sábado, 17 de abril de 2010

Aniversário da Vanda


Vanda nem bem chegou de um Cruzeiro pela costa brasileira e abriu as portas do seu novo e belíssimo apartamento para comemorar seu aniversário. Eu estava (dodói) e não fui mas não poderia deixar de prestar minha homenagem a minha querida amiga. Conheci a Vanda em 1959, no Liceu de Uberlândia, quando nos tornamos colegas de escola. Vanda e Neusa, sua prima tocavam na Banda de Música e eu ficava encantada e morria de vontade de fazer o mesmo, mas não tocava nadica de nada. Ela tocava acordeon também. E era a minha única amiga que tinha um casaco de pele. Fomos a várias festas juntas e sempre acompanhadas pela sua zelosa mãe. Em um Baile no Praia Clube, estávamos na pista de dança com nossos pares (naquela época ninguem dançava sozinho e separado) e a luz apagou. De repente, uma vela acesa. Era D.Belosa, a mãe da Vanda procurando por nós. D. Belosa, hoje com mais de 90 anos. Abençoada.
Terminamos o colégio e fomos para a Faculdade em 1966, onde continuamos colegas de sala e de grupo. E a Vanda sempre nos divertindo com seu incrível bom humor. A Faculdade de Filosofia funcionava no Colégio Nossa Senhora e as freiras faziam umas cobrinhas de tecido para colocar nas portas como proteção. Quando alguma colega nossa começava a namorar alguém, a Vanda pegava a "cobrinha" e fazia brincadeiras maliciosas e super divertidas. Toda aula era motivo para as brincadeiras da Vanda. Se o assunto era Biologia - Reprodução, nem bem o professor saía da sala, a Vanda corria para o quadro e desenhava os espermatozoides de óculos, com as pernas tortas, com chupeta,etc em referência aos namorados das colegas da sala. Numa dinâmica de grupo, a turma reconheceu que a sala estava dividida em "panelinhas" (grupos que se isolavam dos outros) com características próprias. Terminada a aula, estava a Vanda no quadro desenhando as panelas, caldeirões e colocando em cada um aquelas caracteristicas que os identificavam. Tinhamos um professor de Estatística jovem e muito tímido. A Vanda e a Gladys decidiram "infernizar" a vida desse professor. Era meados dos anos 60, a minissaia estava em alta e todas nós adotamos o modelito, portanto, antes de começar a aula do tímido professor, elas colocavam as carteiras na frente e convocavam todas que estavam de minissaia para ocuparem os lugares da frente de pernas cruzadas. Que maldade, gente. O professor ficava tão desconcertado que dava pena. Do lado de fora da Faculdade, viam o dito professor em alguma sala, chamavam por ele e começavam a recitar o poema Lingua Portuguesa de Olavo Bilac:

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Pesquisavam nos dicionários palavras pouco usadas e quando eram "paqueradas" por alguem que não lhes interessava, começavam a usar aquele vocabulário totalmente estranho que espantava rapidinho o indesejável. Ou perguntavam: Você é piloto da Varig? Diziam que era infalível. O rapaz se sentia o rei do pedaço. Usavam também uma técnica para reconhecer um bom partido: se o garoto balançava alguma chave na mão era sinal que tinha carro, se esse carro era uma caminhonete, era filho de fazendeiro. Em 1969, nosso último ano de Faculdade, tudo era motivo de festa e comemoração. Estas festas eram movidas a "caipirinha" feita pelo Edson, o Muquica, namorado da Evelyn. Uma vez, passamos da conta e saímos "alegrinhas", Vanda, Gladys e eu que sempre iamos e voltavamos juntas para a Fafi. E "alegrinhas", riamos de tudo, e o rímel vedete dos anos 60 ia borrando o olho, escorrendo pela face. Olhavamos uma para outra e riamos até chorar. E o rosto todo borrado, sem ter como limpar chegamos na porta do prédio em que a Vanda morava. Tinha uma escada imensa para subir. A Vanda tentou limpar o rosto e receosa que os pais percebessem a bebedeira, disse. Vou "marcar um rumo", subir essa escada e passar de fininho para o quarto. Isso, se eu não cair na escada! Inúmeras histórias divertidas, engraçadas, maliciosas arrematadas com a inimitável risada da Vanda. Mulher forte, determinada, guerreira, fez uma bonita história com suas duas filhas médicas e seu filho advogado que lhe enchem de orgulho. Há muito vem sentindo suas dores, mas não reclama, parece até que não sofre, porque sabe que a vida para ser bem vivida tem que ser com alegria. E alegria a Vanda tem de sobra. Parabéns, Vanda.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Meus Netos

Minha neta de 6 anos observa uma roupa na vitrine. Era um traje de festa para uma pessoa bem jovem. Eu disse: Vou comprar esta roupa para mim. Ela responde: Vovó, acho que esta roupa vai ficar bem numa pessoa mais velha.

Linda, para não dizer que a roupa não era apropriada para mim, com receio de me ofender, saiu com esta resposta.


A outra de 4 anos me vê com um Metro, pede para medí-la. Coloquei-a encostada na parede, fiz a medição e ela pergunta: Estou gorda?

Escolheu uma batinha branca para ir ao Teatro (Parangolé) e quando me viu pronta (minha blusa era colorida), disse: Pode tirar sua roupa. Por que? Você está mais chic do que eu.
Fomos ao Teatro e elas adoraram.



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lin Yu Chun - "nova Susan Boyle"

08/04/2010 - 18h04
Adolescente taiwanês ganha título de "nova Susan Boyle"

O taiwanês Lin Yu Chun, de 17 anos, foi comparado à cantora revelação Susan Boyle pela imprensa internacional.

O jovem cantou a música "I Will Always Love You", de Whitney Houston, no reality show "Super Star Avenue", que oferece um prêmio de US$ 1 milhão ao vencedor.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u718147.shtml


A Virtude do Esquecimento


Eu tenho muito medo de doenças relacionadas à memória. Anoto tudo em agendas, e fico aborrecida quando esqueço. Li esta entrevista e fiquei "conformada". Diante de tantas receitinhas para não perder a memória, o Viktor aparece e diz que esquecer, limpa a mente. Viva o Viktor!

ENTREVISTA DA 2ª Folha de São Paulo 05/04/2010
- VIKTOR MAYER-SCHÖENBERGER

Esquecer sempre foi fácil: costumava ser o comportamento padrão diante das tantas vidas que precisam caber em uma só. Lembrar de cada aniversário, início de namoro -e seus consequentes corações partidos-, promoção de emprego, tudo bem. Mas armazenar na memória todos os detalhes dos anos que se passam não era possível nem para aqueles humanos considerados mais evoluídos. Até o momento em que a internet transformou essa utopia em realidade.

Com custos de armazenamento de dados cada vez mais baixos, a era digital modificou completamente a relação do homem com a memória. É tão barato guardar gigabytes de fotos, textos e vídeos que são poucas as pessoas que escolhem o que realmente querem ter para sempre. Elas esquecem, no entanto, que as informações colocadas na rede são difíceis de deletar -sites como o Wayback Machine são capazes de encontrar, em segundos, aquilo que você achava que tinha apagado.
Em consequência, os erros do passado não ficam mais restritos àquele tempo e podem voltar a nos assombrar a qualquer momento.
Precisamos mesmo disso? O pesquisador Viktor Mayer-Schöenberger acredita que não.
Autor do livro "Delete -The Virtue of Forgetting in the Digital Age" ele afirma que a "limpeza" que o cérebro faz constantemente é uma virtude, e não uma limitação. É o que nos permite uma atitude tão simples quanto essencial: a de seguir em frente.(DANIELA ARRAIS -DA REPORTAGEM LOCAL)

A seguir, leia trechos da entrevista que Viktor Mayer-Schöenberger concedeu à Folha por e-mail.

"Hoje é mais barato armazenar todas as imagens digitais em um disco rígido, em vez de gastar alguns segundos para decidir se quer manter uma foto digital ou excluí-la. Adicione a isso grandes avanços na recuperação da informação, bem como uma rede digital global, a internet, para acesso ao armazenamento digital, e você tem uma situação em que a lembrança é o padrão, e esquecer, a exceção.

Durante toda a história da humanidade, o esquecimento tem sido fácil para nós. Ele é construído em nosso cérebro: a maior parte do que nós experimentamos, pensamos e sentimos é esquecida rapidamente. E (principalmente) com uma boa razão: essas coisas não são mais relevantes para nós, e esquecer limpa a mente. Esquecer nos ajuda a abstrair e a generalizar, a ver a floresta em vez das árvores, e a viver e agir no presente, em vez de ficar amarrado a um passado cada vez mais detalhado. Esquecer nos ajuda a evoluir, a crescer, a seguir em frente -para aprender novas coisas.

Pelo esquecimento, a nossa mente se alinha com o nosso passado, com nossas preferências do presente, tornando mais fácil a sobrevivência e a vida suportável.
Pelo esquecimento, também facilitamos a nossa capacidade de perdoar os outros por seus comportamentos.
O que é verdadeiro para indivíduos também é verdadeiro para a sociedade em um aspecto mais amplo. As sociedades devem ter a capacidade de perdoar indivíduos esquecendo o que eles fizeram, reconhecendo, deste modo, que os seres humanos têm a capacidade de mudar e de crescer.

A memória perfeita tem dois potenciais efeitos de congelamento. O primeiro é em relação à sociedade. Se tudo o que dizemos e fazemos hoje puder ser usado contra nós em um futuro distante, acabando com a possibilidade de conseguirmos um emprego melhor ou um relacionamento melhor, muitos de nós vamos começar a nos censurar sobre o que fazemos e dizemos on-line hoje. A memória perfeita criará um pan-óptico temporário -o oposto exato do que precisamos em uma sociedade democrática baseada em robustos debates cívicos.
Minha segunda preocupação recai sobre a nossa capacidade de decidir e agir no presente.
Pessoas com memória perfeita reclamam que sua tomada de decisão é dificultada por sua incapacidade de verter o passado -recordar todo o nosso passado empurra-nos para que nos tornemos indecisos.
Nós devemos saber em que medida a memória perfeita usurpa nossas vidas. Algumas vezes, a memória pode ser útil, mas será eu realmente preciso buscar no Google o nome de todo mundo antes de encontrar essas pessoas?

