, desafiando seus objetivos altos de se tornar a "Rainha do Cisne".

Nina (que nos lembra menina e no filme é acompanhada do jargão de "doce menina", ou "menina meiga") tem a rigidez necessária para tentar conter esses conteúdos assustadores de seu inconsciente. Por isso, apresenta-se como frígida, dura, incapaz de sentir. Mas a história evoca-lhe a coragem de enfrentar suas sombras, tarefa para a qual, em princípio, ela parece não possuir maturidade.

A história coloca lado a lado seu maior sonho e seu maior desafio: para obter o papel principal no famoso espetáculo O Lago dos Cisnes, e de quebra, além de obter reconhecimento por seu duro trabalho, conseguir a admiração definitiva de seu diretor, Nina teria que enxergar seus monstros e entender que perfeição vai além da brilhante execução técnica. Perfeição, diz o enredo, relaciona-se com viver algo com alma, deixar-se tomar pela experiência, ser arrebatado sem chance de reflexão, crítica. Sentir, viver com verdade e intensidade. A perfeição de um espetáculo deve aliar a técnica à paixão, a qual torna real o que seria apenas um personagem.

Encontro com o desconhecido

A menina Nina, envolta em bichos de pelúcia, caixinhas de música, cuidados invasivos da mãe, precisa deixar escapar o controle, perder-se em seu labirinto de emoções assustadoras para ver-se Negra, como o Cisne que não sabia interpretar, para então tornar-se mulher, com verdade, coragem, marcas, que afinal, fazem parte das histórias de todos nós, não é? Esse profundo processo fala de um encontro com a sombra, com tudo aquilo que se nega e desconhece em si.

No caso da protagonista, a sombra contém conteúdos projetados de sua mãe, que também quis ser bailarina quando jovem, mas desistiu do sonho para cuidar da filha. É como se Nina carregasse esse fracasso da mãe, que de certa forma a aprisiona em um mundo infantilizado e sob aparente controle. Entretanto, vê-se claramente o amor da mãe pela filha, mas esse amor é manifesto sob o crivo da doença, da loucura na qual ambas estão mergulhadas.

A mãe é a única que conhece alguns de seus segredos, como o fato de machucar a si mesma, de ferir sua pele. E o segredo entre as duas acaba tornando-se um elemento de manipulação da mãe, que evita que Nina cresça com a justificativa inconsciente de que sozinha ela não dá conta da pressão do mundo.

Ao se ferir, a garota encontra um meio de entrar em contato com seu próprio corpo, pois não consegue fazê-lo de outro modo. Tentou algumas vezes se tocar, entretanto era sempre interrompida tragicamente por uma interferência de seus pensamentos doentes ou pela figura de sua mãe repressora. Essas interferências ocorriam sempre que Nina tentava se soltar, fazer algo fora de seus padrões rígidos. São defesas, que tentam protegê-la do "ataque" do inconsciente.

O sangue, como elemento simbólico da vida e da morte, faz-se presente durante toda a narrativa, mostrando que se trata de um contato entre esses dois universos. O antagonismo entre o Cisne Branco e o Negro são facetas desse desafio de manter-se vivo, consciente dos limites do corpo.

Como se vê, o filme é altamente psicológico e apresenta o universo feminino em suas várias facetas. A "doce menina" frágil, medrosa, acuada diante das possibilidades do mundo, encontra a competitividade feroz e a necessidade de usar armas quando nem queria brigar. As bailarinas, a dança, a mãe, a opositora, a decadente substituída... Estamos falando de mulheres e de seu universo de inveja, obsessão, transtorno alimentar e de imagem, sedução... Um universo complexo cheio de labirintos.

Uma personagem que merece destaque é Lily, a suposta opositora de Nina, com quem disputa o papel principal. Suposta, pois no balanço dos fatos, Lily acaba tendo um papel altamente positivo do ponto de vista psicológico para Nina, pois faz com que ela entre em contato com aspectos muito mal elaborados de sua sexualidade, liberando seus instintos primitivos, como raiva, inveja, tesão, e até mesmo a vontade de matar.

