domingo, 13 de junho de 2010

Aniversário da Terezinha – 07 de junho

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Terezinha é minha irmã. De uma família de 6 filhos, 4 são homens e 2 são mulheres - ela e eu. É quase irmã gêmea . Um ano e 5 meses separa o nascimento dela do meu. Talvez por isso ela não tenha desenvolvido aquele sentimento que toma conta do irmão mais velho em relação ao irmão mais novo: o ciúme. Mas eu tinha muito ciúme. De tudo: dela, das amigas, dos meus pais. Por conta disso aprontei poucas e boas. Num aniversário dela, talvez 5 anos, ganhou uma cédula de 1 cruzeiro (acho) tinindo de novinha. Terezinha, toda feliz, colocou seu rico dinheirinho sobre a cama junto com outros presentes. Eu fui lá, rasguei a nota no meio e coloquei a metade na minha cama. Dá prá imaginar a choradeira?

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De outra vez, ameaçava cair uma forte chuva e uma senhora bem idosa D.Luzia, que estava na minha casa, resolveu ir embora antes que a chuva caísse. Minha mãe ordenou que Terezinha e Isabel, nossa irmã do coração, acompanhassem D. Luzia ate à casa dela. Eu também quis ir. Como era a mais nova, recebi um não. Eu não me conformei, é claro. Quando tomaram uma certa distância, saí correndo sem que minha mãe visse, alcancei-as e disse: "Minha mãe mandou vocês duas voltarem porque vai chover." Obedientes, deixaram que D.Luzia seguisse sozinha e voltaram pra casa. Minha mãe, sem entender, perguntou porque haviam deixado D.Luzia ir só. Quando elas disseram que eu era a responsável, levei um merecido corretivo. (Esta é uma das historinhas que conto para minhas netas e como criança gosta que a gente repita as histórias, Ana Lia diz: "Vovó, conta aquela história em que você quase matou a velhinha.")

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Tinhamos uma vizinha conhecida como "Maria do João Leme" que tinha um incrível talento para contar histórias. Mas eram histórias de lobisomem, mula sem cabeça, seres assustadores que comiam crianças, etc. E era fascinante ouví-la contar fazendo caretas, gesticulando, mudando a voz para representar os personagens, até que um dia....escureceu e Terezinha e eu tinhamos que voltar correndo prá casa. Maria nos emprestou uma lamparina e quando corríamos a luz da lamparina ameaçava apagar e nossos chinelos batiam nos pedregulhos e jogavam as pedrinhas nas nossas costas, (sensação de que uma alma do outro mundo estivesse jogando pedrinhas na gente), reiniciavamos a corrida e a lamparina ia apagando....a cena se repetindo até chegarmos em casa totalmente apavoradas, com um medo louco de ir dormir. Resultado. Proibido continuar ouvindo as histórias da Maria.

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Terezinha desenhava muito bem e era o xodó do meu tio Walter que também era bom desenhista. Ele fazia desenhos prá ela e pedia que ela desenhasse pra ele. Eu pegava lápis e papel, tentava, tentava e nada. Queria morrer. Por que ela sabia desenhar e eu não?

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Enquanto morávamos em Goias, Mirtes e  Arlete, nossas primas aqui de Udi iam passar férias lá. Era só vê-las brincando com a Terezinha ou recebendo carinho do meu pai e o ciúme crescia tanto a ponto d’eu dar uma mordida na Mirtes (chegou a sangrar) e jogar inseticida nelas com Bomba de Flit. E ainda dizia: mata barata, mosquito, etc…

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Nos duas tinhamos cabelos compridos e meu pai, que pouco opinava nos assuntos domésticos, estabeleceu que não cortariámos o cabelo. Infelizmente, Terezinha foi acometida por uma doença do couro cabeludo chamada "Tinha" e teve que cortar os cabelos. Diante disto, meu pai decretou. Pode cortar os cabelos da Delma também.  Doeu ouvir isto. O ciúme batia forte e eu me sentia menos amada. 

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Ela era obediente, dócil, disciplinada. Eu era o oposto. Fui pegando o estigma. Passei a ser a mais castigada e sempre responsabilizada pelas peraltices. Enquanto ela aprendia arte manuais com maestria eu desenvolvia a arte de não aprender nada. Sou uma nulidade em costurar, pintar, bordar, cozinhar.

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Desde que entrou para a escola, Terezinha se destacou pela inteligência, comportamento, e foi sempre a melhor aluna da sala. Em Goiás foi assim e aqui em Uberlândia também. Todos os anos era convidada para participar da premiação dos melhores alunos do Liceu de Uberlândia. E o Professor Miltom Porto convidava solenemente o aluno para subir ao palco e receber o prêmio -um livro com dedicatória e congratulações. Disso eu não tinha inveja. Tinha era um baita orgulho de ver minha irmã recebendo aqueles prêmios.