Nossa memória humana não é fixa. Ela é constantemente reconstruída com base em nossas preferências e valores presentes. Isso reduz a dissonância cognitiva e nos permite viver profundamente enraizados no presente. Se percebemos que a nossa memória humana não é perfeita e começamos a confiar em memórias digitais mais do que na nossa, três terríveis consequências podem seguir: (a) podemos acreditar que o que é capturado digitalmente e lembrado é o registro completo, embora não seja (muito pode não ter sido capturado digitalmente); (b) nós podemos nos tornar dependentes da memória digital e quem quer que seja que controla essa memória digital poderá ter o poder de reescrever a história; (c) se percebermos que a memória digital também pode não ser confiável, podemos desistir da história e da memória completamente -uma espécie arrancada sem passado.

Se a privacidade dos indivíduos na rede falhasse em massa, todo mundo seria exposto, e a privacidade desapareceria. O sociólogo Goffman tem uma fala famosa sobre a necessidade de os seres humanos terem mais de uma fase em suas vidas. Por exemplo: uma fase para frente e uma fase para trás. Se todos os dados podem ser vistos por todos, a diferenciação desses estágios entraria em colapso, com tensões inimagináveis.

Precisamos pensar. Mas, se pensarmos muito, vamos nos auto-censurar. Isso pode nos proteger individualmente, mas empobrece-nos como sociedade. Seria muito melhor se nós ainda pudéssemos compartilhar muita informação, mas ter um mecanismo para que essa informação fosse esquecida ao longo do tempo. É por isso que eu tenho defendido a reintrodução do esquecimento na era digital.


Temos que perdoar, esquecer. O Google não vai nos deixar fazer isso. Se nós procuramos o nome de alguém no Google e descobrimos uma citação de que ele estava dirigindo embriagado há dez anos, o quão relevante é isso para o presente dessa pessoa? .

É muito difícil apagar nossas pegadas na internet porque não temos controle total sobre as informações pessoais. Algumas empresas de internet oferecem (difíceis) formas de eliminar informações pessoais. Outras não. Um grupo no Google está trabalhando em ferramentas para extrair todas as informações pessoais do Google e, em seguida, excluí-las, mas esse serviço ainda está na sua infância. Há empresas comerciais que têm serviços para apagar as pegadas, mas são muito caros. Devemos ensinar os softwares a agirem de acordo com nossa mente. Tudo o que é arquivado deve sair do ar em algum momento. Devemos indicar a data de validade para as fotos que colocamos na rede, por exemplo. Quando chegar o momento, elas serão deletadas. Um exemplo é o site Drop.io.
Uma mulher norte-americana de quase 30 anos havia ficado alguns anos na prisão por algo que ela tinha feito aos 18 anos. Depois de sua libertação, ela se mudou para uma nova cidade, começou uma nova vida. Encontrou um marido, um emprego, seus filhos cresciam em uma família normal. Até que um colega de um filho "deu um Google" no nome dela e, por acaso, deu de cara com um site que colocava fichas policiais com foto de todos os prisioneiros do Estado nas últimas duas décadas. De repente, a vida dela desmoronou.

Se nós não oferecermos a nós mesmos uma chance de escolha significativa em breve, gerações de nativos digitais vão crescer e assumir que a escolha não é possível. Eles vão adaptar suas vidas para as restrições impostas pela máquina. Isso seria terrível. Nós podemos moldar a máquina de qualquer maneira que quisermos. E, se quisermos, podemos fazê-la de uma forma que nos ofereça escolha!"(VIKTOR MAYER-SCHÖENBERGER)


Pegando um gancho nesta entrevista, acho oportuno comentar sobre os textos franksteins, as farsas e mentiras da Internet. Estes e-mails difamatórios de figuras públicas, muitas vezes falsos, estão digitalizados e vão permanecer armazenados. As futuras gerações vão poder confiar na história? Quantas vezes ela será reescrita?
E a Literatura? Tem um texto de Paulo Roberto Gaefke "Recomeçar" que circula na Internet com autoria atribuída a Carlos Drummond de Andrade. E as pessoas o enviam por e-mail e ainda colocam observações pessoais como "Maravilhoso texto de Drummond" Ainda do Gaefke "Revolução da Alma" é repassado como se tivesse sido escrito no ano 360 A.C... por ninguém menos que Aristóteles. Eu já recebi este texto várias vezes, alerto as pessoas que o enviam e continuo recebendo como se fosse do Aristóteles. Vá ao Google e você terá hoje 33.300 resultados para Revolução da Alma - Aristóteles.
Isso também está digitalizado. Nosso amigo Viktor disse que não tem como apagar a memória digital. Que loucura, gente!

terça-feira, 6 de abril de 2010

MUSIC OF JOY 2010 em UBERLÂNDIA- MG

Clique na figura para visualizá-la.





Dia 11/04 DOMINGO às 19 horas

Entrada franca no Auditório do CDL

Você que admira a cultura indiana, não pode perder esse LINDO ESPETÁCULO!

A CULTURA INDIANA ATRAVÉS DA DANÇA, MÚSICA, ARTE E MEDITAÇÃO

MUSIC OF JOY 2010 em UBERLÂNDIA- MG

DIa 11/04 DOMINGO às 19 horas

Entrada franca no Auditório do CDL

A CULTURA INDIANA ATRAVÉS DA DANÇA, MÚSICA, ARTE E MEDITAÇÃO

Music of Joy é um projeto desenvolvido pela Sahaja Yoga que emerge como uma possibilidade de contribuir com a cultura despertando curiosidade pelo potencial de harmonia, paz e bem estar que reside em cada um de nós, que pode ser alcançado principalmente através do contato com a arte.

Este projeto visa trazer para o público brasileiro a imensa riqueza das tradições da Índia através de apresentações de música e dança.

Pretendemos recriar e mostrar em variados ambientes, o universo espiritual indiano, inclusive com a experiência da meditação.

O Projeto atua em todos os países onde a Sahaja Yoga está presente, reunindo diversos artistas de todo mundo para apresentações de música e dança. No Brasil, o evento já percorreu 18 cidades em 6 diferentes estados com um tour que envolveu artistas brasileiros, argentinos, americanos, russos e indianos. Desta vez o evento conta com a ilustre presença do renomado Guru de dança indiano Sandeep Bhodanker formado na dança clássica mais famosa da índia – o Kuchipudi, e cantor de vocal karnatic.

Sandeep Bodhanker estará no Brasil especialmente para realização de workshops e apresentações do evento Music of Joy por todo o país.

http://www.sandeepbodhanker.com/portuguese

O evento será conduzido pelo renomado Guru de dança indiano Sandeep Bodhanker com performances de Kuchipudi solo e em grupo e consiste nas apresentações de:

a - dança clássica indiana: no seu estilo Kuchipudi.

b - músicas indianas

c - Contos:

Durante a apresentação do evento, o público é contextualizado com explicações a respeito da dança, dos estilos musicais, sua origem e significado na cultura indiana.

DURAÇÃO:

1 hora e 30 minutos ENTRADA FRANCA


MUSIC OF JOY 2010 em UBERLÂNDIA- MG
WORKSHOP DE KUCHIPUDI – DANÇA CLÁSSICA INDIANA
COM SANDEEP BODHANKER

Público Alvo: : Homens e mulheres de todas as idades interessados na cultura indiana.

Investimento:

Aula de 4 horas em grupo de no mínimo 4 pessoas: R$ 150,00 por aluno
Aula individual - R$ 100,00 hora/aula;
Coreografia/ aula com 3 a 5 alunos - R$ 800,00 por aluno
Workshop com 8 horas de duração - R$300,00 por aluno
50% de desconto para crianças abaixo de 10 anos. Acima de 3 crianças inscritas abriremos turma especial.

WORKSHOP DE VOCAL INDIANO
COM SANDEEP BODHANKER
Público Alvo: Interessados na cultura indiana em geral.
Investimento:
Aula individual - R$ 100,00 hora/aula;
Pacotes com 3 a 5 alunos:

15 horas/aula - R$ 1.000,00 por aluno

Basico + Dois Bhajans + Uma música Clássica +Teoria = R$ 1.500,00 por aluno (para iniciantes)

Cinco Bhajans + Três músicas Clássicas +Teoria = R$ 2.400,00 por aluno (para alunos que já estudaram o básico)

WORKSHOP DE DANÇA E MÚSICA
COM SANDEEP BODHANKER
Uma Dança + Dois Bhajans + Uma música Clássica +Teoria Música = R$ 1.800,00 por aluno (20 horas/aula)

Uma Dança + Quatro Bhajans + Duas músicas Clássicas +Teoria Música = R$ 2.200,00 por aluno (25 horas/aula)
GRUPOS DE ATÉ 3 ALUNOS.


WORKSHOP DE TABLA E NOÇÕES DE PERCUSSÃO INDIANA
COM EDUARDO ROSCOE
Público Alvo: Interessados na cultura indiana em geral maiores de 13 anos
Investimento:
R$ 50,00 hora/aula
Os interessados devem trazer a tabla ou outro instrumento de percussão compatível para as aulas.

WORKSHOP DE HARMÔNIO
COM THAÍS MONTI
Público Alvo: Interessados na cultura indiana em geral
R$ 50,00 hora/aula
Os interessados devem trazer o harmônio.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Alterando arquivos historicos


Luiz Felipe Pondé, na crônica De 1984 a 2010 (05/04/2010) entre outras coisas, comenta sobre o politicamente correto, que se torna questionável quando altera símbolos e ícones da infância.