Numa das cenas decisivas há um ferimento com um pedaço de espelho - aquele que reflete, que nos mostra quem somos e simboliza a coragem de assumir sua sombra, ir para a guerra com a força de quem faz o que for preciso para obter a vitória. É quando Nina encarna o lado negro de sua história e não mais vai para o palco representar o Cisne Negro. Ela vai ao palco SER o Cisne Negro. E sai, obviamente, ovacionada, pois finalmente entendeu e atingiu a perfeição. Realidade e loucura puderam, por segundos, se encontrar mais harmonicamente.

Palmas ao diretor Darren Aronofsky. Palmas à Natalie Portman, palmas a todo o elenco. Você, que ainda não viu, corra ao cinema, vestindo-se de coragem.”

Sobre o autor:

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Psicóloga, astróloga. Atua com pessoas em processo de luto, depressão e ansiedade. É professora universitária e possui artigos e livros publicados.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

72 Horas - Filme

Vá assistir. É muito bom!

Sinopse
John Brennan (Russell Crowe) é um professor universitário que leva uma vida perfeita, até sua esposa Lara (Elizabeth Banks) ser acusada de ter cometido um crime brutal. Ela jura que não é a autora do crime. Após três anos de recursos judiciais sem sucesso, John percebe que o único meio de ter sua esposa de volta será tirando-a da prisão. Ele tem apenas 72 horas para executar o plano.




"A princípio temos a impressão de que o filme funciona como um guia do criminoso iniciante, até por mostrar algumas técnicas aprendidas na internet, mas a intenção é apenas contar a saga daquilo que um homem comum é capaz de fazer por sua família. Neste sentido, é curioso notar o quanto a discussão se a mulher é ou não inocente fica em segundo plano."

Pelas evidências das provas, todos duvidam da inocência dela, (até nós) menos o marido que, sem meios de provar essa inocência, decide retirá-la da prisão a qualquer custo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lixo Extraordinário

 

Vencedor de prêmios de público nos festivais de Sundance e Berlim em 2010, o filme foi dirigido por João Jardim, Lucy Walker e Karen Harley.
Gravada ao longo de três anos, sua trama acompanha um projeto social do artista plástico brasileiro Vik Muniz com catadores do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ) - considerado o maior da América Latina e cenário de outro documentário premiado, "Estamira" (2004), de Marcos Prado.

Muniz chegara ao aterro --que recebe todo o lixo descartado na cidade do Rio de Janeiro-- com um objetivo triplo: montar uma série de quadros a partir dos dejetos, colocar os catadores para trabalhar no feitio dos quadros e, jogada de mestre, filmar tudo, para o documentário "Lixo Extraordinário",

Vik Muniz, paulista, vive em Nova Iorque e é o artista contemporâneo mais caro do momento.

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A Academia de Hollywood anunciou na terça-feira (25) a lista dos indicados ao Oscar 2011. A produção britânica O Discurso do Rei lidera com 12 indicações. Bravura Indômita tem dez indicações, A Rede Social e A Origem têm oito indicações. Vencedor está na disputa em sete categorias.

A coprodução brasileira "Lixo extraordinário" vai representar o Brasil. Ele foi selecionado para concorrer na categoria documentário.

A 83ª edição do Oscar terá como apresentadores James Franco ("Segurando as Pontas") e Anne Hathaway ("Diabo Veste Prada"). O prêmio acontece no dia 27 de fevereiro.

LIXO-E~1

Catador Sebastião Carlos dos Santos posa como Marat para o artista plástico Vik Muniz.

Vik viu um catador carregando uma banheira, teve um estalo e disse, na hora: 'Vamos fazer o Tião de Marat? Ele morreu no banho'." Após ouvir que Jean-Paul Marat (1743-1793) havia sido um dos líderes da Revolução Francesa, Tião sentenciou: "Combina comigo".

O quadro foi vendido em 2009, num leilão da Phillips de Pury, em Londres, por 28 mil libras (R$ 74 mil). O dinheiro foi revertido para a Associação. Tião diz que, mais do que o dinheiro, o retorno profissional foi positivo. "Hoje vou receber a visita de 21 alunos de uma universidade de Nova York que viram o documentário. Daqui a três dias, tenho um encontro no BNDES, para falar sobre o futuro do aterro, que deve ser desativado em 2012."