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Assim que terminou o Ensino Médio, Terezinha se casou e foi morar em Itumbiara. Teve  4 filhos. Quando voltou para Uberlândia fez o Curso de Artes Plásticas. Após sua separação, mostrou coragem, determinação e foi à luta.  Prestou 3 concursos públicos, foi aprovada nos 3, foi efetivada  e agora está se desligando da função pública para fazer as coisas que ela realmente gosta.  Ler... Viajar....Conviver mais com os 7 netos.

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Sensível, sabe apreciar e interpretar uma obra de arte, cozinha muito bem e sabe trabalhar com as mãos. Agora ela terá tempo para fazer isto e outras coisas que gosta. Tenho certeza que será mais feliz! Eu desejo e ela será. Torço muito por ela.

No dia 9 Terezinha comemorou seu aniversário e fez sua despedida da Superintendência. Seus colegas de trabalho se destacaram pela alegria, descontração e alguns deram show de fazer inveja aos participantes da Dança dos Famosos do Faustão. Rebolation, aché, twist, funk foram alguns dos ritmos mais  dançados.

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Os filhos e as noras conferindo e assessorando….

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Luciana e eu fomos as penetras.

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

NATURA – Todo Dia Inverno

Natura Tododia Inverno

Uma linha completa de cuidados diários especialmente desenvolvida para essa estação, quando a pele precisa de cuidados e hidratação intensiva.

No inverno, as temperaturas baixas, o vento, a pouca umidade do ar e os banhos quentes deixam a pele mais ressecada. É nessa época também que muitas mulheres costumam deixar os hidratantes de lado, por não se sentirem confortáveis com o frio para passar o creme depois do banho.

Pensando nisso, a submarca, que transforma os cuidados diários em uma experiência para os sentidos, lança em edição limitada Natura Tododia Inverno, com 6 produtos novos e exclusivos.

Os produtos trazem o cuidado intensivo na estação do ano em que as mulheres mais precisam, pois são enriquecidos de óleo vegetal hidratante, que hidratam de maneira intensa, deixando a pele ainda mais protegida.

E todas essas novidades chegam na deliciosa fragrância Cereja e Avelã, para tornar o momento de cuidado com o corpo ainda mais especial.

Meus Netos

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Olha que Lindo. O Hugo com os colegas e os professores dele. Ele é o 5º da esquerda para a direita na última fila.

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Este é o convite de aniversário da Bianca. O tema será Fadas. Eles compraram as bonecas naquela feira, a Brocante, e fizeram a roupa de papel.

Adorei a foto e o convite.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Brasileiros em Paris

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Cristina e Fábio estiveram passeando pela Europa no mes de maio e, gentilmente, reservaram um domingo para se encontrarem com os primos.

Este encontro se deu na Jardim das Tuileries, onde aproveitaram para fazer um Pic Nic e colocar a conversa em dia.

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Depois, José Humberto, Heloisa, Laurister e José de Castro foram em Guyancourt visitar os “meninos”, que ofereceram às visitas uma Raclete.

 

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Renata, Marcelo, Bianca e Hugo receberam com alegria no dia 5 de junho, sábado, Iara, Caíque, Fernanda e Eduardo que, depois de passearem por Paris, seguiram rumo à Itália.

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Raclete

Falei em Raclete no post anterior e fui lá no site Rainhas do Lar buscar esta receita com fotos.

Raclete
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O raclete (no masculino) é um tipo de queijo suiço de consistência média.
A raclete (no feminino) é um prato típico suiço, à base do queijo homônimo. Na sua preparação, o queijo é aquecido e raspado sobre os pratos dos comensais. O termo deriva do francês racler, que significa raspar.