"Outro dia vi na mão de uma colega uma foto do "novo Saci". Tiraram o cachimbo da boca do Saci. Eu, que sou um amante de cachimbos e charutos cubanos (e viva la Revolución!!), me senti diretamente afetado. Meu irmão de fé, o Saci, está sendo reprimido. A ideia é que, com cachimbo, ele é um mau exemplo para as crianças. Imagino que esses caras acham que bom exemplo é mulher vestida de homem coçando o saco.
Outro caso recente é a perseguição a velhas cantigas de roda e histórias infantis. Por exemplo, o "atirei o pau no gato" deve virar "não atire o pau no gato" para que as crianças não cresçam espancando gatos por aí. O fascismo "verde" chega ao ponto de tirar das crianças uma música divertida para torná-las defensoras dos gatos.
Lembro-me de meninas na minha infância que cantavam essas músicas e ainda assim choravam quando os meninos ensaiavam torturar pequenos animais só para vê-las chorar e assim chegar perto delas. Como era bom jogar baratas mortas no lanche das meninas só para ver elas pularem deliciosamente das suas cadeiras em lágrimas.
O Lobo Mau não pode mais ser mau e comer a vovozinha da Chapeuzinho Vermelho. Muito menos o Caçador pode salvá-la, porque estaria estimulando às meninas sonharem com príncipes encantados. O novo fascismo quer que os lobos sejam bonzinhos (pobres lobos) e que as meninas não sonhem com caçadores que as protejam (coitadas)". LUIZ FELIPE PONDÉ (Folha São Paulo)


Outra alteração histórica está em evidência: o caso das "pulseiras do sexo". Quem arrebenta o acessório recebe uma retribuição sexual da dona da pulseira. Cada cor representa uma dádiva que vai desde um inocente abraço até variadas formas de sexo.


O jogo se chama "Snap" e teria começado na Europa. Como as pulseiras são de silicone, elas arrebentam com facilidade. Nós que usamos pulseiras como adorno, nem com muita imaginação poderiamos supor que elas passassem a ter esta "utilidade."

domingo, 4 de abril de 2010

Evocações Fortuitas

Evocações fortuitas

Ferreira Gullar lembra a morte de amigos na crônica de 05/04/2010- Folha São Paulo e diz:
"São coisas doídas, mas as lembro com doçura; em mim, os amigos que se foram continuam vivos"...


Acabei de ler e lembrei também com doçura de duas queridas amigas que se foram: Derluci e Clesilda.




Derluci foi minha amiga de infância. Seu pai tinha fazenda na região em que eu morava em Goiás. Ela tinha muitas irmãs e um irmão que foram colegas de escola dos meus irmãos. Quando eu entrei para a escola, eles já haviam se mudado para Rio Verde. Mas nunca perdemos contato. Quando iamos a Rio Verde, eu me encantava com ela. Criança ainda, rica, trabalhava como entregadora de marmitas. Ia com ela ao Restaurante pegar as marmitas e saíamos entregando. Ela tinha uma desenvoltura com as pessoas que me impressionava. Ela sabia e decidia tudo. Se iamos à sorveteria ou ao cinema. Na sorveteria era ela quem escolhia os sabores e o tamanho do sorvete. Cinema só se ela não tivesse assistido o filme. Quando eu voltava pra casa, levava um monte de gibis que ela me fazia comprar, para ela ler, é claro. Nas férias, ela ia para nossa casa. Meu Deus! Como era divertido! Ela sabia todas as brincadeiras: parlendas, cantigas de roda, e tudo que a sua criatividade inventasse. Viemos para Uberlândia e pouco tempo depois, após a morte do seu pai, ela e a mãe vieram de Goiás para morarem em Uberaba, onde a mãe estava constantemente fazendo tratamentos de saúde. Ela vinha muito para cá e acho que eu nunca ria tanto como quando ela estava aqui. Ela era super engraçada. Tinha uma presença de espírito incrível e era ótima contadora de histórias. Muitas histórias acontecidas com ela ou inventadas (vai saber) mas hilárias. Ela tinha um jeito peculiar de contá-las que nos matava de rir. Era desbocada e sem censura. Aos domingos, iamos a 1ª sessão no Cine Uberlândia e se era abordada por algum garoto que lhe perguntava o nome, ela dizia: Sumaia. Pronto. Começava a sessão riso. Dentro do cinema os garotos ficavam passeando pelos corredores e só se sentavam depois que a luz apagava. Uma vez, um deles pediu se podia sentar com ela. Ela disse: Não, minha mãe está sentada logo atrás e apontou para a primeira senhora que ela viu sentada atrás de nós. Como segurar o riso? Muito despachada, chegamos do cinema e ela foi pra cozinha fazer um "mexido". O cheiro gostoso foi se espalhando e já me peparava para comer quando ela disse: Tá pronto, traga 2 copos d'agua. Quando dei a primeira garfada...Era pura pimenta. A danadinha errou e ao invés de avisar, pediu pra levar a água. Combinamos que depois que completassemos 18 anos iriamos para um convento. Imagine! Fui várias vezes passar finais de semana na casa dela. Fomos a zilhões de festas em Uberaba. Ela, muito comunicativa, vaidosa, sempre maquiada e de cabelo arrumado, conhecia Deus e o mundo, dançava como ninguém e adorava festas. Quando se casou fui sua madrinha, e na hora de vir embora, cortou um enorme pedaço do bolo, colocou numa caixa de sapato e me deu para trazer. Comemos bolo quase uma semana e nunca mais comi outro tão gostoso. Meu pai se deliciava com ela. Ele ria de chorar. Ela me escrevia umas cartas (pena que eu não guardei) que faziam a alegria dele. Existiam dois tipos de festas: com ela e sem ela. Ela vinha a todos os eventos da nossa família e divertia todo mundo. Foi minha madrinha de casamento. No meu aniversário, ela telefonava na véspera e dizia. Estou ligando hoje porque quero ser a primeira a lhe cumprimentar. Um dia me ligou e disse: Você está sentada? Então, sente. Ganhei um presente. Qual? Um Câncer de mama. Foi operada. Tirou um quadrante do seio, colocou prótese. Esteve aqui logo depois, numa festa da´nossa família. Alegre, feliz e se dizendo curada. Pouco tempo depois - recidiva. Numa de minhas visitas, o marido dela nos disse que o Câncer havia se generalizado. Na última vez que fui vê-la, levei uma caixa cheia de doces do Vila Verde que ela adorava. Não sei se conseguiu comê-los. Já estava mal. Tinha separado fotos que guardou para mim. Estava se preparando para nos deixar. Até que recebi o telefonema que não queria receber. Ela se fora. Não teve filhos e a sobrinha que esteve com ela nos seus últimos dias disse que ela pediu: Quero morrer de pé. Não me deixe entregar. Se eu não conseguir passar meu batom, passe para mim. Mas não me deixe sem batom.


Clesilda, eu conheci na Faculdade. Fomos colegas no Curso de Pedagogia e do mesmo grupo de trabalho. Quando nos graduamos, fomos dar aulas em Centralina. Trabalhavamos aqui durante a semana, iamos de taxi na sexta feira a tarde,ela e outras professoras voltavam após as aulas e eu ficava para dar aulas no sábado de manhã e voltava de ônibus. Ela era uma pessoa simples na sua Essência. Indignava-se com as injustiças sociais, com as mediocridades e tinha toda a coragem do mundo para assumir e defender suas idéias. Sua casa era a casa dos amigos e de muitas festinhas no tempo da Faculdade. Ela fez meu Chá de Cozinha e foi minha Madrinha de Casamento. Depois que se casou mudou daqui, mas todas as vezes que vinha a Uberlândia passavamos, pelo menos, uma tarde juntas. Retornou para Uberlândia e, nem o passar do tempo conseguiu fazê-la perder a indignação e aquela chama revolucionária que alimentou nossa vida universitária durante a Ditadura. Nossos filhos iam crescendo, estudando na mesma escola, e nossa amizade continuava se fortalecendo. De repente, ela começou a se queixar de um incômodo no abdomen e no primeiro exame, uma laparoscopia, veio o cruel diagnóstico. Câncer. Foi uma luta incansável da família e dos amigos buscando tratamento. Muito hospital, muito remédio, muito sofrimento. Até que, numa tarde na sua casa, ela me disse: Mandaram buscar um remédio (de alguma cidade do Nordeste, não me lembro qual), mas eu não quero mais usar. Eu só uso porque vejo o esforço das pessoas tentando me ajudar. Para que prolongar uma vida sem qualidade como a que estou tendo? Ela cansara de lutar. Estava se entregando. Saí da casa dela quando já estava escurecendo e foi a última vez que a vi.

Olhar Sitiado - Leide Moreira


No dia 28/02/2010 fiz uma postagem sobre o filme " O Escafandro e a Borboleta" e hoje, leio em reportagem da Folha de São Paulo que a advogada e escritora Leide Moreira se comunica e escreve poesias usando os olhos, como fazia o jornalista francês Jean-Dominique Bauby (personagem do filme e autor do livro homônimo) e como faz também Stephen Hawking, físico britânico.

Na foto Leide Moreira e as atrizes Chris Couto e Fernanda D'Umbra, de xadrez - que fizeram leitura de trechos da sua obra - e os filhos Leide Moreira Jacob (37), produtora cultural, e Cesar Sandoval Moreira Jr. (39), psicólogo.(Revista Caras - Edição 787 - Ano 15 - Número 49)

OLHAR SITIADO
Julliane Silveira - Folha de São Paulo - 04/04/2010 - Saúde


"Ao lado dela, há alguém para mexer suas pálpebras para cima e para baixo o tempo todo. A cada 15 minutos, é preciso pingar um colírio para hidratar os olhos de Leide Moreira.
A maior preocupação dos que rodeiam essa advogada e escritora de 62 anos é manter sua vista intacta: seus olhos são seu meio de comunicação, desde que desenvolveu esclerose lateral amiotrófica, há cinco anos.
A doença degenera os neurônios responsáveis pelos movimentos dos músculos, levando-os à paralisia. Hoje, permanecem só os deslocamentos bilaterais dos globos oculares.
Leide leva o olhar para um sinal positivo ou negativo do polegar de seu interlocutor e, assim, expõe sua opinião, orienta funcionárias, escreve poesias. Sua consciência está perfeita.
O primeiro sintoma da doença foi a perda da força da mão direita. Um dia, em novembro de 2004, ela passou a achar mais difícil lavar os cabelos, dar partida no carro, pegar o garfo e abrir a porta de casa. Até então, a rotina era intensa: coordenava o setor jurídico da empresa de marketing cultural da família e corria diariamente.
Três meses depois, havia perdido a mobilidade de todo o braço direito. Um ortopedista indicou um protetor de pescoço, acreditando que poderia ser algum problema de coluna.
Em agosto de 2005, Leide já estava na cadeira de rodas. Amigos indicaram um especialista em doenças neuromusculares e foi feita uma série de investigações. Parentes enviaram o histórico da doença dela a pesquisadores no exterior, em busca de um diagnóstico .
"Foi um desespero total quando soube do que se tratava. Eu sempre cuidei da saúde, ia ao cardiologista, ginecologista todos os anos", diz.
A filha de Leide, que herdou o mesmo nome da mãe, conta que a família entrou na fase do "vale tudo". "Era chazinho, benzedeira, centro espírita... Esse primeiro momento foi muito violento, tivemos de lidar com perdas quase diárias."
Quando a dificuldade para engolir aumentou, Leide passou por uma gastrostomia (comunicação direta do estômago com o exterior). Depois, passou a respirar com a ajuda de aparelhos. Em novembro, teve de se submeter a uma traqueostomia (criação de um orifício artificial na traqueia para facilitar a respiração).
Nessa época, a fala também foi ficando mais difícil. A voz ficou rouca e desapareceu.