Conta que a amizade com Vik Muniz permanece: "Outro dia a gente se encontrou, no aniversário da filha dele. Às vezes, fico pensando quando vai dar meia-noite, e a carruagem vai voltar a ser abóbora. Mas não dá. Já faz três anos que esse meu conto de fadas não termina".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/860921-catador-alcanca-fama-apos-conhecer-vik-muniz-em-trabalho-que-virou-filme.shtml

Vik disse que pretende levar Tião à entrega do Oscar e se o documentário vencer, Tião irá receber a estatueta.

 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quando um Homem ama uma Mulher

Esse é mais um dos filmes adoráveis que assistimos e não conseguimos esquecer.
Alice Green (Meg Ryan), a mulher de Michael Green (Andy Garcia), um piloto de avião, torna-se uma alcoólatra que necessita ser internada para tratamento.É a história de uma ardente paixão e do infindável poder do amor!


sábado, 9 de outubro de 2010

"Eu Matei Minha Mãe" - CONTARDO CALLIGARIS

CONTARDO CALLIGARIS
"Eu Matei Minha Mãe"


Nos filhos, a vontade de ser autônomo, livre e rebelde convive com a de ser cuidado, amparado


AOS 17 anos, Xavier Dolan, canadense, escreveu o roteiro de "Eu Matei Minha Mãe". Logo, ele produziu, dirigiu e protagonizou o filme.
Apesar do sucesso em Cannes em 2009 (três prêmios na Quinzena de Realizadores) e na Mostra de Internacional de Cinema de São Paulo, "Eu Matei Minha Mãe" acaba de estrear em poucas salas e capitais.
Adolescentes e pais, apressem-se e não percam sob nenhum pretexto. Os pais mais corajosos deveriam assistir ao filme com os filhos, a experiência valerá algumas sessões de terapia de família e talvez resolverá conflitos cruentos e incompreensíveis numa saudável hilaridade coletiva.
O filme é prodigioso: não me lembro de ter lido ou visto um relato tão terno e, ao mesmo tempo, cruel (ou seja, tão autêntico) da mistura explosiva de amor-paixão e ódio letal entre um filho e sua mãe.
1) Hubert, o protagonista, filho de pais separados, vive com a mãe, enquanto o pai é pior que ausente: ele só aparece na hora de "disciplinar" o garoto. Mas que ninguém se sirva disso como pretexto para tirar o corpo fora: se Hubert vivesse com o pai, sua relação com o genitor seria tão ambivalente quanto o é com a mãe. Mesma coisa se os pais de Hubert não estivessem separados: a funcionalidade de uma família controla e esconde, mas não suprime a virulência dos afetos em jogo.
2) Alguns pais e adolescentes se reconhecerão no filme. Ótimo: eles se sentirão menos sozinhos. Com frequência, encontro uma espécie de vergonha da violência das emoções familiares e da incompreensão entre pais e filhos; muitos fazem de conta, encenam uma família leve e jocosa como uma propaganda de margarina e sofrem em silêncio, convencidos de que seu caso é extremo, patológico, se não único. Pois bem, não é só que as famílias margarina sejam chatas (isso, Tolstói já dizia), é que elas não existem.
3) Os pais e adolescentes que se reconhecerão na história de Hubert não precisam se desesperar. Lembrem-se: o filme é, em grande parte, autobiográfico, ou seja, aquela relação horrorosa entre mãe e filho não impediu que vingasse um jovem como Dolan, que tem sensibilidade e inteligência emocional para vender. Quanto à mãe de Dolan, aposto que, agora, com o filho ocupado em fazer filmes, ela deve estar namorando feliz e comprando casaquinhos, liquidações afora.
4) Alguns dirão: "Nossa família não tem nada a ver com isso, a gente se ama e se respeita, tranquilamente". Outros acrescentarão: "Nunca fui tão desrespeitoso com meus pais, nem em pensamento". Acredito. Mas repare que, em geral, as paixões parricidas da pré-adolescência e da adolescência são esquecidas na idade adulta. O filme de Dolan foi possível, justamente, porque foi escrito e filmado com Dolan ainda adolescente, antes da amnésia adulta.
5) A grande maioria dos adolescentes sente asco do corpo dos pais, acha nojento os pais comendo, bebendo, dormindo, beijando-se, respirando etc. Esse desgosto é bem-vindo: serve para encorajar o adolescente a procurar alhures seus objetos de desejo.
6) Nos pais, a vontade de criar filhos quase sempre convive com a vontade de continuar "aproveitando a vida" (como se criar filhos não fosse um jeito extraordinário de aproveitar a vida). Há pais que deveriam ouvir o que eles mesmos dizem quando um filho lhes pede um cachorro: "Você quer um bichinho que abane o rabo quando você entra em casa, mas você vai ter que levá-lo para fazer xixi, educá-lo, dar-lhe comida a cada dia". Uma menina, que acaba de ganhar um filhote muito desejado, pergunta-me: "Por que ele foge se estiver sem coleira? O que é, ele não gosta de mim?".
7) No filho, a vontade de ser autônomo, livre e rebelde convive com a de ser cuidado, guiado, amparado.
8) Também no filho, a admiração pelos pais nunca dispensa a sensação de que a vida deles é inautêntica, feia, fracassada -kitsch como um abajur de oncinha comparado a uma pintura de Jackson Pollock.
9) Talvez Hubert não fosse feito para ser filho; quase ninguém é.
10) Talvez a mãe de Hubert não fosse feita para ser mãe; quase ninguém é. Ela pode se perguntar, aliás, se não teria sido melhor não ter aquele filho. Na saída do cinema, por um instante, podemos pensar que sim, certamente, para a vida dela, teria sido melhor.
Mas será que teria sido mesmo?
ccalligari@uol.com.br