Bem, assim é a raclete original, lá da Suiça, mas por aqui já rolaram adaptações e cada pessoa acaba fazendo da sua maneira.
Primeiro, por aqui rola também com outros queijos além do raclete. A preferência, claro, são pelos queijos do tipo suiço - gruyére, emmental, maasdam - mas também dá para usar estepe, gouda, mussarela... Como eu disse, cada um usa os queijos de sua preferência.
Os acompanhamentos também podem variar, mas o clássico é mesmo com batata, pickles e alguns tipos de frios, geralmente os mais puxados na gordura. Aliás, raclete é um prato gorduroso, não se iluda. Por isso, assim como o fondue, é um prato perfeito para o inverno, também para ser saboreado como um ritual, sem pressa, na companhia de amigos e boas garrafas de vinho.
Eu vou mostrar como é a minha raclete e se você se animar, fique à vontade para montar a sua própria. Afinal, nós estamos bem longe da Suiça, né? =)
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É, pra fazer raclete você precisa desse aparelho aí - a racleteira. A minha é elétrica, para 8 pessoas, mas no mercado você encontra opções para 6, 10 e até 12 pessoas.
Há quem leve a batata à racleteira sem o papel alumínio porém com ele, a temperatura se mantém melhor. A batata (média), com casca e tudo foi lavada e cozida com um pouco de sal (lembre-se que a maioria dos queijos já são salgados) e cravos espetados. Depois, é só retirar os cravos, embrulhar no alumínio e deixar na parte de cima da racleteira. Cada um se serve de uma batata (a conta é mais ou menos 2 por pessoa) e vai montando sua combinação de queijos... leva à racleteira, derrete e arrasta para o prato, por cima da batata.
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O queijo é a estrela da raclete, por isso é bom caprichar. Se você não encontrar o queijo raclete, não hesite em fazer outras combinações. Mas, lembre-se: dê preferência aos queijos que derretem bem.
Providencie também alguns frios - salame e parma são perfeitos. Aqui eu fui de copa maravilhosa e também de lombinho. Os frios vão na montagem das pás de queijo ou, se preferir, direto ao prato.
Ah! Não esqueça dos pickles - pepino em conserva é fundamental na raclete!
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Como eu disse, adaptações existem aos montes e por isso eu também gosto de fazer raclete com tiras de abobrinha ou beringela - ficam uma d-e-l-í-c-i-a com o queijo derretido por cima...hmmm... loucura, loucura, loucura.
Dá pra fazer também com cogumelos portobelo enormes, fundos de alcachofra... ah, tem muita combinação boa pra testar viu?
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Se o seu aparelho, assim como o meu, não acompanha as espátulas, você pode improvisar algo ou então vai ter que ter uma irmã como a minha, que é tão fofa, mas tão fofa que me mandou essas espátulas de madeira luxo lááá da Feira de São Joaquim. Desculpa? =)
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O grand finale!
Assim... batata + queijo + vinho né minha gente? Fala, tem como isso não ser muito bom? ;)

Fonte http://www.rainhasdolar.com/index.php?itemid=2565

Udi em Paris

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Zé de Castro, Laurister, Heloisa e José Humberto posam sob a Torre Eiffel em viagem maravilhosa que fizeram a Paris. O objetivo inicial era comemorar o aniversário da Laurister em abril. O vulcão adiou a viagem que, mesmo em maio foi perfeita e  serviu para comemorar também  o aniversário  do Zé de Castro.

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Foram visitar Renata, Marcelo e as crianças e se deliciaram com uma Raclete.

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A Raclete, do francês racler (raspar, em português), é um prato típico suíço, feito com queijo chamado raclete, que consiste em raspar pedaços desse queijo derretido e acomodá-los em cima de batatas assadas ou cozidas e frios variados.

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Bianca e Hugo fizeram as honras da casa e se mostraram perfeitos anfitriões.

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Eles gostaram tanto da viagem que reuniram familiares e amigos no dia 03 de junho último para comemorar a Semana de Sonho vivida em Paris.

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A reunião foi encerrada com chave de ouro – um café preparado e servido por quem entende – um Barista.

NATURA – Tratamento antissinais

Conheça a nova linha Natura Chronos
Natura Chronos apresenta novidades em tratamento antissinais. Agora, você indica o produto de acordo com a idade e intensidade dos sinais na pele.
O Natura Chronos Dia oferece proteção contra fatores externos, UVB (FPS 15), UVA 90% fotoestável por até 8 horas. E o Natura Chronos Noite, para todas as idades, potencializa o tratamento realizado durante o dia.

Dia dos Namorados - Sobre estar sozinho - Flavio Gikovate

Carlos Guimarães Coelho escreveu ontem na sua coluna do Jornal Correio de Uberlândia sobre estar sozinho no Dia dos Namorados e faz uma sugestão "Há muito digo para promotores de eventos e proprietários de casas noturnas realizarem no Dia dos Namorados uma noite dedicada aos solteiros. Eles são numerosos, animados e completamente desprovidos de alguma programação para este dia exclusivo dos casais apaixonados."


E Flavio Gikovate, psicoteraupeuta escreveu há muito tempo sobre a arte de estar sozinho.