Tabela
A comunicação passou a ser feita pelo olhar. Nos primeiros meses, as respostas de Leide se limitavam a sim ou não, indicados pela direção das íris. Após pesquisas, os filhos descobriram a tabela desenvolvida para portadores da doença, formada por seis colunas, em que as letras do alfabeto e as palavras mais usadas em seu dia a dia (como dormir, silêncio e frio) são dispostas em 13 linhas.
Letra por letra, Leide forma palavras e frases. A confirmação vem de perguntas de quem porta a tabela. "Na primeira coluna?" "Quarta linha?" Dois olhares para o polegar que faz sinal de positivo indicam que a palavra começa com s.
"Quando rolou a primeira palavra, foi ótimo. Imagina ficar no sim ou não até acertar a pergunta do que ela está querendo?", diz a filha.
Os cuidados mais minuciosos com a visão só foram estabelecidos no final de 2007, quando Leide sofreu uma úlcera em um dos olhos, ressecados por ficarem abertos muito tempo. "Depois disso, a visão se tornou prioridade", conta.
Com a tabela, Leide passou a escrever poesias. Sessenta delas foram compiladas no livro "Poesias Para me Sentir Viva", publicado em 2008 em edição bilíngue, feita com patrocínios. "Aceitei a doença, mas sofro todos os dias. Hoje sou completamente dependente e aprendi a ter paciência. Não tenho privacidade", analisa.
As responsáveis por transcrever os textos são quatro cuidadoras contratadas, que se revezam 24 horas. Também leem para ela o jornal diário e livros. A primeira poesia, no entanto, foi transcrita pela filha:

"Minha vida vai se esvaindo
não sei se vou chorando ou sorrindo
sorrindo pondo fim a uma agonia que não aguento mais
chorando por deixar para trás pessoas que amo demais."

As funcionárias também "ouvem" broncas quando o trabalho não é feito corretamente. "Tem dia em que a tabela ferve", brinca a filha. Leide não gosta de conversas fúteis entre as cuidadoras.
São elas que também dão o apoio necessário para Leide sair de casa, o que ocorreu quatro vezes desde que surgiu a doença. A primeira foi para lançar o livro, três outras para assistir a shows de Ney Matogrosso e Maria Bethânia.
A operação é complexa, claro: ela vai de ambulância, precisa de autorização médica e de espaço extra para acomodar os aparelhos de respiração.
Entre os novos projetos de Leide, está outro livro de poesias e um documentário sobre sua vida, com lançamento previsto até o final desde ano, produzido pelos filhos.
Todo dia, faz exercícios com fisioterapeuta e fonoaudiólogo. Às 17h, circula pelo apartamento na cadeira de rodas. No resto do tempo, fica na cama. Essa rotina virou poema:

"Num quarto de apartamento
sitiada por fora e por dentro
meu mundo é um vai e vem
das coisas que o quarto contém".

Sandra Bullock -Dilemas da Felicidade


Bullock sintetiza dilemas da felicidade
DAVID BROOKS
DO "NEW YORK TIMES" (Folha de São Paulo - 4/04/2010 - Ilustrada

Duas coisas aconteceram com Sandra Bullock em março. Primeiro, ela ganhou um Oscar de melhor atriz da Academia. Depois, a mídia noticiou que seu marido é um canalha adúltero. Assim, a pergunta filosófica é: você aceitaria trocar um triunfo profissional tremendo por um golpe pessoal pesado?
Por um lado, um Oscar não é de se jogar fora. Sandra Bullock conquistou a admiração de seus pares de uma maneira que poucas pessoas chegam a fazer. Ela ganhará mais dinheiro durante anos. É possível que ela até viva mais tempo. Uma pesquisa constatou que os premiados com o Oscar vivem em média quase quatro anos mais do que os indicados ao Oscar que não recebem o prêmio.
Mesmo assim, se você precisou de mais de três segundos para refletir sobre essa pergunta, você está completamente louco. A felicidade conjugal é muito mais importante do que qualquer outra coisa para determinar o bem-estar pessoal. Se você tem um casamento bem-sucedido, não importa quantos reveses profissionais sofrer, você será razoavelmente feliz. Se tiver um casamento malsucedido, não importa quantos triunfos tenha em sua carreira -você se sentirá não realizado, em grau importante.
Este não é um discurso vazio. Nas últimas décadas, pesquisadores vêm estudando a felicidade. Seu trabalho, que inicialmente pareceu inconsistente, desenvolveu um rigor impressionante, e uma das descobertas importantes é que, como previam os sábios do passado, o sucesso no mundo tem raízes superficiais, enquanto os laços interpessoais permeiam tudo.
Um exemplo: o vínculo entre felicidade e renda é complicado e tênue. É fato que os países pobres se tornam mais felizes à medida que se tornam países de classe média. Mas, alcançada a satisfação das necessidades básicas, há pouca ligação entre a renda futura e o bem-estar. Os países em crescimento são ligeiramente mais felizes do que os países com índice de crescimento mais baixo.

Riqueza
Os EUA hoje são muito mais ricos do que há 50 anos, mas o aumento na riqueza não gerou aumento mensurável na felicidade de seus habitantes.
Em escala pessoal, o fato de ganhar a loteria não parece gerar ganhos duradouros em matéria de bem-estar. As pessoas não são mais felizes durante os anos em que conquistam mais promoções no trabalho. Elas são felizes na casa dos 20 anos; essa felicidade diminui na meia-idade e, em média, as pessoas alcançam seu pico de felicidade logo depois de se aposentarem, aos 65 anos.
A felicidade das pessoas aumenta ligeiramente conforme a renda sobe, mas isso depende de como elas vivenciam o crescimento. Sua riqueza acirra expectativas irrealistas? Desestabiliza relações consolidadas? Ou flui de um círculo virtuoso no qual um trabalho interessante gera trabalho árduo que, por sua vez, conduz a mais oportunidades interessantes?
Se a relação entre dinheiro e bem-estar é complicada, a correspondência entre relacionamentos pessoais e felicidade não o é. As atividades cotidianas mais associadas à felicidade são o sexo, os encontros sociais depois do trabalho e os jantares com outras pessoas. A atividade cotidiana mais prejudicial à felicidade é o deslocamento de ida e vinda do trabalho.
Segundo um estudo, participar de um grupo que se reúne, mesmo que seja apenas uma vez por mês, gera o mesmo ganho de felicidade que uma pessoa tem quando dobra sua renda. Para outro estudo, ser casado gera um ganho psíquico equivalente a mais de R$ 180 mil por ano. A impressão deixada por essa pesquisa é que o sucesso econômico e profissional existe na superfície da vida e que ele emerge dos relacionamentos interpessoais, que são mais profundos e importantes.
Outra impressão é que prestamos atenção às coisas erradas. A maioria das pessoas superestima o grau em que mais dinheiro poderia melhorar suas vidas. A maioria das escolas e faculdades passa tempo demais preparando seus alunos para a vida profissional e tempo insuficiente preparando-os para tomar decisões sociais.
A maioria dos governos divulga toneladas de dados sobre tendências econômicas, mas não divulga informações suficientes sobre a confiança e outras condições sociais. Em suma, as sociedades modernas desenvolveram instituições imensas orientadas às coisas que são fáceis de contabilizar, mas não às coisas que são mais importantes. Elas têm afinidade com as preocupações materiais e um medo primordial das preocupações morais e sociais.
Tradução de CLARA ALLAIN

Clovis Rossi - Quando a Inocência Mata



"Caro leitor, veja, por favor, à foto no alto. Mostra a menina Dzhennet Abdurakhmanova, de 17 anos, suspeita de ter sido uma das mulheres-bomba que se explodiram segunda-feira no metrô de Moscou, matando ao menos 40 pessoas, inclusive elas próprias.
Ouso dizer que foi a foto que, nos últimos muitos meses, mais me chocou, mais até do que as dos terremotos no Haiti e no Chile. Explico: explosões da natureza são incontroláveis; aos humanos, só resta lamentá-las.
Explosões humanas é que pedem entendimento para tentar evitá-las, o que me parece cada vez mais improvável.
A foto de Dzhennet é a própria contradição: o rosto da perfeita inocência cercado pela personificação do seu oposto, duas armas, uma na mão da própria menina, a outra na do noivo, morto pelas tropas russas na Tchechênia.
Qualquer pintor de talento transformaria o rosto da menina em um quadro imortal. Mas a inocência preferiu matar-se -e a dezenas de outros- antes mesmo de ter tido tempo para viver a vida, seus gozos e suas dores.
Que argumentos são usados para convencer uma Dzhennet, na Tchechênia, nos morros do Rio, nas selvas da Colômbia, nas profundezas de Darfour, onde quer que seja, que vale mais matar e morrer do que viver os sonhos que só a inocência permite ter?
Fanatismo? Claro. Fanáticos sempre houve, de todas as cores e crenças. Maldade? Também, idem, idem, idem.
Mas suspeito que, para convencê-las, é preciso que os olhos das Dzhennets, ao olhar para a frente, ao procurar o horizonte, como parece acontecer na foto da capa, não vejam nada, não vejam ao menos um lampejo de esperança.
Se é assim, chegamos a um estágio em que a desesperança venceu o medo. De matar e de morrer." (4/04/2010 - Folha de São Paulo - Opinião - Clovis Rossi)