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0710201024.htm


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Casamento do Meu Melhor Amigo

Acho que todo mundo já assistiu a este filme, no mínimo, umas dez vezes. Ele é exibido práticamente toda semana nos canais a cabo. Mas é impossível não reconhecer que é bom demais. Tem cenas e músicas inesquecíveis.



A cena em que Julianne oferece a música “The way you look tonight” como presente de casamento é ótima. Os vídeos do filme que encontrei estão com o áudio bem fraquinho, então optei pelo vídeo do Rod porque a música é muito, muito linda“Forever, and ever, you'll stay in my heart, and I'll love you
Forever, and ever, we never will part, oh I love you
Together, forever, that's how it should be
Living without you
Would only mean heartbreak for me...”



Esse final do filme é prá enrolar, levar prá casa e guardar prá sempre. Quem não gostaria de ter um amigo igual ao George? Será que ele é tão legal porque é gay?

E a música? Vamos cantar de novo? “Forever, and ever……

Fontes: http://www.vagalume.com.br/temas-de-filmes/ill-say-a-little-prayer-o-casamento-do-meu-melhor-amigo.html#ixzz11AKQMWpM

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Dança e o Cinema

Amei e compartilho este vídeo de clipes de dança de filmes, que a Ivany me enviou.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

35 filmes em 2 minutos

A Natália me enviou, gostei e repasso.

Do alemão Pascal Monaco e outros

“Nós escolhemos 35 dos nossos filmes favoritos e tentamos simplificar o procedimento , tanto quanto possível. O resultado é uma viagem de dois minutos ao longo da história do cinema. Dê uma olhada e diga-nos se você tiver reconhecido a todos!”
Conceito de Layout / : Biermann Sarah, Strer Torsten Meyer Felix , Pascal Monaco
Animação: Meyer Felix , Pascal Monaco
Som: Strer Torsten

quinta-feira, 15 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Lendas da Paixão – grande filme

“Na primeira década do século XX, o Coronel Ludlow (Anthony Hopkins) vive retirado em sua propriedade nas montanhas com os filhos Alfred (Aidan Quinn) e Tristan (Aidan Quinn), e alguns empregados, entre os quais o índio One Stab. Apesar de cansado da corrupção da vida citadina e dos conflitos com a mulher, Ludlow considera-se um homem feliz. Seu filho mais novo, Samuel (Henry Thomas), ao terminar os seus estudos, chega à propriedade acompanhado de sua noiva, Susannah (Julia Ormond),

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Samuel manifesta sua vontade de se alistar nas Forças Armadas inglesas a fim de lutar na 1ª Guerra Mundial, o que faz contra a vontade do pai e dos irmãos. Por outro lado, surge uma incontrolável atração entre Tristan e a bela Susannah.