Sobre estar sozinho

Flávio Gikovate*

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca, hoje, é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência – e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém: algumas vezes, você tem de aprender a perdoar a si mesmo…



Fonte: http://www.flaviogikovate.com.br/site/Acervoartigos/101.html

terça-feira, 8 de junho de 2010

Copa do Mundo 2010

Dicas de português
Em 16/05/2010


O Brasil se veste de verde-amarelo

Em clima de Copa, o Brasil fica mais brasileiro. A bandeira verde-amarela tremula por todos os lados. Passeia de carro. Enfeita janelas de casas e escritórios. Vira camiseta, toalha, boné e até biquíni. "A seleção, disse Nelson Rodrigues, "é a pátria de chuteiras." Quem nunca ligou pra futebol vira torcedor. Decora a tabela. Sofre. Ri. Em suma: flamenguistas, corintianos, brasilienses, atleticanos, gremistas ou nenhuma coisa nem outra deixam as rivalidades pra lá. Irmanados, vestem a camiseta do time estrelado.

A unanimidade tem consequências. Somos 190 milhões de técnicos. Todos têm opinião sobre a escolha da equipe. Como cada cabeça é uma sentença, nenhuma aceita os mandos e desmandos do técnico. Censuras vêm a torto e a direito. As mais engraçadas de 2010 se inspiram na história da Branca de Neve.

Gerson Menezes escreveu: "Não consigo entender por que estão criticando tanto as escolhas do Dunga. Afinal, pra convocar a seleção, ele ouviu demoradamente sua principal conselheira: a Branca de Neve". Rui Santos Paes não deixou por menos: "Será o Dengoso Dunga um Mestre em transformar o Feliz povo brasileiro em Zangado? Tenho medo de tirar uma Soneca ao ver a Seleção ou de dar um espirro: Atchim!"

Time preguiçoso

É Copa? Não dá outra. As cores nacionais entram em cartaz. Aparecem em supermercados, shoppings, camisetas, unhas, cabelos, sobrancelhas e o diabo a quatro. Vale, por isso, ficar esperto na flexão. Você pode dizer verde e amarelo ou verde-amarelo. O emprego de um ou outro segue regras. Olho vivo.

Medíocre, o trio não dá drible em ninguém. Os dois adjetivos concordam com o nome a que se referem: calção verde e amarelo, calções verdes e amarelos, blusa verde e amarela, blusas verdes e amarelas.

A duplinha põe em campo o time da preguiça. Ele é mau. Joga o povo na fogueira sem pena. Como? O primeiro adjetivo mantém-se invariável. Só o segundo varia em gênero e número. Assim: calção verde-amarelo, calções verde-amarelos, blusa verde-amarela, blusas verde-amarelas.

Não se deixe intimidar. Entre no clima. Use camisetas e tênis verde-amarelos. Exiba unhas e cabelos verde-amarelos. Vá além. Esnobe sobrancelhas verde-amarelas. Afinal, Copa do Mundo é mais que futebol. Copa do Mundo é festa.

Assim falou Dunga

"Não podemos dar opinião sobre fatos que não tenhamos vivenciado", disse o técnico da Seleção Canarinho com altivez. "Uai", exclamou o mineiro Felipe Cabral. "Doravante, ninguém mais poderá opinar sobre a escravidão, a ditadura, a Guerra do Paraguai, o massacre de Canudos, a construção do Muro de Berlim."

Língua nossa

Jacques Carvalho escreve: "Dizer que o nosso idioma é um dos mais difíceis do mundo não é novidade. Mas, pelo que vemos diariamente, inclusive na mídia, não era para termos mesmo melhor conhecimento da língua. Um apresentador de esportes diz que daqui a pouco vai dar o resultado final da rodada. Outro diz que o piloto levou o carro ao limite extremo. Não conheço resultado que não seja final nem limite que não seja extremo. Um cantor famoso canta: `Detalhes tão pequenos de nós dois´. Não conheço detalhe que não seja pequeno. Outro cantor convida a plateia a recordar o passado. Como será recordar o futuro? Tem até novela com o título Viver a vida. Já pensaram viver a morte? Pleonasmos à parte, socooooorro!

Leitor pergunta

Vaga-lume ou vagalume? Vi as duas grafias no Google. Claro, não deu outra.

O Vocabulário ortográfico da língua portuguesa (Volp) é quem manda e desmanda na escrita das palavras. Ele grafa vaga-lume. Falou e disse.

"Não podemos deixar que o mal vença o bem." "Não se pode deixar que o mau vença o bem." Qual das construções merece nota 10?

Quer acertar sempre? Recorra ao macete. Substitua o monossílabo pelo antônimo. Deu bem? Abra alas para o mal. Deu bom? Deixe o mau passar: O lobo mau (bom) passou mal (bem).

Viu? O troca-troca apontou a forma que o professor adora. É a primeira frase

Fonte: http://guiacampina.uol.com.br/deoutrossites/guia/layout.php?id=65794

domingo, 6 de junho de 2010

Coisas que eu Amo - Gilda


Dizem que este foi o striptease (da luva) mais sensual do cinema. Um Glenn Ford meio canastrão, mas este filme também faz parte das coisas que eu amo.