crossi@uol.com.br

Segredos - Danuza Leão


Segredos

Danuza Leão

DENTRO DE cada coração há um segredo guardado, um segredo que jamais será contado à melhor amiga, nem ao padre nem ao psicanalista. Não que seja algo que deva ser escondido, mas é uma coisa que não poderá, jamais, ser dividida com ninguém: é uma coisa só sua. Pode se tratar de um fato que aconteceu e que seria um escândalo se alguém soubesse, uma linda história de amor ou apenas um delírio de imaginação, mas dele ninguém vai saber, nunca.
Virou uma mania contar tudo que nos acontece; mas as mais graves, mais sérias, que vêm lá do fundo, essas não se conta a ninguém. A gente pensa que certos pensamentos só acontecem com mulheres muito bonitas e homens muito interessantes, gente que já percorreu o mundo e passou por todas as experiências: ledo engano. Na vida da mais humilde lavadeira da periferia podem ter acontecido coisas que fariam inveja à mais bela e elegante mulher da cidade, que talvez por cuidar tanto de sua beleza e de sua elegância nunca perdeu tempo olhando seu próprio coração.
Quando estiver num lugar cheio de gente, comece a prestar atenção às pessoas, mas uma atenção diferente, mais cuidadosa. Vai perceber que a mais escandalosamente linda de todas, aquela cujo decote vai até o umbigo, e que a fenda da saia vai até a cintura, não está vestida dessa maneira para verdadeiramente conquistar um homem, mas sim para conquistar todos eles; e todos, nesse caso, quer dizer nenhum.
Em algum canto dessa festa vai haver uma mulher absolutamente normal, de uma idade mais pra lá do que pra cá, conversando com uma amiga; uma daquelas mulheres que se olha e sobre a qual não se pensa nada -ou se pensa, é que ela namorou, noivou, casou, teve filhos, foi fiel e que sua vida foi de um tédio atroz. Pois é aí que pode -e geralmente está- o engano.
Essas, se é que viveram mesmo uma vida sem grandes e trepidantes histórias de amor, costumam ter tido desejos intensos e inconfessáveis, e quanto mais castas tiverem sido, maior a quantidade deles. Vamos deixar bem claro que desejar não é cometer nenhuma infidelidade. Por isso, nada mais natural que isso tenha acontecido com nossas mães, tias e avós.
Talvez, na época pré-Freud, elas não conseguissem identificar com clareza o que estava acontecendo, mas se pensarem agora sobre o medo que alguns homens lhes causavam, o pânico de ficar sozinha na sala com alguns deles e a aversão intensa que outros lhes provocavam, visto sob uma ótica mais moderna e esclarecida, poderia ser medo não deles, mas do desejo delas próprias; medo de se atirar no pescoço de um cunhado ou do filho do farmacêutico, que pela idade poderia ser seu próprio filho.
Quando estiver numa daquelas reuniões de família com aquelas tias que nunca perderam uma missa em toda sua existência, ofereça um licor e puxe pela sua língua.
Ela não vai dizer tudo, claro, até porque não sabe direito, mas não vai ser difícil para você desvendar os mistérios que se escondem naquele coração. E se quiser ser bem pérfida, puxe pela vida das outras, procure -sutilmente, claro -saber dos podres da família. Ou vai dizer que na sua nunca teve nenhum?
E quando olhar para sua avó, tão distinta, com os cabelos tão brancos, com um ar tão distante, imagine as loucuras que não devem ter passado pela cabeça dela. Ou que talvez ainda estejam passando. (Danuza Leão -Folha de São Paulo - Cotidiano - 04/04/2010)
http://arquivoetc.blogspot.com/2010/04/danuza-leao-segredos.html


Foto: http://mguidoni.wordpress.com/2009/04/19/os-segredos-do-empreendedor-bem-sucedido/

Leio a crônica de Danuza sobre Segredos e me ocorre que é muito, mas muito difícil mesmo conseguir guardar o próprio segredo. Dos outros não, porque quando lhe contam alguma coisa e pedem segredo é fácil manter e cumprir o pedido. Para a pessoa que contou há um alívio, porque conseguiu compartilhar com alguém. Mas um segredo seu, que deveria ficar guardadinho, vai crescendo, oprimindo, trazendo angústia e....você conta prá alguém. Aí vem o arrependimento, porque você sabe que esta pessoa acabará compartilhando com outra (s). E seu segredo deixa de ser seu e se torna propriedade de pessoas que não se importam com você. E como é um segredo que traz dor, sofrimento, depois que conta você espera colo, ombro. E não recebe nem uma coisa nem outra. A única coisa que lhe oferecem é cobrança de atitude ou indiferença. Mas seu coração está tão despedaçado que nem atitude você tem mais. Você clama por socorro mas o outro está tão preocupado com o aparelho celular que não escuta seu grito. Daí você faz outro pedido de socorro para outra pessoa. E recebe um não. E você aprende uma dolorosa lição. Segredos só podem ser compartilhados quando forem segredos felizes. Você vai encontrar solidariedade, apoio, amizade, amor. Segredos tristes guarde pra você. Ninguém é capaz de entender sua dor. Talvez a pessoa que causou a dor poderia lhe entender. Mas, agora, ela já não pode mais.

O melhor prêmio de Nizan Guanaes

" O PUBLICITÁRIO Nizan Guanaes se considera um ser irremediavelmente competitivo -uma atitude que lhe trouxe, em intensidade semelhante, alguns dos mais importantes prêmios de publicidade, assim como admiradores e desafetos.
Há algum tempo, ele colocou seu prazer competitivo num segmento que lhe era totalmente estranho, cujo cenário nada tinha a ver com a sofisticação asséptica das agências de publicidade: uma escola pública da periferia de São Paulo (Campo Limpo, na zona sul), tão longe de Nova York, onde hoje ele mora. Apesar do dinheiro investido, ele descobriu que é muito mais fácil e rápido levar os mais cobiçados prêmios inventando anúncios do que melhorar uma escola pública. Na semana passada, porém, ele ganhou um troféu. Humilde, nada tinha a ver com a luminosidade de um Leão de Ouro de Cannes. Pelos meus critérios, foi o seu melhor.
O troféu é o resultado da escola que ele apoia (Francisco Brasiliense Fusco). O colégio continua, para padrões civilizados, ruim. Só que, segundo o índice de qualidade do governo estadual, o Idesp, conseguiu superar 40% da meta fixada. Isso o coloca 80% acima da média do Estado e, se mantiver esse ritmo, logo estará muito mais próximo de Nova York do que de São Paulo. "............
Fonte: 04 de abril de 2010 - Folha de São Paulo - Cotidiano - Gilberto Dimenstein

Contrastes


17/03/2010 - Presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia são recepcionados em jantar oferecido pelo rei Abdullah II e a rainha Rania em Amã, Jordânia.
Foto: Ricardo Stuckert/PR



Fonte:

http://blog.planalto.gov.br/categoria/galerias/imagens/




A rainha do deserto (Outubro 2003)

Rania da Jordânia é bonita, simpática, chique e ainda defende as causas certas

Todo mundo comentou na época e a história é repetida até hoje: ao ser coroada rainha da Jordânia, em 1999, Rania, a bonita, articulada e elegante mulher do rei Abdullah II, usou à guisa de coroa a tiara de diamantes da cunhada, a princesa Haya. "Para que gastar um monte de dinheiro numa coisa que só vou usar raramente?", disse, toda modesta, na época. E assim, de tiara emprestada, Rania brilhou ao lado do marido atarracado e sem glamour. Apesar do coque bufante e da maquiagem pesada, já era uma visão de beleza e porte imponente, capazes de encantar os súditos e ajudar na aceitação popular de um novo e imprevisto soberano. De lá para cá, Rania só fez refinar seus dotes. Depois de ter a terceira filha, em setembro de 2000, (teve o quarto filho em 2005) emagreceu até o padrão de modelo. O que economizou com a tiara, gastou em roupas de grifes, jóias, sapatos e uma vastíssima coleção de bolsas (em Amã, é chamada de "rainha das bolsas"). Aprendeu a se maquiar, a deixar soltos os cabelos brilhantes ou a prendê-los em penteados elegantes. Em visitas seguidas a Paris e a Estocolmo, deslumbrou os anfitriões com sua vivacidade e sua figura impecável, tanto de dia, em terninhos e conjuntos justos e salto altíssimo, quanto nas noites de gala, nos longos de refinada inspiração oriental que costuma usar. Numa parte do mundo onde até as mulheres emancipadas estão voltando a usar o véu, Rania só cobre os cabelos quando vai à mesquita e projeta uma imagem de independência e segurança quase sem paralelos.

A plebéia Rania, filha de um médico palestino criada no Kuwait e formada em administração de empresas pela Universidade Americana no Cairo, casou-se com Abdullah em 1993. O príncipe, filho mais velho do rei Hussein da Jordânia, não era herdeiro do trono – antes dele vinha o tio, Hassan. Duas semanas antes de morrer, de câncer, Hussein virou o jogo e pôs seu primogênito na frente da fila. E assim o casal se viu catapultado para o trono da Jordânia, ambos – monarquia e país – criações coloniais dos ingleses num cantinho desértico e altamente problemático do Oriente Médio. Rania, aos 28 anos, tornou-se a mais jovem rainha do mundo e uma anomalia por natureza. Para começar, praticamente não existem rainhas no mundo árabe (até recentemente, os monarcas remanescentes continuavam a praticar a poligamia) e, quando existem, não falam nem aparecem em público. A idéia de uma rainha à moda ocidental foi introduzida justamente pela última mulher do rei Hussein, a americana Noor, bonita, ativa e tarimbada em circular nas altas-rodas internacionais. Diante do precedente (embora as duas não sejam exatamente grandes amigas), Rania arregaçou as mangas do tailleurzinho Saint Laurent e seguiu o exemplo. Com uma vantagem enorme sobre a antecessora, pois como palestina tem a simpatia automática de 60% da população da Jordânia. Para o marido, isso é um trunfo extra. Filho de uma inglesa, a segunda mulher de Hussein, Abdullah até hoje treina para falar árabe correntemente.