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Os três irmãos acabam se alistando e indo para a guerra. Tristan, protegendo noite e dia o irmão mais novo, sofre um trauma irreversível com a dramática morte de Samuel. Ao regressar à propriedade, Alfred confessa à Susannah o seu amor por ela.

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Tristan, por sua vez, envolve-se com Susannah e tem que enfrentar a mágoa de Alfred, que o culpa também pela morte de Samuel. As tensões entre eles assumem contornos dramáticos que mudarão as vidas de todos.”

Fonte: http://www.65anosdecinema.pro.br/1361-LENDAS_DA_PAIXAO_(1994)

domingo, 4 de julho de 2010

O Paciente Inglês - a melhor cena


A melhor e mais bela cena do filme "O Paciente Inglês" que nem foi um filme assim tão bom, é a cena em que Hana (Juliette Binoche), apaixonada por um dos especialistas em bombas, o tenente indiano Kip Singh(Naveen Andrews), é atraída para um encontro com ele, por tochas acesas colocadas no chão, formando um caminho. Após se encontrarem , Kip a leva até uma Igreja e com o auxílio de uma corda, levanta Hana que ilumina os afrescos na parede. Inesquecível.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Coisas que eu Amo - Suplício de Uma Saudade


Na última quarta feira, Raquel lembrou e comentou sobre o filme "Suplício de uma Saudade" e comentou como, coincidentemente, gostamos das mesmas coisas.

Este filme eternizou a música "Love is a many-splendored thing."

Baseado nas memórias da Dra. Han Suyin, "Suplício de Uma Saudade" é um maravilhoso filme. O filme, além de apresentar o caso de amor entre a médica eurasiana e o jornalista inglês, toca em assuntos como a Guerra da Coréia, o comunismo e as relações raciais.

No elenco, os destaques são as atuações de William Holden e, principalmente, da bela Jennifer Jones.

"Na Hong Kong de 1949, a Dra. Han Suyin, uma médica eurasiana, trabalha num Hospital e conhece o correspondente de um jornal inglês, Mark Elliott. Embora ele seja um homem separado, os dois se sentem mutuamente atraídos, iniciando um tórrido 'affair'. A princípio, as coisas vão bem mas a ex-mulher de Elliott se recusa a conceder-lhe o divórcio.

Han Suyin começa a ser pressionada por sua família a voltar para a China. O casal persiste em sua relação a despeito de todos os problemas que enfrentam. De repente, ele é designado, pelo seu Jornal, para cobrir a Guerra da Coréia. Suyin mantém seu amor por ele e, pacientemente, aguarda seu regresso.


No vídeo abaixo, a cena em que ele comunica que vai viajar para a Coréia.





Este outro vídeo retrata a cena em que ela recebe a notícia de morte de Mark






segunda-feira, 14 de junho de 2010

Coisas que eu amo - Perfume de Mulher

O filme "Perfume de Mulher" é daqueles que chamamos de imperdível. A cena abaixo mostra Al Pacino e Gabrielle Anwar dançando o tango "Por una cabeza" de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera.







Quando Al Pacino convida Gabrielle para dançar, ela diz:
Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos...
Ele responde:
"Mas em um momento se vive uma vida"
Ela se mostra hesitante.... Al Pacino diz:
“Não se preocupe, o tango não é como a vida; você pode errar e continuar dançando.”

Pode ser piegas e falso, mas é lindo isso.

Repare na expressão de encantamento de Chris O’Donnell. Lindo isso também! Adoro esse filme.

domingo, 6 de junho de 2010

Coisas que eu Amo - Gilda


Dizem que este foi o striptease (da luva) mais sensual do cinema. Um Glenn Ford meio canastrão, mas este filme também faz parte das coisas que eu amo.

Passei a vida sonhando com este visual de Rita Hayworth. Ela fez este filme no ano em que nasci, mas eu poderia ter usado esta roupa aos 20, 30, 40, 50 anos....passou da hora. Vai ficar só na vontade. Imaginava aquele cabelo num tom meio ruivo e o vestido vermelho, porque não?