Passei a vida sonhando com este visual de Rita Hayworth. Ela fez este filme no ano em que nasci, mas eu poderia ter usado esta roupa aos 20, 30, 40, 50 anos....passou da hora. Vai ficar só na vontade. Imaginava aquele cabelo num tom meio ruivo e o vestido vermelho, porque não?

Carlos Heitor Cony - Mineiros e Baianos

Grande sertão em transe
Carlos Heitor Cony (Ilustrada- Folha de São Paulo - 4/06/2010)

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Aqui entre nós: o brasileiro perfeito deveria ter as qualidades e os defeitos dos mineiros e dos baianos
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"OS BAIANOS que me perdoem, mas os mineiros são fundamentais.
Digo isso e logo me arrependo. Pois a fundamentalidade essencial do mineiro é recusar a própria fundamentalidade.
Tal como o personagem que fazia prosa e não sabia, os mineiros são fundamentais, sabem, mas fingem que não sabem, embora saibam que fingem. No fundo, mineiro é um embrulho, e a frase anterior não saiu embrulhada em vão: ela decorre da própria mineiridade.
Bem, dirão vós outros, a propósito de que esse elogio ou essa espinafração em cima dos nobres filhos das Gerais? Em primeiro lugar, não se trata de elogio ou crítica, antes de constatação e estímulo.
Dos mineiros costumam surgir todos os problemas, todas as redenções e encalacradas pátrias. De lá vieram os Inconfidentes, o Manifesto Liberal que ajudou a derrubar a ditadura do Estado Novo.
De lá veio a fornada gloriosa do PSD -que, na época, era espezinhada, gozada, levada ao ridículo, mas hoje, com a perspectiva de tudo o que nos aconteceu, surge em nossa memória como um verdadeiro Olimpo de Varões, Deuses e Sábios.
De Minas veio também o Movimento de 64, que nos jogou numa série de crises, e, de Minas, segundo espero, poderá vir um gesto, um aceno de esperança e salvação. A recíproca é verdadeira: de lá pode vir, novamente, uma catástrofe.
Bons políticos, os mineiros se escafedem na hora da força e se recolhem à prudência. Em 30, em 64, alguns mineiros se tornaram heróis quando ocuparam a Mantiqueira -mas esses movimentos costumam provocar poucos tiros e muitas fotografias.
Nesse particular, os gaúchos são mais aguerridos e se aproveitam dos movimentos ditos revolucionários. Não é à toa que o Movimento de 30 deu-nos Getúlio, Flores, Jango -todos gaúchos. E, em 64, tivemos a fornada dos Médici, Geisel, Costa e Silva -gaúchos também.
A voz liberal de Minas é importante para aquilo que os cronistas políticos chamam de "desanuviar os horizontes".
Unida, Minas pode expressar o sentimento nacional de conciliação e retorno às práticas da democracia plena. Desunida, Minas provocará confusão maior do que as anteriores. E, aí, podem surgir a figura ou a espada de um condestável que reduzirá o descontentamento dos mineiros a um pronunciamento, a um novo ato institucional.
Dito isso, direi mais. Os baianos também são fundamentais, mas em outro sentido. Do Ato institucional nº 1 até a revogação do AI-5, os baianos pegaram suas violas e cantaram, encheram a juventude de maravilhas tão maviosas que os slogans libertários podiam ser usados, igualmente, para a campanha publicitária dos refrigerantes e das sandálias -que também se tornaram símbolos de libertação, saúde e alegria.
Não, não estou culpando nada nem ninguém. Mas, se acaso vier outra fossa nacional, e se vier, os mineiros desde já são culpados pelo que vai ou não vai haver. E espera-se dos baianos que peguem novamente suas violas e voltem a cantar.
Afinal, um pouco de rotina não faz mal a ninguém e, depois de certo tempo, até que ela tem alguns encantos e ajuda a gente a envelhecer sem dor, sem vergonha, mas com alguma pena de nós mesmos.
Neste ponto, pergunto a mim mesmo por que um carioca de vários costados se preocupa com mineiros e baianos.
Não tenho a sabedoria e a prudência dos mineiros, nem o estro e o assanhamento dos baianos. Por estranho que possa parecer, volta e meia me confundem com um deles.
Nunca me tomaram como pernambucano ou gaúcho, mas é frequente o equívoco que me atribui o dom de ser baiano ou mineiro. Devo ter feito muita besteira por aí para me negarem a condição de carioca, com tudo o que um carioca tem de particular e reprovável.
Aqui entre nós: o brasileiro perfeito deveria ter as qualidades e os defeitos dos mineiros e dos baianos. São folclóricos e dão para o gasto. Mas essa mistura só poderia ter sido feita num daqueles filmes de Glauber Rocha ou numa peça de Nelson Rodrigues.
Por falar nisso: o carioca Machado de Assis nunca se preocupou em definir ou em expor o brasileiro. Tirando a paisagem, seus personagens poderiam existir em qualquer parte do mundo."