Antes de se casar, Rania trabalhou no Citibank e na Apple. Já desfilou na rua com o kaffiyeh, o lenço quadriculado palestino no pescoço, mas em geral defende causas "femininas" e politicamente corretas, como campanhas contra o abuso infantil ("Quando comecei a denunciar a violência contra crianças em casa, não havia sequer um termo para isso na nossa língua", diz) e a favor do microcrédito. Na abertura da Cúpula das Mulheres Árabes em Amã, onde fez bonito com um longo azul bordado em dourado, obra do libanês Elie Saab, seu estilista favorito –, conclamou as jordanianas a se modernizar e aderir à internet, que só era usada por 4% da população feminina do país. Esportiva (correu a maratona de Amã junto com todo mundo) e dedicada aos filhos, ajuda a cultivar a imagem de família unida, feliz e moderna. Passa férias na Côte d'Azur e não resiste a uma roupa de grife, mas fazer o quê? A uma rainha jovem, bonita e cada vez mais elegante, vinda de um lugar do mundo de onde habitualmente só chegam notícias trágicas, não só se perdoa como até se aplaude por proporcionar uma pausa para a fantasia.


Fonte http://veja.abril.com.br/221003/p_054.html


sábado, 3 de abril de 2010

We are the World III

Lisa Lavie, é uma cantora canadense de 26 anos que ainda não é muito conhecida do grande público. Sua vitrine é o You Tube, por enquanto, onde pode ser vista fazendo versões de várias músicas. Agora ela resolveu reunir um grupo de internautas para fazer um clipe com vídeos caseiros onde os cantores anônimos participam do hit "We are the world", também com o objetivo de ajudar às vítimas do terremoto no Haiti.
Todos tem vozes privilegiadas, cantam super bem e gravaram, a maioria, em seus quartos e salas com web cameras.
http://leilacordeiro.blogspot.com/2010/03/cantores-anonimos-dao-show-na-internet.html

Infidelidade e Indenização







Fotos:
Anne e Cynthia


Por essa uma amante de um homem na Carolina do Norte não esperava e nem poderia imaginar! Olha só que história! Com base numa lei do final do século 19, já abolida em vários Estados americanos, a Justiça da Carolina do Norte condenou Anne Lundquist, de 49 anos,reitora de uma faculdade em Nova York, a indenizar em US$ 9 milhões ou R$ 16 milhões, Cynthia Shackelford, de 60, por adultério e danos morais.
Cynthia se separou de Allan Shackelford, de 62 anos, em abril de 2005, quando ele já mantinha um relacionamento extra-conjugal com Lundquist, de 49. Depois do divórcio Cynthia conta que teve de ir morar com amigos por não ter como manter o apartamento. Ela disse ainda que abandonou sua carreira como professora para cuidar dos dois filhos do casal, enquanto seu marido se dedicava à carreira de advogado e curtia uma boa vida com a nova mulher.
Quando soube o que teria de pagar por ter ficado com o marido alheio, evidentemente que a amante pulou feito pipoca e disse que vai recorrer da decisão da justiça pois nem de longe tem esse montante de dinheiro. Mas o advogado de Cynthia diz que não vai desisitir . Ele acha que eles podem até não conseguir todos os US$ 9 milhões, mas está com esperança de que poderão coletar uma boa grana. Segundo ele, essa medida é para que as pessoas respeitem a santidade do casamento, prevenindo outras pessoas, que caso queiram ir atrás de gente casada , terão que pagar alto por isso.
Já pensou se essa moda pegasse? A mulher de Tiger Woods ficaria trilionária, não é mesmo? ( http://leilacordeiro.blogspot.com/2010/03/amante-e-condenada-pagar-caro-pela.html )

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Company of Elders

A companhia britânica de dança Company of Elders, nasceu há dez anos no teatro de dança Saddler’s Wells, no norte de Londres, a partir de um projeto comunitário.

Formado por membros da comunidade local, o grupo conta com 25 dançarinos com idades de 61 a 85 anos. Seu repertório inclui coreografias contemporâneas e algumas inspiradas no passado. Confira agora a performance dos "seniors" dançarinos que vem emocionando o público.




Fonte:http://leilacordeiro.blogspot.com/

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Primeiro dia do resto da minha vida


"A persistência da Memória" - Salvador Dali


Neste primeiro dia de vida, eu já sei todos os idiomas (mesmo que seja apenas o Português), tenho uma rede de amizades, toda uma cultura acumulada, todos os cursos que fiz, todas as competências profissionais, toda maturidade que possuo, e, o que é mais importante, tenho a perfeita consciência de que este é o primeiro dia da minha vida. Hoje me foi dada uma vida inteira pela frente. Pode ser uma vida curta ou longa. Não importa. É toda uma vida pra ser vivida.

Tenho consciência de todo o potencial que disponho e decido começar minha vida hoje, sem medo e sem vergonha de não ter feito ainda tudo que eu quis fazer, porque tudo o que vivi ou deixei de viver faz parte de algo que não existe. Faz parte do ontem.

(Adaptação do texto de Marcello Pepe - http://www.planetanews.com/news/2006/10446

quarta-feira, 31 de março de 2010

Coluna Social

Destaques da coluna "Em Sociedade" de Rogerio Cunha no Jornal Correio.






terça-feira, 30 de março de 2010

Cultura Pop Atual




Kim Kardashian não ficou famosa por ser filha do falecido Robert Kardashian -o advogado que defendeu O.J. Simpson em um célebre caso de homicídio-, apesar de isso ter ajudado. Ela chegou aos holofotes do mesmo jeitinho sacana que Paris Hilton, estrela de "The Simple Life", chegou: estrelando uma "sex tape".
Nesse caso, a única diferença entre uma "sex tape" e um filme pornô é o fato de que ambas as moças já tinham sobrenomes famosos. Então o escândalo as transformou em celebridades internacionais.



A vietnamita de orientação bissexual Tila Tequila fez sua fama sem ter sobrenome famoso. O que ela tinha era muitos amigos no MySpace. Acredite ou não, isso rendeu um programa escandaloso na MTV, o "A Shot of Love with Tila Tequila", em que Tila tinha que escolher entre 32 pretendentes -16 homens e 16 mulheres.




Michelle "Bombshell" McGee: famosa por ser amante. A stripper tatuada destruiu recentemente o casamento de Jesse James e Sandra Bullock ao vender sua história por US$ 30 mil (quase R$ 55 mil) para a revista "In Touch". Michelle não aguentou ver a felicidade do casal na cerimônia do Oscar, em que Sandra Bullock conquistou a estatueta de melhor atriz, e resolveu se vingar, contando ao público sobre seu caso de 11 meses.
No momento, Michelle McGee é uma das celebridades mais noticiadas.
Fonte: Mayra Dias Gomes - Folhateen 29/03/2010.



Felizmente nem tudo está perdido. A cultura pop está nas mãos de Kims, Tilas e Michelles, mas em contrapartida, está nas mãos também de Caios, Mayas, Nettas e Solanos.





Caio Maniero D'Auria, 23, é contra o uso de armas para a solução de conflitos políticos, mas teve de entrar numa batalha de nervos para conseguir dispensa do serviço militar obrigatório alegando objeção de consciência.
À época de seu alistamento, em 2004, Caio considerava-se um anarquista com propensões humanistas. Era contra instituições como o Exército e contra matar pessoas na eventualidade de uma guerra.
Ele poderia ter seguido pelo caminho mais fácil e, simplesmente, ter dito que não queria servir, já que poucos involuntários são convocados.
"Temos que sair do campo das ideias e partir para a ação", diz D'Auria sobre a obstinação de seguir até o fim no processo.
No entanto, mesmo os dispensados têm de prestar juramento à bandeira brasileira que, entre outras coisas, inclui a promessa de morrer pela pátria se for convocado.
"Seria muito hipócrita eu jurar isso", diz D'Auria. "Pensei em desistir em vários momentos, mas segui." A dispensa definitiva só veio em 2008.




Maya Wind, 20 e Netta Mishly são dos "shministim" -teens israelistas contra o alistamento. Por conta de suas recusas, Maya já foi presa cinco vezes.

Maya falou com a Folha por telefone. Leia trechos abaixo.

FOLHA - Por que você se recusou?
MAYA WIND - Não posso deixar de reconhecer a humanidade dos palestinos. É por meu senso de profundo comprometimento à comunidade em que cresci que me recusei a contribuir com o derramamento de sangue.

FOLHA - E o que aconteceu?
MAYA - Fui julgada em uma corte militar. Fiquei um mês presa e depois tive de me alistar de novo. Recusei. Já fui detida cinco vezes, assim. Hoje sou considerada mentalmente inepta para o Exército.

FOLHA - Como era a prisão?
MAYA - Olha, não posso reclamar, perto do que os palestinos sofrem. Não fui maltratada fisicamente. A maior punição é a rejeição social. As pessoas me veem como ingênua por acreditar que as coisas podem ser diferentes. Pensam que sou uma traidora parasita que não tem o direito de viver aqui.

FOLHA - Quando menor, você se preocupava com o serviço militar?
MAYA - Desde que você tem cinco anos de idade você pensa nisso. Durante o ensino médio os jovens têm de passar por testes e por acampamentos militares.

FOLHA - O serviço militar deveria ser opcional no restante do mundo?
MAYA - Não acho certo forçar alguém de 18 anos a segurar uma arma e a matar alguém.
Fonte: Diogo Bercito - Folhateen 29/03/2010


Em entrevista exclusiva concedida à jornalista Carol Herling, o ator Mateus Solano Schenker Carneiro da Cunha - mais conhecido por Mateus Solano, afirmou: “O judaísmo é fundamental em minha vida, pois aprendi a importância de ser generoso e de acreditar no potencial do outro. Eu costumo dizer que eu sou judeu de verdade, porque eu escolhi ser judeu. Freqüento a CJB sempre que possível, e muito do que o rabino Nilton Bonder fala ultrapassa meus ouvidos e entra em meu coração. Comemoro os feriados, e, em Yom Kipur, vivencio a experiência, pois é a chance que tenho de sair da minha rotina mental e física, e ainda pe nsar em todas as coisas que quero para o meu ano. Eu acho Yom Kipur uma das datas mais lindas que existem entre todas as religiões”. Foto: Roberta Simoni.

Clarice Lispector

Mas eu sei o que foram as minhas dores. A cólera, é fácil expô-la. Mas a dor, esta me envergonhava. Porque minha dor vem de que não saí feliz de meus outros pecados mortais. Minha violência - que é em carne viva e só quer como pasto a carne viva - esta violência vem de que outras violências vitais minhas foram esmagadas. Minhas outras violências pecadoras que se pareciam tanto com um direito meu... No começo elas se pareciam tanto com minhas maiores suavidades. Eu tinha nascido simplesmente e também simplesmente quis ir tomando para mim o que queria. E a cada vez que não podia, a cada vez que era proibido, a cada vez que me negavam, eu sorria e pensava que era um manso sorriso de resignação. Mas era a dor que se mascarava em bondade. Eu sabia que era dor errada diante de Deus, e, pior, diante de mim, quem quer que eu seja. Cada vez que meus pecados não venciam, eu sofria, mas sem me sentir com direito de sofrer, e tinha que esconder não apenas a dor, mas sobretudo o que causara a dor. O que estava sendo pisado em mim? na minha verdade de outrora, o que estava sendo pisado em mim? Os pecados mortais. (A Descoberta do Mundo - Clarice Lispector - Editora Rocco)

sábado, 27 de março de 2010

O meu coração quebrou-se - Fernando Pessoa

Fernando Pessoa


O meu coração quebrou-se


O meu coração quebrou-se
Como um bocado de vidro
Quis viver e enganou-se...

Fonte: http://www.revista.agulha.nom.br/ined06.html

quinta-feira, 25 de março de 2010

10 Construções mais bizarras do mundo


1. AURA residence


A residência de AURA em Chipre, ilha situada ao sul da Turquia, é uma obra moderna e futurista. Baseada na obra “The Great Wave off Kanagawa”, do artista japonês Hokusai, a casa de campo é para quem tem gostos exclusivos, modernos e caríssimos.

2. The Under rock


Essa casa, localizada perto da costa de Portugal, foi construída num pedregulho gigante!

3. Três andares na caverna

O casal americano Curt and Deborah Sleeper são os donos dessa curiosa casa de três andares construída dentro de uma caverna em Festus, Missouri (EUA).


4. No estilo extraterrestre

Essa obra do arquiteto finlandês, Matti Suuronen, projetada na década sessenta foi nomeada como a casa do futuro. Em um estilo bem peculiar, talvez quando os extraterrestres vierem para terra, eles escolham essa casa.


5. Casa de Gelo

Talvez você sinta um friozinho nesta casa feita inteiramente com gelo. Criada por dois artistas de Detroit (EUA), a casa é conhecida como “Ice House Detroit”.

6. Carro-casa

Você prefere um carro ou uma casa? Pois, seus problemas acabaram! O arquiteto Markus Voglreiter projetou o residencial carro-casa, com um investimento de aproximadamente $1 milhão de euros. No formato Volkswagen-Beetle-car, seu aluguel sai em torno de $ 2500 euros mensais.

7. A casa iluminada

Para quem tem medo do escuro, a casa iluminada é uma ótima saída. Decorada com mais de 420 mil lâmpadas, que funcionam como o próprio gerador do ambiente, a casa localiza-se em Drensteinfurt, Alemanha.

8. Da cama para piscina

Que tal acordar e já dar um pulinho na piscina? Olha a idéia que um morador em Auckland, na Nova Zelândia, teve.

9. Casa de porcelana

Desenvolvida pelo chinês Zhang Lianzhi no distrito de Heping de Tianjin, China, essa casa foi construída com 400 milhões de fragmentos da porcelana, cinco mil vasos antigos, quatro mil pratos e bacias de porcelana, sobre 20 toneladas de rochas e de ágata cristalinas. Avaliado em $65 milhões de dólares, 'Yuebao House' está aberta ao público como um museu.

10. Debaixo D’agua

Você gostaria de viver sobre a água? E se a entrada da sua casa se desse por um lago? A casa projetada pela John Pardey Architects conta com uma escada cujo único acesso é através de um lago. E aí você encararia essa?

Fonte http://msn.onne.com.br/decoracao/materia/12665/ex-tica-arquitetura

Hora do Planeta - Uberlândia

Para visualizar o texto clique na Imagem

terça-feira, 23 de março de 2010

Poema triste - Denise

Bom dia, tristeza.
Difícil imaginá-la pior,
A vida se tornou um rio seco,
uma floresta devastada,
Não existe mais o Encontro,
Não existe mais Amor!
Só ficou mágoa, ressentimento e
dor.

Ninguém é insubstituível - Sandra Maia

Ninguém é insubstituível

Sandra Maia*/Especial para BR Press

- É fato! Não somos perfeitos, não somos insubstituíveis, não somos onipotentes, onipresentes, não estamos oniscientes da nossa importância, da nossa certeza. Então, sim, podemos ser substituídos a qualquer momento. Seja no amor, no trabalho, em qualquer relação. Gosto mais da palavra em inglês: REPLACED. Podemos ser recolocados, realocados, substituídos. E assim também o outro, aquele que está conosco. Na relação nada pode ser tomado como garantido, a não ser a máxima de que nascemos para sermos felizes!

Então tanto faz se relações são cheias de graça ou desgraça – não nos pertencem. Não deveríamos viver iludidos de que é para sempre – até porque o sempre sempre acaba! Pode ser para sempre o AMOR, A ENTREGA, O ENCONTRO – todas as sensações que estão conosco, no nosso ser... No mais, o outro não é nosso!

Ação

Posto isso, porque será que muitos de nós continuam por aí infelizes na relação, infelizes na espera, infelizes sós? Ou ao contrário: vivendo uma relação estável, feliz, mas fazendo de tudo para por tudo a perder? Por que não há decisão, escolha? Por que tratamos a relação como se fosse algo que está lá – para o bem ou para o mal – e imaginamos que não precisamos fazer nada? É preciso investir, cuidar, analisar, confrontar, ficar ou sair.

Quero crer que estão todos anestesiados, esperando dias melhores! Esperam o que está por vir! Ou seja: engolem o sapo hoje para não ter de engolir amanha... Será mesmo? Será que quando estamos aqui engolindo o SAPO – não damos a entender que, ok, estamos prontos para ENGOLIR O BREJO INTEIRO? Será que não é isso que estamos emitindo?

Que sinais passamos ao outro, aos outros? Será que queremos passar despercebidos? Medrosos de colocar-nos, de falar o que vai dentro? De por para fora nossa indignação, nossa raiva, nosso amor? Será que vamos seguir assim OMISSOS, fora da realidade, vivendo o que não é nosso, o que não nos pertence? Até quando vamos aceitar migalhas, desrespeito, falta de amor? Até quando vamos viver com base nessa toada – dos dias melhores, do que virá, da outra vida,do futuro, do que não temos?

Aqui, agora

Saiba: a vida é o que nos acontece aqui e agora. Isso quer dizer que enquanto olhamos para frente e negamos o que nos acontece agora, deixamos de estar presentes para estar ausentes – o tempo passa, a vida acontece...

Deixamos-nos para trás, nos anulamos. Abrimos mão do que temos: nossos sonhos, nossas possibilidades, nossa vida para viver qualquer coisa a mais, qualquer coisa que alimenta nosso lado masoquista – só para alimentar a VÍTIMA, a que não tem sorte, não tem amor, não tem vida... Será mesmo? Será que é fácil para todos? Será que tudo cai de mão beijada para os outros?

Posso afirmar que não! O que nos chega é o que escolhemos. O que vivemos é o que podemos. E, então, se não estamos prontos para receber, doar, amar, ser feliz etc, etc, então vamos viver exatamente o contrário. E fica a pergunta: dá para mudar? Dá para mudar um padrão de comportamento que nos permita amar e ser amados? Complexo!

Mudança

Dá, dá para mudar o que quisermos, se dermos o primeiro passo. Esse é o mais difícil. Primeiro porque teremos de olhar para dentro, para trás, para o que vivemos e construímos; depois, porque teremos de aprender a abrir mão do que não serve, adotar outro padrão, ensinar aos que estão por perto que MUDAMOS. Não queremos, ou melhor, não aceitamos mais o velho modelo...

Tudo isso demanda tempo, autoconhecimento, demanda força, coragem e, dificilmente conseguimos tudo isso sem ajuda profissional. Terapia ajuda? Diria que é fundamental para o nosso crescimento, para o resgate da nossa auto-estima. Todos a aceitam? Não. Muitos irão preferir trabalhos em grupo, atividades alternativas, terapias corporais etc, etc.

Verdadeiramente acredito não haver um único caminho – o certo. Acredito naquele que podemos sustentar com nossos limites. Então, fica aqui o convite para a reflexão – escolher compreender que não somos insubstituíveis, e mais: que é possível recolocar ou substituir qualquer pessoa em nossa vida...

É fácil? Não. Mas podemos ficar sempre com a oportunidade de transformar...

Escolhas, sempre escolhas...

(*)Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você - Histórias e relacionamentos co-dependentes e Você Está Disponível? Um caminho para o amor pleno, editados pela Celebris.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Chico Buarque - Gota D'água


GOTA D'ÁGUA

Já lhe dei meu corpo, minha alegria
Já estanquei meu sangue quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta pro desfecho da festa
Por favor
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água

Cântico VI - Cecilia Meireles

Cântico VI - Cecília Meireles

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

Bem no Fundo - Paulo Leminsk

Bem no Fundo - Paulo Leminsk


No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

sábado, 20 de março de 2010

Study N Travel - Intercâmbio

Programas de Férias no Canadá , Estados Unidos e África

TORONTO ou VANCOUVER
Idade : Flexivel
Início : 28 de julho, 5, 12 e 19 de julho

Preço inclui:
3 semanas de curso de inglês c/ 20 aulas semanais na escola ILAC GOLD
3 semanas em Home Stay c/ 3 refeições diárias
Passeios tds os finais de semana ( ex Medieval Times, Toronto Island, esportes , praia, etc) pagos a parte.