Dia dos Namorados - Presente

A Joalheria Épiphanie (Shopping Iguatemi -SP) sugere este instigante colar com o pingente de parafuso e porca como presente para o homem dos seus sonhos. Custa R$1.650,00


http://www.ijusthadanepiphanie.com.br/

sábado, 5 de junho de 2010

Nova Ortografia - Game

Recebi da Silvinha e repasso.

É um joguinho sobre a nova ortografia.No final você pode baixar gratuitamente o guia da Reforma Ortográfica. Faça um teste e veja como vai seu português pós reforma.


http://fmu.br/game/home.asp

Provocações II

Somos bem resolvidos?
(Partes do texto Marketing de Comportamento de Pondé)

"Muitos profissionais das ciências humanas afirmam que existe "outra cabeça" (no sentido de sermos mais bem resolvidos) simplesmente para justificar seu lugar de gurus de uma vida melhor. Pretendem seduzir as pessoas dizendo para elas palavras bonitas.



A praga da "autoajuda" não é privilégio de magos decadentes, bruxas loiras e gurus desdentados. Essa praga assola tudo, fazendo da vida inteligente um marketing da autoimagem.

Continuamos invejosos, manipuladores, inseguros, traiçoeiros e podemos destruir muita gente dando uma de "defensores dos mais fracos". Os "ganhos sociais" só se instalam quando se acomodam e passam a servir às velhas mazelas humanas.

Não acredito em pessoas bem resolvidas, acho que todo mundo que se diz bem resolvido é um mentiroso contumaz, mulher ou homem. No fundo, o que existe hoje é um marketing de comportamento que se apoia no consumo crescente de antidepressivos e hábitos macabros como conversar com gatos, cachorros, plantas ou extraterrestres.

Só os gays não têm problemas com as mulheres porque são indiferentes a elas. Ser bem resolvido com as mulheres é ser gay. Para o gay, a mulher é obsoleta. Exigir dos homens "afetos corretos" para com as mulheres é querer que todos sejam gays.

Toda mulher tem problema com os homens. Quando se trata da relação entre homens e mulheres, estamos num pântano de medo, insegurança, baixa autoestima e jogos de manipulação. O inferno do desejo.

Eu me vendo como bem resolvido para fazer os outros se sentirem mal e com isso elevo minha autoestima. Nunca subestime a delícia que é fazer o outro se sentir mal mesmo que você não esteja se sentindo tão bem assim.

Eu me vendo como bem resolvido para elevar meu preço no mercado dos afetos e das relações.


Melhor do que todo o papo de luta de classes, ideologia, política dos corpos, sexismo e blá-blá-blás associados, experimente usar os sete pecados capitais para ver se eles não iluminam a chacina cotidiana em que você vive. (Marketing de Comportamento -Luiz Felipe Pondé - 10/05/2010-Ilustrada Folha de São Paulo)



Dia do Meio Ambiente - 5 de junho


Estocolmo - Suécia

Em Estocolmo, escolhida pela União Europeia como sua "capital verde" em 2010, um ciclista recosta sua bicicleta às margens do lago Mälaren, monta sua vara de pescar, e volta para casa com um peixe numa sacola de feira. Pouca gente imagina, porém, que por trás de um episódio como esse, na verdade, há um bocado de dinheiro investido para tal.

Uma frota de apenas 75 caminhões recolhe todo o resíduo do município de Estocolmo, onde vivem 800 mil habitantes.

Mais de 25% do lixo é reciclado, 73,5% dele é queimado para produção de energia usada em aquecimento doméstico e o 1,5% é tratado biologicamente. (Em São Paulo, apenas 1% do lixo produzido na cidade é reciclado.)

O que vai parar nos aterros é só a cinza que resta da incineração.

Lixeiros da capital sueca ganham de R$ 5.000 a R$ 8.000, por mês.

Os moradores, ajudam a fiscalizar quem não recicla seus resíduos corretamente. Os infratores recebem multa. Uma boa estratégia para que as pessoas entendessem os critérios de separação do lixo foi ensinar isso às crianças, porque elas acabam ensinando os pais.

À medida que foi crescendo no século 20, a cidade se preocupou em preservar parques e bulevares. Hoje, 95% dos habitantes moram a menos de 300 metros da área verde mais próxima.