Preço pte terrestre - CAD 2.740,00

ST PETERSBURG- FLORIDA USA
FUN and SUN CAMP
Idade : 10 a 16 anos
Inicio - 04 a 24 de julho ( 3 semanas)
27 de junho a 24 julho ( 4 semanas)

Preço inclui:
Curso de inglês c/15 aulas semanais, material didatico
Acomodação - dormitorio estudantil duplo
Transfers de aeroporto ( Tampa Airport)
Refeições no campus
Atividades diárias - cinemas, piscinas, jogos, praia, gincanas, shoppings, etc
Finas de semana - Bush Gardens, Disney, Universal Studios, etc.
Seguro saúde

Preço pte terrestre - 4 semanas USD 4.445,00
3 semanas USD 3.675,00

ÁFRICA DO SUL - Cape Town
Idade - entre 14 e 18 anos
Inico - todo domingo a partir de 11 de julho até final de agosto

Preço inclui:
Curso de inglês c/ 16 aulas semanais
Acomodação em residência estudantil quarto quáduplo
3 refeições por dia ( café da manhã, almoço e jantar)
Material didático
Transfers aeroporto
Atividades diárias

Preço pte terrestre:
2 semanas - EUR 1.000,00
3 semanas - EUR 1.400,00
4 semanas - EUR 1.700,00
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PROMOÇÔES :

Inglês na Inglaterra
48 semanas de curso de inglês c/15 aulas semanais na escola The English Studio - Londres + tx de inscrição
Poderá obter visto de estudante TIER4 com permissão de trabalho.
Apenas LIB 1.200,00

Francês ou Inglês em Montreal no Canadá
4 semanas de curso + 4 semanas de quarto single em apartamento s/ refeição + taxas.
Escola MIILA Montreal International Institut of Language Arts
Apenas CAN 1.184,00


Inglês na Austrália em Sydney Bondi - Mercury Colleges
6 meses de curso + taxas + 170 dias de seguro obrigatório
Opções variadas de Acomodação p/ ser incluida no programa
Apenas AUD 4.221,00

Curso de Inglês na África do Sul em Resort
4 semanas de Curso + Acomodação em residência estudantil ( quarto quadruplo) + Taxas + Café da manhã
Prédio da escola, com piscina, internet wireless a 3 quadras da praia de Sea Point.
Apenas EUR 1.296,00


Interessados entrar em contato com:

Raquel Fonseca

STUDY-N-TRAVEL - Uberlândia

Intercâmbio - Cursos - Turismo

Av. João Pinheiro 320/1201

38.400-124- Uberlândia -MG

(34) 3234.2652 e 9992.2652

www.intercambio..com.br

uberlandia@intercambio.com.br

Cristovão Buarque -A Internacionalização

-Constantemente recebemos por e-mail um texto de Cristovão Buarque sobre "A Internacionalização da Amazônia".
Veja o que ele diz: "O fato que deu origem a este artigo ocorreu em Nova York, nas salas de convenções do Hotel Hilton, durante o encontro do State of the World Forum, em Setembro de 2000. Publiquei o artigo no Globo e no Correio Braziliense, logo depois. Mas de vez em quando surgem mudanças e informações adicionais nem sempre verdadeiras.
É falso que o artigo foi publicado no New York Times e em outros jornais estrangeiros."

Em setembro de 2010 este texto completará dez anos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Aniversário da Cristina

Cristina fez aniversário no dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Na véspera, dia 7 foi o Dia do Oscar. Portanto, o Oscar vai para....

Cristina




Cristina não é apenas "uma bela superfície: um lindo vestido de babados, muita maquiagem, salto alto. O clichê da mulher. " Cristina é muito mais. É trabalho, criatividade, arte, luta, vida.



Cristina enfrentou um grande desafio em 2009. Realizou um grande feito. Abriu seu coração e provou a força que tem. Por tudo isso está aqui recebendo nossa homenagem e reverência. Parabéns Cristina! Muita Saúde prá você!


“INSUBMISSAS SAIAS” - Vera Fornaciari

Mulher é flor feminina viçosa, feito dourados cachos de arroz em fim de estação... Espirituosa bergamota do pomar... Recôncavo travesseiro de paina e lã.
Na roça, assim toda vestida de arte vegetal, mulher coragem se esquece que é anca frágil de dizeres delicados. Lá onde a sua delicadeza não cabe – muitas vezes cabe a ela – logo ela – singela roseira perfumada nascida na horta...! Recôndito travesseiro de fibra e determinação! Sutileza de boneca de louça suja de graxa...
A doçura da mulher nunca é sujeição: o ladino “bicho-home” ainda não conseguiu inventar máquina de ler pensamentos de rio calmo e fundo...! E é lá naquele lugar subjetivo aonde ninguém vai - que as suas “insubmissas saias” preservam toda a soberba da sua identidade.
...São elas, a ternas mulheres que movem os anseios do mundo... E é em função dos desejos e dos caprichos delas que os homens vivem...!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Natal 2009 - Clori Fernandes



Clori é o tipo de pessoa que, quando você fica conhecendo, já gosta dela imediatamente. Não precisa de "convivência" prá ficar conhecendo melhor. Ela é muito transparente, fala o que pensa (e como pensa), antenada, engajada, assume posições e, como se não bastasse, escreve muito bem. Já escreveu um livro para crianças e estamos aguardando que ela resolva publicá-lo. Fez a Festa de Natal da turma da Caminhada na Casa dela e escreveu este adorável texto que, prometido desde o ano passado, chegou agora e publico com prazer. Não tenho as fotos da festa, mas tenho de algumas das meninas que compareceram à Festa.



NATAL 2009 – Turma da caminhada das nove.
Clori Fernandes


Foto de junho 2009 - Aniversário da Alcy

Sentimos falta de algumas amigas na nossa festa deste Natal de 2009, especialmente da Alcyone, nossa amada fotógrafa oficial e sua lugar-tenente, a Delma. Ambas talentosíssimas e não só com as máquinas fotográficas.
A Lauri as substituiu, mas, convalescendo de uma pequena cirurgia, cochilava entre uma foto e outra, entre uma entrega de presente para uma amiga oculta e outra, de forma que tínhamos que cutucá-la para que empunhasse a máquina. A Vera se arvorou em nos clicar algumas vezes, poucas é verdade, pois seu talento maior é ser fotografada.


Foto de Outubro 2009 - Aniversário da Raquel

Algumas outras sacaram, igualmente, seu equipamento, mas a grande maioria é composta de “foto-analfabetas funcionais” como eu. Quero dizer com isso que somos capazes, sim, de usar uma máquina digital, mas sempre correndo o risco de cortar partes vitais do motivo a ser fotografado. Não sei se ainda veremos a documentação visual do nosso ágape.
É claro que nessa pequena crônica não poderei falar de todas, só das mais saidinhas. Vou deixar de fora a doce Magda, a Irene um e a Irene dois, excelentes amigas. Não me perguntem quem é quem, porque essa hierarquia pode dar problemas. Também não direi nada da Maria Alice, mas que ela não trouxe o maravilhoso CD do marido, isso não trouxe. Por essa e por outras, eu paguei mais um mico, do qual falarei mais adiante, pois ela é sempre a salva-pátria, ou melhor, "salva-som" das festas aqui em casa. Também não quero mencionar a Cidinha, toda produzida, um arraso, e as queridas Martinha, Elaine e Alaíde que até no cabeleireiro foram. A Quedma, posso afirmar, estava podre de chique. Aliás, todas estávamos. A produção nos tornou diferentes do dia-a-dia na pista de caminhada, com bonés de óculos escuros.
Eu não me ligo nada em som, por isso esqueci completamente da música. Corri atrás do prejuízo e botei um CD dos Mamonas Assassinas. Quem salvou a noite foi a Solange, que buscou no carro um disco de bossa nova. Eis o mico prometido e assumido.
Sou também um pouco desastrada, mais ou menos “sem noção”, como dizem os jovens. Vai daí que comprei um aparelho elétrico de aromatizar ambiente para a Tânia, minha amiga oculta, sem saber que é alérgica a perfume, qualquer perfume. Quando ela me confessou isso, no almoço com a turma da Maria Otília, mais que depressa fui comprar outro presente: Vinhos. Luis Felipe Edwards, para ser mais precisa. Eu me apaixonei primeiro pelo nome. É o do meu filho mais velho e o Edwards, descontando-se a grafia, do mais novo, depois pelo sabor desse néctar que, para completar, tem um precinho que cabe no meu bolso. Na festa – a confraternização foi na minha casa - fiquei sabendo que ela, Tânia, é absolutamente abstêmia. Todo mundo ficou feliz. O motivo? Segunda-feira iremos à casa da minha amiga, agora plenamente declarada, para beber o vinho e ver um vídeo da sua performance tangueira. Tânia,como todas sabem, esmerou-se em dançar lindos tangos com um famoso partner chamado Álvaro Reis. Ao que parece, o mesmo que rodopiou com a Cristiane Torloni no programa do Faustão. Êta mulher poderosa, sô.
Elas, por unanimidade, me presentearam com um dos mimos que a Alcyone, impossibilitada de comparecer, enviou para sorteio. Assim, sem depender da sorte, terei lindos panos-de-prato, típicos do natal, na noite da ceia.
Essas meninas são demais! Quero dizer todas, mas mais particularmente as cozinheiras:
A Selma fez um "Panachê" (nunca tinha ouvido esse nome) ótimo. Além disso, ela preparou um tender cheio de frufrus, como é do seu feitio. Também providenciou uma salada de grão-de-bico com bacalhau que estava perfeita. A Beth assou um pernil de porco. Não, não. Dos deuses! Já a Cristina trouxe um peru, ou chester que, além de muito saboroso, continha uma farofa molhada (se é que se pode chamar de farofa algo parecido com um creme), fora do comum. Todo mundo queria a receita. Ela, claro, prometeu nos passar, mas, fosse eu, não daria coisa nenhuma: Segredo culinário. Top secret. Trouxeram também outra farofa, esta sim bem farofenta.
Mas o pecado maior ficou por conta da Solange que fez uma taça com musse de maracujá, chocolate e chantilly absolutamente maravilhosa. Creio que ninguém resistiu.
Das bebidas eu não falarei uma única palavra. Vá lá, só algumas: cerveja gelada e bons vinhos, sucos e refrigerantes, que ninguém estava disposta a ir parar na delegacia por dirigir de porre.
Quem se responsabiliza pelos quilinhos a mais? Essa tem que comandar a malhação lá no Praia, um pouquinho mais pesada do que os passeios pela pista.
Por que estou contando tudo isso? Ora! Porque sou chata e detalhista e também para que, no ano que vem, fiquemos bem espertas para que se marque a data da festa longe do dia do aniversário do pai da Alcyone, assim teremos o prazer da companhia dela.