Só recentemente, porém, que a região central da cidade conseguiu eliminar todos os problemas graves de poluição sonora e excesso de trânsito. A exemplo do caso do lixo, os grandes incentivos foram multas e taxas.


Quem tenta entrar guiando seu próprio carro hoje no centro da cidade precisa pagar uma taxa de até 20 coroas suecas (R$ 4,50).
O alívio no trânsito foi tanto, porém, que hoje mais de 70% da população já apoia a medida, reconhecendo que o pagamento é uma forma de pressão válida. (fragmentos do texto de Rafael Garcia - Ambiente fla.14 - Folha São Paulo - 5 de junho 2010)


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ginger’s tomando o café da manhã

Imperdível este vídeo, onde o dono do cachorro usa suas mãos, criando uma imagem do cachorro tomando o café da manhã. É perfeito e engraçado.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Provocações



Há poucos dias repassei uma mensagem sobre uma idosa relatando sua vida na casa de uma filha."Quando me tornei invisível" de Silvia Castillejon Peral Cidade do México-2002. Veja o texto completo no site http://www.simplesmentebeijaflor.com/quando_me_tornei_invisivel.html
Várias pessoas se manifestaram porque o texto incomodou. É como um soco no estômago para quem tem pais idosos e para quem, como eu, se aproxima desta idade que alguns, querendo dourar a pílula, teimam em chamar de "Melhor Idade". Melhor uma ova.



Depois, foi um texto da Rosely Sayão, "Perdão às Mães", que publiquei aqui no Blog. http://dilurdis.blogspot.com/2010/04/perdao-as-maes-rosely-sayao.html
Uma pessoa me pergunta como eu, que já fui professora, posso concordar com aquele texto. O texto é provocativo exatamente porque cutuca a ferida da conflitante relação entre pais-alunos-escola. Passei mais de 20 anos vivenciando este conflito e sei o quanto a criança é vítima de um sistema superado que teima em permanecer.

Seguindo esta linha provocativa, vou inserir aqui algumas frases de Luiz Felipe Pondé, filósofo, psicanalista, que assina uma coluna na Ilustrada (Folha São Paulo) às segundas.

Meninas Fáceis (03/05/2010)



"Se as meninas estão transando por aí, é porque dissemos a elas que isso é legal, não?

Não acredito que se faça melhor sexo hoje em dia, acho sim que hoje existe muito marketing, muito papo furado, muita mulher sozinha que se veste pra si mesma num ritual macabro de vaidade e... muita gente brocha.

A chamada "revolução do desejo" serve para ganhar dinheiro com publicidade, livros de sexo chique e para aumentar a sensação, em seres humanos reais, de que todo mundo está transando menos você.

Mães de 50 anos se deliciam em vender a imagem de si mesmas como máquinas de sexo. Na realidade, no silêncio de seu quarto escuro, são umas invejosas, que queriam ser como suas filhas: mulheres fáceis.

Professoras inseguras com seus corpos cansados, atônitas com a inutilidade última de toda sua inteligência diante da chacina que é a vida cotidiana, invejam as suas alunas deliciosas que desfilam pernas e seios por aí, dançando a dança do acasalamento. Sim, deveriam tê-las avisado que a vida se repete exatamente naquilo em que ela é miserável: medo, inveja, baixa autoestima e abandono.



Cursos chiques trabalham o corpo para que ele seja fácil de manipular na cama, no carro, no banheiro.

Teorias psicológicas e filosóficas empacotam a vontade de ser fácil em papel de presente fingindo que existe mesmo uma coisa chamada "sexo revolucionário".

Comédias de TV idealizam mulheres urbanas que transam assim como quem corre em esteiras aeróbicas (ou seriam "anaeróbicas"?), calculando o "tamanho" de seus homens, se gabando, assim como homens boçais, da quantidade de vezes que gozam.

Músicas nas festas das escolas e nos aniversários de crianças cantam a banalidade dos gestos sexuais, fixando os olhos vazados das meninas no desejo de crescer o bastante para serem fáceis.

Programas infantis ensinam a vulgaridade como forma de liberdade corporal na frente das câmeras. Programas "teens" de TV elevam ao grau de guru quem transa aos dez anos, contanto que use camisinha.

Mulher fácil é mulher barata. Tem mais mulher do que homem no mundo (não estou seguro dessa informação, mas todo mundo diz que sim, principalmente as mulheres solitárias) e, com a liberação delas, o preço ainda caiu mais. A melhor coisa que existe para um cara que quer uma mulher barata é que ela pague suas contas.

Alguém precisa parar de mentir e avisar para essas meninas que a vida é uma chacina cotidiana. Que o envelhecimento chega sem que você espere, que o mundo fica repetitivo com o tempo, que as pessoas ficam previsíveis e que sexo fácil é sempre sexo sem amor.

Avisem a elas que o amor é raro, difícil, caro, duro de encontrar.

Enfim, que uma das lutas contínuas da civilização é contra a indiferença porque homens e mulheres não são especiais e existem às dúzias por aí, a gargalhadas, como bonecos de cera sem graça." (Luiz Felipe Pondé - Meninas Fáceis)



Ficou incomodado (a)? Eu fiquei.

As provocações vão continuar....

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Carlos Drummond de Andrade e “A Banda”

Drumond homenageou Chico Buarque com uma linda crônica sobre “A Banda”

"O jeito no momento é ver a banda passar, cantando coisa de amor. Pois de amor andamos todos precisados, em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente. Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando.
A ordem, meus manos e desconhecidos meus, é abrir a janela, abrir não, escancará-la, é subir ao terraço como fez o velho que era fraco mais subiu assim mesmo, é correr à rua no rastro da meninada, e ver e ouvir a banda que passa. Viva a música, viva o sopro de amor que a música e a banda vêm trazendo, Chico Buarque de Holanda à frente, e que restaura em nós hipotecados palácios em ruínas, jardins pisoteados, cisternas secas, compensando-nos da confiança perdida nos homens e suas promessas, da perda dos sonhos que o desamor puiu e fixou, e que são agora como o paletó roído de traça, a pele escarificada de onde fugiu a beleza, o pó no ar, a falta de ar.
A felicidade geral com que foi recebida essa banda tão simples, tão brasileira e tão antiga na sua tradição lírica, que um rapaz de pouco mais de vinte anos botou na rua, alvoroçando novos e velhos, dá bem a ideia de como andávamos precisando de amor. Pois a banda não vem entoando marchas militares, nem a festejar com uma pirâmide de camélias e discursos as conquistas da violência. Esta banda é de amor, prefere rasgar corações, na receita do sábio maestro Anacleto de Medeiros, fazendo penetrar neles o fogo que arde sem se ver, o contentamento descontente, a dor que desatina sem doer, abrindo a ferida que dói e não se sente, como explicou um velho e imortal especialista português nessas matérias cordiais.
Meu partido está tomado. Não da Arena nem do MDB, sou desse partido congregacional e superior às classificações de emergência, que encontra na banda o remédio, a angra, o roteiro, a solução. Ele não obedece a cálculos da conveniência momentânea, não admite cassações nem acomodações para evitá-las, e principalmente não é um partido, mas o desejo, a vontade de compreender pelo amor, e de amar pela compreensão.
Se a banda sozinha faz a cidade toda se enfeitar e provoca até o aparecimento da lua cheia no céu confuso e soturno, crivado de signos ameaçadores, é porque há uma beleza generosa e solidária na banda, há uma indicação clara para todos os que têm responsabilidade de mandar e os que são mandados, os que estão contando dinheiro e os que não o têm para contar e muito menos para gastar, os espertos e os zangados, os vingativos e os ressentidos, os ambiciosos e todos, mas todos os etcéteras que eu poderia alinhar aqui se dispusesse da página inteira.
Coisas de amor são finezas que se oferecem a qualquer um que saiba cultivá-las, distribuí-las, começando por querer que elas floresçam. E não se limitam ao jardinzinho particular de afetos que cobre a área de nossa vida particular: abrangem terreno infinito, nas relações humanas, no país como entidade social carente de amor, no universo-mundo onde a voz do Papa soa como uma trompa longíngua, chamando o velho fraco, a moça feia, o homem sério, o faroleiro... todos os que viram a banda passar, e por uns minutos se sentiram melhores. E se o que era doce acabou, depois que a banda passou, que venha outra banda, Chico, e que nunca uma banda como essa deixe de musicar a alma da gente". (Carlos Drummond de Andrade – publicada no Correio da Manhã)


A Praia de Vidro

Recebi da Vanda e repasso

A praia de vidro fica localizada em Fort Brag, na Califórnia, e ganhou este nome pois em suas areias pode ser encontrada uma enorme quantidade de vidro.
O vidro é proveniente do lixo que os moradores da região descartavam diretamente no mar em meados do século 20. Em 1967, a área foi fechada para o início de uma série de programas de limpeza, numa tentativa de recuperar a praia.

Ao longo das décadas, o martelar das ondas quebrou o vidro em pedaços pequenos que foram polidos pela areia, transformando-os nas peças coloridas que cobrem a praia atualmente. E atenção: Estes vidros não podem ser recolhidos.

Praia de Vidro05 Praia de Vidro01 Praia de Vidro02 Praia de Vidro03 Praia de Vidro04

É ver para crer.



Fonte: http://www.fortbragg.com/fort-bragg-attractions.php